(RESENHA) nº31 – HASOS, Confrontos, Memórias e Afins

Material expandido do (RESENHA)

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O (RESENHA) nº31 continua a análise de HASOS, de Baco Exu do Blues, olhando para a segunda parte do disco não como quem procura uma explicação definitiva, mas como quem entende que certas obras exigem travessia. A conversa parte da música, mas não fica presa nela. O álbum aparece como espelho rachado, onde ego, dor, espiritualidade, raiva, fé e identidade preta se encostam sem pedir licença.

Nessa segunda parte, o disco deixa de ser apenas uma sequência de faixas e passa a se revelar como um campo de confronto. O homem preto diante do espelho não encontra só a própria imagem. Encontra o que fizeram dele, o que ele precisou inventar para sobreviver e o que ainda precisa abandonar para não ser destruído por dentro. A faca, a fuga, a raiva e a oração aparecem como símbolos de uma masculinidade que aprendeu a se defender antes mesmo de aprender a descansar.

O episódio também toca numa ferida que o feed dificilmente sustenta: a forma como muitos homens pretos confundem endurecimento com cura. A raiva pode proteger, mas também pode aprisionar. A lucidez racial pode libertar, mas também pode abrir dores antigas. HASOS, nesse sentido, não é tratado apenas como expressão individual de Baco, mas como uma obra que organiza algo coletivo sobre trauma, autoconhecimento e sobrevivência emocional negra.

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A força do (RESENHA) está justamente na escuta coletiva. Diego, Lucas, Ilustra, Wesley, Wallyson e os demais participantes entram por lugares diferentes: música, arte, espiritualidade, masculinidade, repertório e experiência vivida. Por isso a análise não vira uma leitura fria de disco. Ela vira corpo. Vira conversa difícil. Vira tentativa de compreender o que uma obra preta revela quando é escutada com responsabilidade, sem pressa e sem consumo raso.

Esse episódio é para quem entende que algumas músicas não terminam quando a faixa acaba. Elas seguem perguntando. Seguem cutucando. Seguem devolvendo o espelho. O (RESENHA) nº31 aprofunda a segunda parte de HASOS como uma escuta sobre confronto, memória e permanência.

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Diego Silva

Educador Parental certificado pela Positive Discipline Association, Escritor, Ensaísta, e Produtor Executivo do Parentalidade Preta.