REPRISE – [parenta] #22 – Eu Te Amo, Homem Preto! – Autoestima e Autoimagem – Julio – Canal do Preto Gordo

Material expandido do Podcast [parenta].

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“Eu te amo, homem preto”: quando o corpo é resistência

Há um tipo de amor que ainda causa estranhamento. Um tipo de corpo que, quando existe com autonomia, parece incomodar. Um tipo de presença que precisa ser justificada o tempo inteiro para ser aceita.

No episódio #22 do programa [parenta], recebemos Julio César, criador do Canal do Preto Gordo, para uma conversa indispensável sobre autoestima, autoimagem e masculinidade preta fora do padrão.

Julio não fala de autoestima como um conceito da moda. Ele fala a partir do corpo. Do corpo que não foi feito para caber — nem nas roupas, nem nos lugares, nem nas expectativas sociais. Um corpo que foi silenciado, ridicularizado, escondido. Mas que aprendeu a se fazer espelho.

“O corpo do homem preto só é aceito quando é útil.”
Essa frase guia o episódio. E escancara o quanto a masculinidade negra é condicionada à utilidade e à performance: força, desejo, agressividade. Se você é preto e não entrega isso, vão te chamar de fraco. De problema. De piada.

Durante a conversa, Julio compartilha memórias duras da infância, como a frase do próprio pai:

“Você é preto e gordo. Você não vai.”
Essas palavras viram cicatriz. E essas cicatrizes viram conteúdo, resistência e reconstrução.

O episódio é longo — propositalmente. Porque não dá pra falar sobre a dor e a beleza de ser um homem preto em poucos minutos. É preciso escavar camadas, expor feridas e celebrar recomeços.

Se você é homem preto e já se odiou no espelho,
se você ama alguém que vive com o corpo ferido pela sociedade,
ou se você só quer aprender a olhar diferente para o outro —
esse episódio é pra você.

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(RESENHA) nº32 – HASOS, Luto, Mar, Memórias e Afins Parentalidade Preta

Análise da quarta parte do disco HASOS, de Baco Exu do Blues, no (RESENHA) nº32.A conversa atravessa masculinidade preta, luto, memória, espiritualidade, Bahia, ancestralidade, perda parental e a força de continuar quando o corpo já chegou no limite.Porque algumas músicas não pedem só escuta.Pedem silêncio, presença e coragem para encarar o que ainda dói.Apoie a iniciativa a partir de R$10/mês: 🔗⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/parenta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ou no pix recorrente através da chave pixparenta@gmail.comTodas as faixas são licenciadas via Epidemic Sound:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠https://www.epidemicsound.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Night Snow – Asher Fulero Não deixe de compartilhar suas impressões aqui nos comentários.Acompanhe a página⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@Parentalidade_Preta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ .Esse podcast é produzido pela⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠+3dB Áudio!⁠⁠⁠
  1. (RESENHA) nº32 – HASOS, Luto, Mar, Memórias e Afins
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Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.