Segurança

Diante da série de eventos que se desenrolaram essa semana, essa questão se fez latente nas nossas discussões. Penso que se tornou mais que necessário falarmos de segurança.

Quando uma pessoa negra erra, seja qual for o erro, ele é transformado no atravessamento que define uma comunidade inteira. Narrativas pessoais dão vulto à uma demanda de posicionamento pessoal, e demandas pessoais são usadas para enviesar a discussão.

A comoção gerada por algumas agendas esvaziam a discussão de como devemos avançar coletivamente resolvendo nossos problemas com RAÇA na frente.

Remontando o mito de Ísis e Osiris:

“Set, que representava a violência e a desordem, conspirou contra Osiris e o matou, despedaçando seu corpo e espalhando os pedaços por Kemet.

Ísis, esposa de Osiris, ficou desolada e iniciou uma busca desesperada pelos pedaços do corpo de seu amado. Com a ajuda de Anúbis, o deus dos mortos, ela conseguiu encontrar e reunir os pedaços.”

Esse conto, pra mim expressa o fato de que não há como se avançar e quanto comunidade se a gente não tiver condições de se curar em conjunto. Ísis era a única que conhecia Osiris tão bem que tinha condições de remontá-lo e trazer de volta à vida.

Então é responsabilidade das mulheres consertar homens?
NÃO. É função da comunidade consertar a si discutindo em casa seus problemas. E para isso precisamos de locais seguros.

Portais grandes de Negritude/Pretitude tem usado pautas enviesadas para fomentar discussões rasas e tendenciosas sem finalidade para a nossa comunidade. Expondo corpos Pretos unicamente gerando engajamento.

Muitas das que envolvem Paternidades são instantâneamente voltadas para o abandono, as que envolvem masculinidades, viram um local de linchamento. Muitas questões são levantadas já como cilada para pessoas se exporem enquanto outras ficam somente tentando provar pontos.

É urgente a consolidação de locais onde essas discussões sejam sustentadas de maneira segura e levantadas de forma abrangente para que as questões se sensíveis sejam discutidas tendo RAÇA como ponto principal e propondo um avanço comunitário. Não se pode fazer isso só.

De quem é a responsabilidade de manter uma comunidade segura?

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Diego Silva

Homem Preto não retinto;

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(RESENHA) nº29 – Emicidas, Cores, Valores e Afins Parentalidade Preta

No (RESENHA) nº 29, o Parentalidade Preta promove uma análise aprofundada do novo álbum do Emicida, dialogando com Racionais MC’s, memória familiar, amadurecimento artístico e a evolução do rap brasileiro. A conversa percorre faixa a faixa temas como identidade negra, legado, mercado musical, vulnerabilidade masculina, homenagem à Dona Jacira e o papel do hip hop na construção de valores e consciência social. Mais do que crítica musical, este episódio propõe uma reflexão sobre cores, valores, geração, responsabilidade e transformação dentro da cultura hip hop no Brasil. Um encontro para quem quer entender o impacto cultural de Emicida, a influência dos Racionais e o lugar da arte negra na formação política e afetiva de uma geração.Apoie a iniciativa a partir de R$10/mês: 🔗⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/parenta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ou no pix recorrente através da chave pixparenta@gmail.comTodas as faixas são licenciadas via Epidemic Sound:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠https://www.epidemicsound.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Night Snow – Asher Fulero Não deixe de compartilhar suas impressões aqui nos comentários.Acompanhe a página⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@Parentalidade_Preta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ .Esse podcast é produzido pela⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠+3dB Áudio!
  1. (RESENHA) nº29 – Emicidas, Cores, Valores e Afins
  2. Quando a Casa Respira: Encerramento 2025
  3. TRAVESSIA #5 – ORGULHO PRETO
  4. Jairo Pereira – a travessia dos homens pretos
  5. TRAVESSIA #4 – Afrocentricidade Pt.2

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