Kendrick Lamar – Mr. Morale & the Big Steppers

Eu tava pensando se faltaria com a humildade se eu viesse aqui e começasse esse texto com “Quem me segue aqui há mais tempo”, mas lembrei de quem espera essa humildade da gente. Então,

Quem me segue aqui há mais tempo sabe da importância desse álbum, que ganhou o Grammy de Melhor Álbum de RAP, para várias construções aqui desse perfil.

Mr. Morale & the Big Steppers de @kendricklamar é uma seção de terapia que passa por diversos territórios da masculinidade dele, mas que poderiam muito bem ser as nossas também. Esse disco é um convite à reflexão da nossa realidade em diversos aspectos (nem preciso dizer que a partir de Raça) que norteiam a nossa construção como homens.

São várias camadas que o disco remonta de tal jeito que somente ouvindo, ainda sem entender as letras, a gente já se sente em um local diferente. Recomendo demais a audição apenas sentindo as atmosferas e em uma segunda, ir acompanhando as letras nos sites que já tem todas as traduções.

Para mim, o ponto alto da obra é a Father Time (a hora do pai, ou algo do tipo) que com certeza tem algum trecho com o qual você vai se identificar. Como por exemplo, esse:

“Eu tenho problemas com o papai, isso é comigo.
Procurando por um “eu te amo”, raramente com empatia pelo meu alívio
Uma criança que se acostumou, a levantar bem rápido quando ralava o joelho
Porque se eu chorasse por isso, ele certamente me diria para não ser fraco”

Mr. Morale & the Big Steppers passa por vários temas que vão desde o consumo e imagética à transgeneridade de maneira respeitosa e propositiva.
Não foi à toa que recebeu a premiação. Ele é um disco denso e profundo, com letras muito bem estruturadas e pensativas. Vale muito à pena conhecer esse ensaio sobre a masculinidade Preta de Kendrik Lamar.

Depois conta aqui se já ouviu alguma coisa e o que achou. Bora pra mais uma?

Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.

Ouça podcast [parenta].

(RESENHA) nº32 – HASOS, Luto, Mar, Memórias e Afins Parentalidade Preta

Análise da quarta parte do disco HASOS, de Baco Exu do Blues, no (RESENHA) nº32.A conversa atravessa masculinidade preta, luto, memória, espiritualidade, Bahia, ancestralidade, perda parental e a força de continuar quando o corpo já chegou no limite.Porque algumas músicas não pedem só escuta.Pedem silêncio, presença e coragem para encarar o que ainda dói.Apoie a iniciativa a partir de R$10/mês: 🔗⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/parenta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ou no pix recorrente através da chave pixparenta@gmail.comTodas as faixas são licenciadas via Epidemic Sound:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠https://www.epidemicsound.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Night Snow – Asher Fulero Não deixe de compartilhar suas impressões aqui nos comentários.Acompanhe a página⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@Parentalidade_Preta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ .Esse podcast é produzido pela⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠+3dB Áudio!⁠⁠⁠
  1. (RESENHA) nº32 – HASOS, Luto, Mar, Memórias e Afins
  2. CRIANDO CRIANÇAS NEGRAS NO BRASIL DE 2026 – MARCELE OLIVER
  3. TRAVESSIA#11 – TINHA QUE SER PRETA!
  4. [parenta] #40 – Tinha que ser Preta – Marcele Oliver- CONTÉM GATILHOS! (REPRISE)
  5. {mergulho} pt. 8 — da prevenção da violência à maternidade em vigília – Ariane Moreira

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