Conhecimento, consciência e propósito.
Toda semana, duas aulas gratuitas — uma troca profunda e uma aula documental — compõem o caminho doTravessia, o projeto que transforma o feed do podcast Parentalidade Preta em uma verdadeira escola de escuta.
O QUE É O TRAVESSIA
O Travessia é uma curadoria viva de episódios e introduções documentais do podcast Parentalidade Preta, reunidas em uma sequência lógica e pedagógica para fortalecer famílias negras com consciência, ancestralidade e afeto.
Cada episódio é uma aula, um passo de volta para casa — e um convite para repensar o que significa educar, cuidar e existir com dignidade negra no mundo de hoje.
Mais do que uma série, o Travessia é um projeto formativo e político:
uma Escola de Escuta Afrocentrada feita de som, tempo e memória.
POR QUE ESSE PROJETO EXISTE
Porque o silêncio é também um currículo.
E a ausência de narrativas negras, um apagamento pedagógico.
O Travessia nasce para reordenar o tempo e o saber —
pra fazer do podcast Parentalidade Preta uma ponte entre o estudo e a vivência,
entre a escuta e a ação.
Aqui, o aprendizado não vem de teorias distantes, mas das vozes, dores e sabedorias que moldam o cotidiano preto.
COMO FUNCIONA
Dois episódios por semana
– Terça-feira: uma troca profunda com vozes do presente.
– Quinta-feira: uma aula documental afrocentrada, parte da Escola de Escuta.
Cada episódio é acompanhado de um carrossel temático e um convite à reflexão no Instagram do @parentalidade_preta.
COMO PARTICIPAR
🔹 Ouça os episódios do Travessia no Spotify, Deezer, Amazon Music ou Google Podcasts.
🔹 Digite “TRAVESSIA” no Instagram do Parentalidade Preta para receber o link direto da aula da semana.
🔹 Compartilhe o episódio com alguém que também precisa escutar.
O Travessia é gratuita, mas não é mágica.
Ela existe porque pessoas sustentam o Parentalidade Preta com compromisso e afeto.
APOIAR É FAZER PARTE
O Parentalidade Preta é uma iniciativa negra, independente e movida por estudo, sensibilidade e ação política.
O Travessia é mais uma etapa desse compromisso:
educar, inspirar e fortalecer comunidades pretas a partir da escuta.
💛 Apoie a partir de R$5 — o valor de duas bebidas por mês mantém o projeto vivo e acessível.

POR DENTRO DA ESCOLA
O Travessia é dividido em módulos temáticos, que conduzem o ouvinte por um percurso de consciência e memória:
- MÓDULO I — ORIGEM: “O COMEÇO É UM RETORNO”
- MÓDULO II — EXISTÊNCIA: “O CORPO QUE O MUNDO INVENTOU”
- MÓDULO III — CONSCIÊNCIA: “CURAR É OLHAR SEM FUGIR”
- MÓDULO IV — RECONSTRUÇÃO: “O CUIDADO COMO TECNOLOGIA”
- MÓDULO V — CONTINUIDADE: “ENSINAR É LEMBRAR JUNTO”
O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR
– Introduções documentais com narração e pesquisa original
– Episódios clássicos reorganizados em uma lógica pedagógica
– Reflexões sobre masculinidades, ancestralidade, saúde mental e educação racial
– A escuta como tecnologia de cura coletiva
– Um convite para transformar o ouvido em instrumento de consciência
COMPARTILHE ESSA CAMINHADA
O Travessia é para quem está cansado de ruído e quer escuta.
Para quem entende que cada palavra preta é uma herança.
Para quem quer estudar, sentir e se transformar.
MÓDULOS DO TRAVESSIA
O Travessia é um caminho em cinco módulos.
Cada um representa uma fase do retorno: da origem à continuidade.
Escutar é caminhar. Aprender é lembrar.
MÓDULO I — ORIGEM: “O COMEÇO É UM RETORNO”
“África não é um lugar distante. É o nome de uma lembrança.”
Objetivos:
• Reconhecer a África como matriz de conhecimento e espiritualidade.
