[parenta] #15 – Descobrimento Pt.1 – Okinga

Material expandido do Podcast [parenta].

Sobre o convidado:

Okinga – @okingaoficial

Anicet Okinga é um profissional multidisciplinar com vasta experiência em diversas áreas. Com um PhD em sua área de pesquisa, ele é atualmente um pesquisador principal em uma instituição federal no Brasil. Além disso, ele possui formação em Odontologia e Farmácia, bem como um diploma em Direito pela UCAM. Okinga é um colunista regular no jornal DR1 e é um ativista político do Movimento Negro do PDT. Ele também colabora com organizações importantes como CEDINE e OAB-Barra.

Sua ampla gama de habilidades e conhecimentos o tornam um indivíduo valioso em qualquer setor.

[parenta]#15

Saudações!

Continuamos com as nossas trocas potentes da segunda temporada do Parentalidade Preta e falaremos especiamente sobre o “Descobrimento”.

O “descobrimento do Brasil”, comemorado em abril, tem perdido importância na construção histórica do país, visto que essa data representa o início de um processo de colonização europeu que subverteu e destruiu as culturas dos povos nativos. As expedições europeias ao Oriente em busca de especiarias e a onda mística formada em cima dessas coisas foram importantes para o comércio e para o surgimento de importantes entrepostos comerciais, mas também resultaram em consequências negativas para as culturas nativas americanas. Assim, é necessário olhar para a história com uma perspectiva crítica e respeitar a diversidade cultural e étnica que existe no Brasil.

O Livro das Maravilhas do mundo, que trazia uma lista resumida de produtos e iguarias vindos de várias partes do Oriente, foi suspeito de ter uma citação removida. O Chipre era um importante entreposto comercial e base para rotas marítimas, o que o tornava alvo de disputas territoriais. O comércio com o Oriente trouxe grandes riquezas para a Europa, mas também resultou na subversão e destruição das culturas nativas americanas.

As marinhas africanas da antiguidade, como a Marinha Kushita e a Marinha do Império Mali, foram importantes para a expansão, proteção e desenvolvimento de seus respectivos reinos e impérios. A Marinha Kushita utilizava barcos com propulsão híbrida e diferentes materiais, como o papiro, que garantiam a flutuabilidade e a flexibilidade necessárias para resistir à severidade do mar. Já a Marinha do Império Mali se destacou pelas expedições comerciais e de exploração que estabeleceu ao longo do rio Níger e do Oceano Atlântico. Suas conquistas, táticas e tecnologias foram inspiradoras para outros modelos de barcos ao redor do mundo, demonstrando a importância da história naval africana.

É importante olhar para a história com uma perspectiva crítica e reconhecer a diversidade cultural e étnica que existe no Brasil. O comércio com o Oriente trouxe grandes riquezas para a Europa, mas também resultou em consequências negativas para as culturas nativas americanas. Além disso, as marinhas africanas da antiguidade, como a Marinha Kushita e a Marinha do Império Mali, foram fundamentais para a expansão, proteção e desenvolvimento de seus respectivos reinos e impérios, inspirando outros modelos de barcos ao redor do mundo e demonstrando a importância da história naval africana.

Então, se você quer ouvir mais sobre a história naval africana e refletir sobre a importância da diversidade cultural, não deixe de ouvir o episódio 15 do podcast Parentalidade Preta!

Destaques do Episódio

Abubakari II

Mansa Abu Bakr II foi o nono rei do Império do Mali, que governou de 1311 a 1312. Ele é mais conhecido por sua expedição ao oceano Atlântico, que segundo a lenda, levou ele e sua frota a desaparecerem no mar. Abu Bakr II é creditado como sendo um visionário e explorador, que se aventurou em busca de novas terras além das fronteiras do Império do Mali. Sua expedição é considerada um marco histórico na exploração africana e inspirou muitas outras expedições marítimas subsequentes.

Mansa Musa, também conhecido como Kankan Musa, foi o 10º Mansa (rei) do Império do Mali, governando de 1312 a 1337. Ele é lembrado por sua grande peregrinação à Meca em 1324, onde impressionou os povos do Oriente Médio com sua riqueza e generosidade. Mansa Musa era um líder religioso e político, promovendo a educação, a cultura e a construção de mesquitas e escolas em todo o Mali. Ele também expandiu os territórios do império, tornando-o um dos mais poderosos da época. Mansa Musa é considerado uma figura importante na história africana e islâmica.

