Kendrick Lamar – Mr. Morale & the Big Steppers

Eu tava pensando se faltaria com a humildade se eu viesse aqui e começasse esse texto com “Quem me segue aqui há mais tempo”, mas lembrei de quem espera essa humildade da gente. Então,

Quem me segue aqui há mais tempo sabe da importância desse álbum, que ganhou o Grammy de Melhor Álbum de RAP, para várias construções aqui desse perfil.

Mr. Morale & the Big Steppers de @kendricklamar é uma seção de terapia que passa por diversos territórios da masculinidade dele, mas que poderiam muito bem ser as nossas também. Esse disco é um convite à reflexão da nossa realidade em diversos aspectos (nem preciso dizer que a partir de Raça) que norteiam a nossa construção como homens.

São várias camadas que o disco remonta de tal jeito que somente ouvindo, ainda sem entender as letras, a gente já se sente em um local diferente. Recomendo demais a audição apenas sentindo as atmosferas e em uma segunda, ir acompanhando as letras nos sites que já tem todas as traduções.

Para mim, o ponto alto da obra é a Father Time (a hora do pai, ou algo do tipo) que com certeza tem algum trecho com o qual você vai se identificar. Como por exemplo, esse:

“Eu tenho problemas com o papai, isso é comigo.
Procurando por um “eu te amo”, raramente com empatia pelo meu alívio
Uma criança que se acostumou, a levantar bem rápido quando ralava o joelho
Porque se eu chorasse por isso, ele certamente me diria para não ser fraco”

Mr. Morale & the Big Steppers passa por vários temas que vão desde o consumo e imagética à transgeneridade de maneira respeitosa e propositiva.
Não foi à toa que recebeu a premiação. Ele é um disco denso e profundo, com letras muito bem estruturadas e pensativas. Vale muito à pena conhecer esse ensaio sobre a masculinidade Preta de Kendrik Lamar.

Depois conta aqui se já ouviu alguma coisa e o que achou. Bora pra mais uma?

Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.

Ouça podcast [parenta].

CRIAR EM UM MUNDO PROGRAMADO – EPISÓDIO 05 – Parentalidade Preta

Que futuro está batendo à porta? Como preparar nossos filhos para um mundo transformado pela inteligência artificial?No quinto e último episódio de Criar em um Mundo Programado, o Parentalidade Preta investiga uma questão fundamental: quem terá condições de construir o futuro e quem será obrigado a apenas se adaptar a ele?Diego Silva conversa com Tata Ribeiro e Wesley Ferreira sobre inteligência artificial, futuro do trabalho, algoritmos, plataformização, educação digital e os desafios de criar crianças em uma sociedade cada vez mais tecnológica.A conversa questiona a promessa de que a tecnologia, por si só, produzirá liberdade e oportunidades. Como preparar nossos filhos para um mercado de trabalho marcado pela automação? Que escolhas estão disponíveis para jovens influenciados pelos algoritmos? E até que ponto o discurso do empreendedorismo individual esconde desigualdades sociais?O futuro não chega da mesma maneira para todas as crianças. Para famílias negras, pensar tecnologia e educação também significa discutir desigualdade digital, acesso ao conhecimento e oportunidades para que crianças negras possam criar, e não apenas consumir tecnologia.Tata, Wesley e Diego refletem sobre autonomia, pensamento crítico e transmissão de conhecimento entre gerações. Preparar nossos filhos para o futuro não significa apenas ensinar ferramentas que podem se tornar obsoletas. Significa desenvolver repertório para compreender, questionar e transformar o mundo.Que futuro queremos construir? E qual é a nossa responsabilidade como adultos diante das próximas gerações?Este episódio encerra Criar em um Mundo Programado e marca o início de um hiato no podcast Parentalidade Preta.Se você chegou até aqui por esta série, conheça também os especiais DIOP — Estrelas Negras no Céu do Egito e Frantz Fanon — Irredutivelmente Negro, além do [parenta], Travessia, (RESENHA) e {mergulho}. Quatro anos de conversas e pesquisas continuam disponíveis para escuta.Neste episódio: inteligência artificial · futuro do trabalho · infância e tecnologia · parentalidade negra · algoritmos · automação · educação digital · desigualdade tecnológica · crianças negras · autonomia · empreendedorismo · pensamento crítico · ancestralidade · transmissão de conhecimento.Esta série foi produzida de maneira independente. O podcast entra em hiato, mas o Parentalidade Preta continua. Se este trabalho importa para você, ajude a sustentar nosso quintal.→ APOIE: parentalidadepreta.com/apoiarParticipam:Diego Silva — pai e educador parental.Tata Ribeiro — desenvolvedora de jogos e game designer — @tecnotataWesley Ferreira — analista sênior de governança e processos de TI — @wesleybferreiraConheça a série: parentalidadepreta.com/mundoprogramadoExplore o podcast: parentalidadepreta.com/podcastO futuro continua sendo uma pergunta. E o Parentalidade Preta continua sendo um lugar para fazê-la.
  1. CRIAR EM UM MUNDO PROGRAMADO – EPISÓDIO 05
  2. CRIAR EM UM MUNDO PROGRAMADO – EPISÓDIO 04
  3. CRIAR EM UM MUNDO PROGRAMADO – EPISÓDIO 03
  4. CRIANDO CRIANÇAS NEGRAS NO BRASIL DE 2026 #11 – BEATRIZ CRUZ
  5. CRIAR EM UM MUNDO PROGRAMADO – EPISÓDIO 02

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