Kendrick Lamar – Mr. Morale & the Big Steppers

Eu tava pensando se faltaria com a humildade se eu viesse aqui e começasse esse texto com “Quem me segue aqui há mais tempo”, mas lembrei de quem espera essa humildade da gente. Então,

Quem me segue aqui há mais tempo sabe da importância desse álbum, que ganhou o Grammy de Melhor Álbum de RAP, para várias construções aqui desse perfil.

Mr. Morale & the Big Steppers de @kendricklamar é uma seção de terapia que passa por diversos territórios da masculinidade dele, mas que poderiam muito bem ser as nossas também. Esse disco é um convite à reflexão da nossa realidade em diversos aspectos (nem preciso dizer que a partir de Raça) que norteiam a nossa construção como homens.

São várias camadas que o disco remonta de tal jeito que somente ouvindo, ainda sem entender as letras, a gente já se sente em um local diferente. Recomendo demais a audição apenas sentindo as atmosferas e em uma segunda, ir acompanhando as letras nos sites que já tem todas as traduções.

Para mim, o ponto alto da obra é a Father Time (a hora do pai, ou algo do tipo) que com certeza tem algum trecho com o qual você vai se identificar. Como por exemplo, esse:

“Eu tenho problemas com o papai, isso é comigo.
Procurando por um “eu te amo”, raramente com empatia pelo meu alívio
Uma criança que se acostumou, a levantar bem rápido quando ralava o joelho
Porque se eu chorasse por isso, ele certamente me diria para não ser fraco”

Mr. Morale & the Big Steppers passa por vários temas que vão desde o consumo e imagética à transgeneridade de maneira respeitosa e propositiva.
Não foi à toa que recebeu a premiação. Ele é um disco denso e profundo, com letras muito bem estruturadas e pensativas. Vale muito à pena conhecer esse ensaio sobre a masculinidade Preta de Kendrik Lamar.

Depois conta aqui se já ouviu alguma coisa e o que achou. Bora pra mais uma?

Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.

Ouça podcast [parenta].

{mergulho} pt10 – do direito de sentir à paternidade PRETA – Isaías Paixão Parentalidade Preta

No {mergulho} pt. 10 — Do direito de sentir à Paternidade Preta,converso com o psicólogo Isaías Paixão (@psicologo.isaiasnbp)sobre paternidade preta, masculinidade negra, trabalho, afetividade, racismo,saúde mental, cuidado e formação de crianças negras.A conversa atravessa a brutalização do corpo pelo trabalho, os limites de um modelo únicode pai negro, comunidade, representatividade, medo, cidade e o direito de homens negrosexistirem para além da força e da sobrevivência.Material expandidoTextos, dados, referências bibliográficas e outros materiais relacionados ao episódio:Acesse o material expandido do {mergulho} pt. 10.Apoie o Parentalidade PretaO Parentalidade Preta é uma iniciativa independente.Com o valor de até duas bebidas por mês, você já ajuda a manter podcasts, pesquisas,textos, rodas e outras ações em circulação.Conheça as formas de apoio.QUINTAL — 29 de agostoEncontro para homens negros que exercem cuidado.Cinco horas de roda, escuta e presença, sem gravação.Conheça o QUINTAL e faça sua inscrição.Conheça o Parentalidade PretaPodcast, textos, pesquisas e outras conversas sobrepaternidade negra, masculinidades negras, educação parental racializadae criação de crianças negras.Acesse parentalidadepreta.com.Se você acompanha o programa pelo Spotify, siga o Podcast Parentalidade Pretae deixe sua avaliação. Isso ajuda novas pessoas a encontrarem essas conversas.
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