Sobre

Família negra reunida em um quintal vivido

Sobre o Parentalidade Preta

Uma casa construída para que nossas histórias sejam ouvidas.

O Parentalidade Preta é uma iniciativa brasileira de mídia, escuta e formação sobre famílias negras, paternidades pretas, masculinidades, infância, ancestralidade, raça e cuidado.

Nossa história

Algumas histórias precisam ser contadas de dentro.

O Parentalidade Preta nasceu da necessidade de falar sobre famílias negras sem transformar nossa vida em objeto de observação, estatística ou ausência.

Nasceu para registrar nossas perguntas, contradições, memórias e formas de cuidado. Para que homens, mulheres, crianças, famílias e comunidades negras possam falar a partir de si, sem precisar reduzir a própria experiência ao que o olhar de fora consegue compreender.

Desde 2022, essa escuta toma forma em podcasts, audiodocumentários, textos, vídeos, rodas de conversa, encontros e ações formativas. Cada formato abre uma porta diferente, mas todos conduzem ao mesmo território.

Aqui, parentalidade não é apenas uma técnica de criação. É memória, pertencimento, responsabilidade e continuidade.

Por que existimos

Não faltam famílias negras. Faltam espaços dispostos a escutá-las por inteiro.

Escuta

Escutar antes de explicar.

Criamos espaços em que a experiência vivida não é tratada como detalhe, interrupção ou ilustração de uma teoria.

Memória

Registrar para não desaparecer.

Vozes, histórias e reflexões tornam-se parte de um acervo vivo sobre famílias negras no Brasil.

Comunidade

Conhecimento também se constrói em roda.

Não falamos para uma audiência abstrata. Mantemos uma relação com pessoas que chegam, permanecem, respondem e ajudam a sustentar a casa.

O que fazemos

A casa tem muitas portas. A escuta é o centro.

O Parentalidade Preta produz conhecimento em diferentes linguagens, respeitando o tempo e a profundidade que cada conversa exige.

Áudio

Podcast e audiodocumentários

Entrevistas, ensaios sonoros, documentários e conversas longas sobre raça, cuidado, infância, masculinidades, memória e vida familiar.

Conhecer o podcast →

Editorial

Textos, vídeos e redes sociais

Conteúdos autorais que aproximam pesquisa, experiência vivida, cultura e debate público sem abandonar a complexidade.

Acompanhar no Instagram →

Comunidade

Rodas e QUINTAL

Encontros de escuta, convivência e diálogo para pessoas que exercem cuidado, famílias e integrantes da comunidade.

Conhecer o QUINTAL →

Formação

Palestras, mediações e percursos

Ações construídas para escolas, empresas, instituições, equipes e comunidades, de acordo com cada contexto e necessidade.

Ver possibilidades de trabalho →

O que sustenta esta casa

Não são palavras na parede. São critérios para permanecer.

01

Raça vem primeiro.

A experiência negra não é um recorte adicional. É o ponto de onde partimos para pensar família, infância, gênero, educação e cuidado.

02

Escutar é parte do método.

Não utilizamos histórias apenas para confirmar respostas prontas. A conversa também pode deslocar aquilo que pensávamos saber.

03

A complexidade não é um problema.

Não buscamos respostas fáceis para experiências atravessadas por história, raça, afeto, violência, desejo, responsabilidade e poder.

04

Cuidado não é performance.

Cuidar implica presença, responsabilidade, continuidade e disposição para rever práticas, não apenas afirmar boas intenções.

Diego Silva, zelador do Parentalidade Preta

Quem zela por esta casa

Eu sou Diego Silva.

Educador parental, pesquisador, comunicador, produtor cultural e zelador do Parentalidade Preta.

Sou homem preto, esposo e pai. Minha atuação nasce das relações que vivo, das responsabilidades que exerço e das perguntas que decidi não abandonar.

Sou Educador Parental certificado pela Positive Discipline Association e tenho formação em produção de podcast, documentário, sonorização, trilha sonora e estudos sobre relações raciais.

No PP, cuido da pesquisa, direção editorial, roteiro, apresentação, produção sonora, textos, encontros e das relações que mantêm esta casa em movimento.

Zelar não é ocupar o centro. É preparar o espaço, manter a porta aberta e cuidar para que as vozes que chegam possam ser ouvidas.

O território

O portão está aberto. A entrada nunca é uma convocação.

Pensamos o Parentalidade Preta como uma casa. O podcast é o lugar da escuta atenta. A roda é o centro do diálogo. O QUINTAL é o território onde a comunidade se encontra.

Ninguém é convocado a pertencer. A porta permanece aberta para quem reconhece o lugar, aceita chegar sem dominar a conversa e compreende que toda casa viva precisa de cuidado.

Conhecer o QUINTAL

A casa continua

Chegue. Escute. Fique o tempo que fizer sentido.

O Parentalidade Preta permanece vivo por meio das pessoas que escutam, compartilham, participam das rodas, apoiam a produção e ajudam novas histórias a encontrar caminho.