Sobre Meninos Pretos e o CUIDADO

Antes de qualquer coisa, preciso para a construção que proponho aqui, situar que a demanda de desconstrução que é imposta a homens em geral, sem fazer distinção de raça, segue uma agenda embranquecida.

Isto posto, pra esse projeto que estou desenvolvendo aqui no PP (que é como vou chamar o Parentalidade Preta de agora em diante para poupar caracteres) vou admitir que qualquer construção de masculinidade ocidental que possa ser evocada na aproximação do meu conteúdo vai acabar sendo equivocada e obsoleta. Uma vez que venho aqui falar de uma criação Racializada.

Muito pouco vai adiantar darmos bonecas pretas, para nossos meninos, falarmos do cultivo do blackinho poderoso ou do orgulho da cor, se não houver uma identificação racial objetiva dessa identidade. Quero dizer, que em nada vai adiantar se ele tiver tudo isso e não souber que é Preto. Souber da sua cor, da cor dos pais e das pessoas que o cercam.

Quase nada vai ser incrível, quando a sua criação disruptiva, desconstruída, prafrentex, positiva, respeitosa e etc, fizer com que seu filho não saiba respeitar a diferença das raças e principalmente, não souber a sua própria cor. Alguém vai ensinar.

Mas o que tem o Cuidado a ver com isso?

Mais que normalizar uma boneca Preta, procure normalizar homens pretos cuidando. Incentive e destaque narrativas. Se você é pai, esteja próximo fazendo questão de que a sua presença seja notada, se você é mãe, incentive a percepção da presença dessa presença. Sabemos que a construção da sociedade como está não é amistosa para que Homens negros desenvolvam a vulnerabilidade, façamos isso dentro dos nossos espaços.

Não somente pais presentes, mas a figura do cuidado pode se desenvolver em qualquer homem que se disponha a fazer com que um menino Preto entenda que o nosso lugar não é o da falta.

Se você é ou está ausente, aPresente-se, se desculpe e volte. Se você é presente, cuide de si para cuidar dos outros. A próxima geração de Homens Pretos precisa de você. Não imitemos os nossos algozes. Nós somos o povo da fartura. Seja um orixá em vida.

A sua benção!?

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Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.

Ouça podcast [parenta].

{mergulho} pt10 – do direito de sentir à paternidade PRETA – Isaías Paixão Parentalidade Preta

No {mergulho} pt. 10 — Do direito de sentir à Paternidade Preta,converso com o psicólogo Isaías Paixão (@psicologo.isaiasnbp)sobre paternidade preta, masculinidade negra, trabalho, afetividade, racismo,saúde mental, cuidado e formação de crianças negras.A conversa atravessa a brutalização do corpo pelo trabalho, os limites de um modelo únicode pai negro, comunidade, representatividade, medo, cidade e o direito de homens negrosexistirem para além da força e da sobrevivência.Material expandidoTextos, dados, referências bibliográficas e outros materiais relacionados ao episódio:Acesse o material expandido do {mergulho} pt. 10.Apoie o Parentalidade PretaO Parentalidade Preta é uma iniciativa independente.Com o valor de até duas bebidas por mês, você já ajuda a manter podcasts, pesquisas,textos, rodas e outras ações em circulação.Conheça as formas de apoio.QUINTAL — 29 de agostoEncontro para homens negros que exercem cuidado.Cinco horas de roda, escuta e presença, sem gravação.Conheça o QUINTAL e faça sua inscrição.Conheça o Parentalidade PretaPodcast, textos, pesquisas e outras conversas sobrepaternidade negra, masculinidades negras, educação parental racializadae criação de crianças negras.Acesse parentalidadepreta.com.Se você acompanha o programa pelo Spotify, siga o Podcast Parentalidade Pretae deixe sua avaliação. Isso ajuda novas pessoas a encontrarem essas conversas.
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