Segurança

Diante da série de eventos que se desenrolaram essa semana, essa questão se fez latente nas nossas discussões. Penso que se tornou mais que necessário falarmos de segurança.

Quando uma pessoa negra erra, seja qual for o erro, ele é transformado no atravessamento que define uma comunidade inteira. Narrativas pessoais dão vulto à uma demanda de posicionamento pessoal, e demandas pessoais são usadas para enviesar a discussão.

A comoção gerada por algumas agendas esvaziam a discussão de como devemos avançar coletivamente resolvendo nossos problemas com RAÇA na frente.

Remontando o mito de Ísis e Osiris:

“Set, que representava a violência e a desordem, conspirou contra Osiris e o matou, despedaçando seu corpo e espalhando os pedaços por Kemet.

Ísis, esposa de Osiris, ficou desolada e iniciou uma busca desesperada pelos pedaços do corpo de seu amado. Com a ajuda de Anúbis, o deus dos mortos, ela conseguiu encontrar e reunir os pedaços.”

Esse conto, pra mim expressa o fato de que não há como se avançar e quanto comunidade se a gente não tiver condições de se curar em conjunto. Ísis era a única que conhecia Osiris tão bem que tinha condições de remontá-lo e trazer de volta à vida.

Então é responsabilidade das mulheres consertar homens?
NÃO. É função da comunidade consertar a si discutindo em casa seus problemas. E para isso precisamos de locais seguros.

Portais grandes de Negritude/Pretitude tem usado pautas enviesadas para fomentar discussões rasas e tendenciosas sem finalidade para a nossa comunidade. Expondo corpos Pretos unicamente gerando engajamento.

Muitas das que envolvem Paternidades são instantâneamente voltadas para o abandono, as que envolvem masculinidades, viram um local de linchamento. Muitas questões são levantadas já como cilada para pessoas se exporem enquanto outras ficam somente tentando provar pontos.

É urgente a consolidação de locais onde essas discussões sejam sustentadas de maneira segura e levantadas de forma abrangente para que as questões se sensíveis sejam discutidas tendo RAÇA como ponto principal e propondo um avanço comunitário. Não se pode fazer isso só.

De quem é a responsabilidade de manter uma comunidade segura?

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Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.

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TRAVESSIA#8 – O QUE EXISTIA ANTES DO AUTISMO? Parentalidade Preta

Essa introdução não começa no século XX.Ela volta no tempo para lembrar que o que hoje chamamos de autismo já era percebido muito antes de ser nomeado.Antes do diagnóstico, existia o estranhamento.Antes da ciência europeia, já existia cuidado.Uma escuta sobre mente, história e tudo aquilo que foi apagado antes de ser reconhecido.Ouça com tempo.Ouvir também é um gesto político.Link para materiais de apoio: ⁠https://parentalidadepreta.com/?p=4374⁠Apoie a iniciativa a partir de R$10/mês: 🔗⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/parenta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ou no pix recorrente através da chave pixparenta@gmail.comTodas as faixas são licenciadas via Epidemic Sound:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠https://www.epidemicsound.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Night Snow – Asher Fulero Cry of the Swan – Pawan Krishna Jogish – Pawan KrishnaLifelong – Anno Domini BeatsNão deixe de compartilhar suas impressões aqui nos comentários.Acompanhe a página⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@Parentalidade_Preta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ .Esse podcast é produzido pela⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠+3dB Áudio!⁠
  1. TRAVESSIA#8 – O QUE EXISTIA ANTES DO AUTISMO?
  2. [parenta] #37 – Paternidades Atípicas Pt.1 – Part. Felipe Basilio Oliveira, Leonardo Augusto e Wallyson Souza
  3. (RESENHA) nº30 – HASOS, Luzes, Sombras e Afins
  4. CRIANDO CRIANÇAS NEGRAS NO BRASIL DE 2026 – ANA IMANI
  5. TRAVESSIA#7 – O CORPO QUE PARIU A LIBERDADE – Part. Ana Imani

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