Por que essa casa existe
Durante anos caminhamos juntos nos episódios, nas mensagens, nas rodas e nas conversas. Mas uma comunidade não vive apenas de publicações.
Ela precisa de um lugar para se encontrar e voltar.
O que ficou da roda
A confiança já existia antes do encontro.
Muitos homens chegaram ao QUINTAL depois de anos atravessados pelas publicações, pelos episódios e pelas conversas do Parentalidade Preta.
Na roda, essa relação ganhou presença. Houve histórias ímpares, emoção, choro, silêncio e acolhimento. Homens que talvez nunca tivessem se encontrado reconheceram partes de si na experiência uns dos outros.
Não guardamos publicamente as histórias. Guardamos o que elas confirmaram: existe confiança, existe necessidade de encontro e existe comunidade.
O que encontramos
Uma tarde de escuta, entrega e reconhecimento.
Rodas de conversa
Histórias de paternidade, mudanças, medos e relações com filhos que crescem.
Escuta
Homens puderam falar sem defender uma imagem, ensinar alguém ou apresentar respostas prontas.
Tempo de Casa
Uma pausa para que o encontro não competisse com a família nem com a vida ao redor.
Comunidade
Homens atravessados por perguntas parecidas puderam finalmente reconhecer uns aos outros.
Para quem o QUINTAL existe
Homens negros que exercem cuidado.
Homens negros que acompanham, orientam, protegem e cuidam de crianças, adolescentes ou jovens na família ou na comunidade.
A travessia da Fundação
O que atravessou a tarde.
A casa abriu
Um tempo de chegada, reconhecimento e construção dos acordos que protegeriam a roda.
Paternidade e masculinidades
Uma roda conduzida por Diego Silva a partir da pergunta: O que a paternidade fez com o homem que eu era?
Pausa
Tempo de Casa
Durante trinta minutos, a reunião foi pausada para que cada homem pudesse voltar à própria casa, à família e ao que acontecia ao redor.
O QUINTAL não compete com a família. Ele existe para fortalecê-la.
E quando nossos filhos crescerem?
Com Elânia Francisca. Uma conversa sobre puberdade, crescimento, presença adulta, saúde mental e as mudanças exigidas de quem cuida.
O que precisa ser protegido
A intimidade, a confiança, o direito ao silêncio e a possibilidade de retornar.
Quem cuidou desta Fundação
Duas presenças. Duas rodas.
Uma escolha de cuidado
O encontro não foi gravado.
Algumas conversas precisam existir apenas entre quem estava presente.
Essa escolha protegeu a intimidade da roda e permitiu que cada homem falasse com mais liberdade.
A presença não foi medida pela exposição.
Houve homens com a câmera aberta, fechada, falando e permanecendo em silêncio. Cada um encontrou uma forma possível de estar.
Depois da roda
A reunião terminou. A conversa continua.
Depois da Fundação, os homens que estiveram na roda receberam um espaço de continuidade. Um lugar para compartilhar o que permaneceu ecoando, trazer perguntas ou apenas acompanhar em silêncio.
Memória da casa
As edições do QUINTAL
Aqui serão guardados os vestígios públicos de cada edição, sem expor as histórias confiadas à roda.
Entre pela escuta
O encontro passou.
O portão continua aberto.
Se você ainda quer acompanhar partilhas sobre paternidade, masculinidades negras, cuidado e afeto, comece pelo podcast do Parentalidade Preta.
Ouvir o podcast
QUINTAL é o encontro anual da comunidade do Parentalidade Preta.
Reúne homens negros que exercem cuidado para conversar sobre paternidade,
masculinidades, criação de filhos, ancestralidade, raça, afeto e comunidade.