Kendrick Lamar – Mr. Morale & the Big Steppers

Eu tava pensando se faltaria com a humildade se eu viesse aqui e começasse esse texto com “Quem me segue aqui há mais tempo”, mas lembrei de quem espera essa humildade da gente. Então,

Quem me segue aqui há mais tempo sabe da importância desse álbum, que ganhou o Grammy de Melhor Álbum de RAP, para várias construções aqui desse perfil.

Mr. Morale & the Big Steppers de @kendricklamar é uma seção de terapia que passa por diversos territórios da masculinidade dele, mas que poderiam muito bem ser as nossas também. Esse disco é um convite à reflexão da nossa realidade em diversos aspectos (nem preciso dizer que a partir de Raça) que norteiam a nossa construção como homens.

São várias camadas que o disco remonta de tal jeito que somente ouvindo, ainda sem entender as letras, a gente já se sente em um local diferente. Recomendo demais a audição apenas sentindo as atmosferas e em uma segunda, ir acompanhando as letras nos sites que já tem todas as traduções.

Para mim, o ponto alto da obra é a Father Time (a hora do pai, ou algo do tipo) que com certeza tem algum trecho com o qual você vai se identificar. Como por exemplo, esse:

“Eu tenho problemas com o papai, isso é comigo.
Procurando por um “eu te amo”, raramente com empatia pelo meu alívio
Uma criança que se acostumou, a levantar bem rápido quando ralava o joelho
Porque se eu chorasse por isso, ele certamente me diria para não ser fraco”

Mr. Morale & the Big Steppers passa por vários temas que vão desde o consumo e imagética à transgeneridade de maneira respeitosa e propositiva.
Não foi à toa que recebeu a premiação. Ele é um disco denso e profundo, com letras muito bem estruturadas e pensativas. Vale muito à pena conhecer esse ensaio sobre a masculinidade Preta de Kendrik Lamar.

Depois conta aqui se já ouviu alguma coisa e o que achou. Bora pra mais uma?

Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.

Ouça podcast [parenta].

TRAVESSIA#8 – O QUE EXISTIA ANTES DO AUTISMO? Parentalidade Preta

Essa introdução não começa no século XX.Ela volta no tempo para lembrar que o que hoje chamamos de autismo já era percebido muito antes de ser nomeado.Antes do diagnóstico, existia o estranhamento.Antes da ciência europeia, já existia cuidado.Uma escuta sobre mente, história e tudo aquilo que foi apagado antes de ser reconhecido.Ouça com tempo.Ouvir também é um gesto político.Link para materiais de apoio: ⁠https://parentalidadepreta.com/?p=4374⁠Apoie a iniciativa a partir de R$10/mês: 🔗⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/parenta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ou no pix recorrente através da chave pixparenta@gmail.comTodas as faixas são licenciadas via Epidemic Sound:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠https://www.epidemicsound.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Night Snow – Asher Fulero Cry of the Swan – Pawan Krishna Jogish – Pawan KrishnaLifelong – Anno Domini BeatsNão deixe de compartilhar suas impressões aqui nos comentários.Acompanhe a página⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@Parentalidade_Preta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ .Esse podcast é produzido pela⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠+3dB Áudio!⁠
  1. TRAVESSIA#8 – O QUE EXISTIA ANTES DO AUTISMO?
  2. [parenta] #37 – Paternidades Atípicas Pt.1 – Part. Felipe Basilio Oliveira, Leonardo Augusto e Wallyson Souza
  3. (RESENHA) nº30 – HASOS, Luzes, Sombras e Afins
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