• Entender ancestralidade como tecnologia social e não só tradição.
• Reposicionar o corpo e o afeto pretos como lugares de saber.
Referências: Cheikh Anta Diop, Molefi Kete Asante, Beatriz Nascimento, Nilma Lino Gomes.
Aula 1 – Matriarcado e Matrigestão
Apostila “Matriarcado e Matrigestão” — Parentalidade Preta
Primeiro material didático da Escola de Escuta Afrocentrada, esta apostila reúne história, ciência e ancestralidade para compreender a força da mulher como eixo da vida e da comunidade.
Baixe gratuitamente aqui e leve a conversa para sua roda, sua sala e seu território.
Semana 2
Inayara Iná — escutar o inconsciente negro e descolonizar a mente
A conversa com Inayara Iná mergulha nas camadas profundas do inconsciente negro, atravessado pelo racismo e pelo silenciamento histórico.
Ela propõe uma psicanálise decolonial que reconhece o sofrimento psíquico como herança coletiva, não como falha individual.
Entre cura e consciência, Inayara convoca à escuta do que o racismo tentou calar.
O diálogo é um chamado à descolonização da mente e à reconstrução da dignidade emocional negra.
Pontos-chave:
- O inconsciente negro como território político e histórico.
- Psicanálise decolonial como ferramenta de escuta e libertação.
- Sofrimento psíquico entendido como memória ancestral, não fraqueza.
- A cura como ato coletivo, espiritual e de reconstrução identitária.
Aula 2 – Ancestralidade Preta
Apostila “Ancestralidade Preta — A Força da Memória que Retorna” — Parentalidade Preta
Segundo material didático da Escola de Escuta Afrocentrada, esta apostila mergulha nas dimensões espirituais e históricas da ancestralidade negra como força que resiste e retorna. Entre lendas, conceitos e vozes femininas, revela a memória preta como fio que costura corpo, comunidade e eternidade.
Baixe gratuitamente e leve essa conversa para sua roda, sua escola e seu território.
Semana 3
Roberta Ribeiro — o que sustenta uma comunidade preta viva
A conversa com Roberta Ribeiro é um retorno à base do que sustenta uma comunidade preta viva: o amor como prática política.
Filha da Baixada, pesquisadora e coordenadora do GEMA — Grupo de Estudos sobre Mulherismo Africana — Roberta propõe que o cuidado coletivo é o eixo da criação de pessoas negras saudáveis.
Ela desafia a lógica do gênero como divisão, lembrando que o mulherismo não nasce da disputa entre homens e mulheres, mas do reencontro do povo preto com sua própria humanidade.
Entre espiritualidade, ancestralidade e prática clínica, ela mostra que o amor preto é uma tecnologia de sobrevivência — e que criar crianças pretas começa por se amar e amar o próprio povo.
Pontos-chave:
- O mulherismo africana como base ética para criação e comunidade.
- Gênero e raça entendidos a partir da humanidade, não da hierarquia.
- Cuidar de si como primeiro gesto político.
- O amor preto como força estruturante e espiritual.
Aula 3 – Afrocentricidade Pt.1
Apostila “Afrocentricidade Pt.1 — O Corpo que Caminhou Antes do Mundo” — Parentalidade Preta
Terceiro material didático da Escola de Escuta Afrocentrada, esta apostila percorre as origens da humanidade e o nascimento do pensamento africano como centro do mundo. Entre fósseis, rios e civilizações, reconstrói o caminho até Kemet — a “Terra dos Negros” — e apresenta Cheikh Anta Diop como o cientista que devolveu à África o direito de narrar a si mesma.
Semana 4
Omoloji Àgbára — maturidade afetiva, ancestralidade e ética comunitária
A conversa com Omoloji Àgbára abre um território onde espiritualidade, afeto e responsabilidade se entrelaçam.
Ele fala do nome como caminho, mas também do cotidiano como espaço de maturidade; da ancestralidade que orienta, mas também dos limites afetivos herdados dos nossos mais velhos.
Omoloji não traz apenas um relato espiritual, mas uma pedagogia do cuidado: ouvir, humanizar, amadurecer e sustentar vínculo de forma ética.