Quer saber mais? Dá play no episódio lá no topo da página. Ele é exclusivo pra você que chegou aqui, é diferente dos que estão nas plataformas de áudio.

Não deixe de recomendar o Podcast Parentalidade Preta no Spotify, no deezer, no Amazon Music e no Google Podcasts .

Te encontro lá!

Gostaria de financiar essa produção?

Apoie o Parentalidade Preta
Ajude o Parentalidade Preta a criar locais seguros para conversas difíceis.

Bora trocar uma ideia?

Deixei esse forum aqui pra gente poder trocar mais a respeito do episódio, caso queria registratr algo aqui, fique à vontade.

← Voltar

Agradecemos pela sua resposta. ✨

Espero, de coração, que esse conteúdo tenha somado à experiência. Obrigado!

Ouça Podcast Parentalidade Preta

Você encontra o Podcast Parentalidade Preta no Spotify, no deezer, no Amazon Music e no Google Podcasts .

CRIAR EM UM MUNDO PROGRAMADO – EPISÓDIO 05 – Parentalidade Preta

Que futuro está batendo à porta? Como preparar nossos filhos para um mundo transformado pela inteligência artificial?No quinto e último episódio de Criar em um Mundo Programado, o Parentalidade Preta investiga uma questão fundamental: quem terá condições de construir o futuro e quem será obrigado a apenas se adaptar a ele?Diego Silva conversa com Tata Ribeiro e Wesley Ferreira sobre inteligência artificial, futuro do trabalho, algoritmos, plataformização, educação digital e os desafios de criar crianças em uma sociedade cada vez mais tecnológica.A conversa questiona a promessa de que a tecnologia, por si só, produzirá liberdade e oportunidades. Como preparar nossos filhos para um mercado de trabalho marcado pela automação? Que escolhas estão disponíveis para jovens influenciados pelos algoritmos? E até que ponto o discurso do empreendedorismo individual esconde desigualdades sociais?O futuro não chega da mesma maneira para todas as crianças. Para famílias negras, pensar tecnologia e educação também significa discutir desigualdade digital, acesso ao conhecimento e oportunidades para que crianças negras possam criar, e não apenas consumir tecnologia.Tata, Wesley e Diego refletem sobre autonomia, pensamento crítico e transmissão de conhecimento entre gerações. Preparar nossos filhos para o futuro não significa apenas ensinar ferramentas que podem se tornar obsoletas. Significa desenvolver repertório para compreender, questionar e transformar o mundo.Que futuro queremos construir? E qual é a nossa responsabilidade como adultos diante das próximas gerações?Este episódio encerra Criar em um Mundo Programado e marca o início de um hiato no podcast Parentalidade Preta.Se você chegou até aqui por esta série, conheça também os especiais DIOP — Estrelas Negras no Céu do Egito e Frantz Fanon — Irredutivelmente Negro, além do [parenta], Travessia, (RESENHA) e {mergulho}. Quatro anos de conversas e pesquisas continuam disponíveis para escuta.Neste episódio: inteligência artificial · futuro do trabalho · infância e tecnologia · parentalidade negra · algoritmos · automação · educação digital · desigualdade tecnológica · crianças negras · autonomia · empreendedorismo · pensamento crítico · ancestralidade · transmissão de conhecimento.Esta série foi produzida de maneira independente. O podcast entra em hiato, mas o Parentalidade Preta continua. Se este trabalho importa para você, ajude a sustentar nosso quintal.→ APOIE: parentalidadepreta.com/apoiarParticipam:Diego Silva — pai e educador parental.Tata Ribeiro — desenvolvedora de jogos e game designer — @tecnotataWesley Ferreira — analista sênior de governança e processos de TI — @wesleybferreiraConheça a série: parentalidadepreta.com/mundoprogramadoExplore o podcast: parentalidadepreta.com/podcastO futuro continua sendo uma pergunta. E o Parentalidade Preta continua sendo um lugar para fazê-la.
  1. CRIAR EM UM MUNDO PROGRAMADO – EPISÓDIO 05
  2. CRIAR EM UM MUNDO PROGRAMADO – EPISÓDIO 04
  3. CRIAR EM UM MUNDO PROGRAMADO – EPISÓDIO 03
  4. CRIANDO CRIANÇAS NEGRAS NO BRASIL DE 2026 #11 – BEATRIZ CRUZ
  5. CRIAR EM UM MUNDO PROGRAMADO – EPISÓDIO 02

Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.