Ele desloca o amor preto do campo da idealização para o da prática — amor que reconhece a história, entende as feridas, não romantiza o que faltou e sabe que cura é sempre comunitária.
Ao mesmo tempo, critica o modelo ocidental que fragmenta e distancia, lembrando que nossa força nasce da organização coletiva, e não da lógica individualista.O diálogo é uma convocação a viver com consciência, corpo e comunidade.
Uma maturidade que não rompe com a ancestralidade, mas aprende com ela.
Pontos-chave:
- O nome como orientação, não como espetáculo espiritual.
- Maturidade afetiva construída na prática diária, não na promessa.
- Humanização dos mais velhos e compreensão de seus limites históricos.
- Vulnerabilidade como gesto de vínculo e não como fraqueza.
- Amor preto como ética comunitária, não fantasia romântica.
- Crítica ao individualismo ocidental e defesa da vida compartilhada.
- Ancestralidade como pedagogia de cuidado, presença e responsabilidade.
Aula 4 – Afrocentricidade Pt.2
Apostila “Afrocentricidade Pt.2 ” — Parentalidade Preta
O primeiro passo devolver ao povo preto o que sempre foi seu: nome, lugar, história e centro.
Esta apostila reúne filosofia, ciência e ancestralidade para entender por que a Afrocentricidade não é apenas teoria, mas cura, método e posicionamento.
Aqui você encontra Imhotep antes de Hipócrates, Abdias antes da lei, Molefi Asante antes do consenso — e a lembrança de que nada começa no Ocidente quando falamos de nós.
Baixe gratuitamente e leve essa conversa para sua roda, sua sala e seu território. É para estudar, mas também para se reencontrar.
Semana 5
Jairo Pereira – a travessia dos homens pretos
A conversa com Jairo abre um chão onde paternidade, história e sensibilidade se tocam.
Ele fala da presença como herança viva: um pai preto que aprendeu com as dores da infância, com os silêncios do próprio pai e com as violências que marcaram seu caminho.
Transformou tudo isso em compromisso.
Jairo desloca a paternidade preta do medo para a coragem afetiva: estar, ouvir, acolher, ensinar e aprender.
Lembra que afeto não é luxo; é proteção, é política, é memória ancestral guiando a criação das filhas.
E critica o modelo que endurece homens, mostrando que vulnerabilidade também é força.
Sua fala é convite a outra forma de ser pai preto: humana, consciente e aberta ao diálogo.
Pontos-chave:
• Presença como reparo histórico e gesto diário.
• Vulnerabilidade como caminho e não ameaça.
• Afeto e diálogo como proteção para crianças pretas.
• Crítica ao silenciamento afetivo imposto aos homens pretos.
• Ancestralidade como guia de paternidade e de futuro.
Aula 5 – ORGULHO PRETO
Apostila “ORGULHO PRETO“ — Parentalidade Preta
Nesta aula da Travessia, vamos investigar a gênese da negritude e sua força filosófica, política e espiritual. De Léopold Sédar Senghor e a poesia que levantou continentes, às insurgências negras no Brasil que desafiaram o silêncio imposto pela branquitude.
É um percurso que atravessa o “Legado Roubado”, enfrenta a eugenia, desmascara as fantasias do branqueamento e revisita a escravidão não como passado distante, mas como estrutura que tenta nos moldar até hoje.
Uma aula para entender que orgulho preto não é vaidade. É sobrevivência, é memória, é resposta a séculos de apagamento.
Escute e perceba: se reconhecer é, sempre foi, um ato de insurgência.
Práticas sugeridas:
– Desenhar seu mapa ancestral (família, bairro, origem simbólica).
– Registrar o que sua família ensinou sem palavras.
MÓDULO II — EM BREVE
🌅 RESULTADO ESPERADO
Ao final do Travessia, cada participante:
• Reconhece-se como continuidade de uma linhagem.
• Entende o racismo como ruptura epistemológica, não essência.
• Reintegra cuidado, espiritualidade e responsabilidade como valores centrais.
• Transforma escuta em ação comunitária.
