Referências 2

Hoje eu dei risada procurando uma foto específica no drive pra trazer uma reflexão sobre expectativas nesse #tbt . Logicamente, não consegui achar.

Engraçado como a gente faz planos de como as coisas devem ser quando as crias chegarem e como eles sempre vão por água abaixo. (Engraçado é jeito de falar. Tá? – rindo de nervoso )

Queria falar um pouco sobre, 🎵”mas pra isso, a gente vai precisar voltar um pouco no tempo agora.”🎵

O ano era 2017 e a gente, como bons pais de primeira viagem, planejava o quarto do bebê que tínhamos acabado de descobrir na barriga. Descoladões que éramos, decidimos fazer um quarto de monstrinhos cheio de monstrinhos fofinhos e amigáveis por que isso combinava demais com a desconstrução que queríamos impor na criação de Benja.

Aconteceu que meses depois da descoberta da gravidez e os planos pro quarto, tivemos que deixar o local onde morávamos para ir pra uma nova cidade por conta do trabalho e lá se foram os monstrinhos junto da mudança e o balde de água fria nessa parada que a gente tem de construir uma narrativa e querer ter controle sobre ela.

Hoje, já na cidade de destino e com dois filhos e sem as gravuras, percebermos que a quebra do mito do quarto dos sonhos na verdade era um recado da vida dizendo que não adianta querer planejar tudo porque essa necessidade de controlar as coisas para se sentir à vontade é uma coisa nossa.

Dei essa volta toda pra te convidar a (re)pensar em como as expectativas que a gente cria sobre as possibilidades de comportamentos, retornos, personalidades, colaborações e tudo que a gente acha que deve acontecer no trato com as crias são responsabilidades nossas e em como a frustração está ligada ao cenário que A GENTE criou.

Entender que eles não tem a mínima obrigação em atender às nossas expectativas é algo importante e funciona bem quando estamos nos bons momentos, sem crise, choro e ranger de dentes. Mas e quando o bicho pega?

Bem. Nessa hora, a gente precisa mesmo pesar que eles só estão reagindo às NOSSAS frustrações. Eles fizeram besteira? Fizeram, mas a expectativa é nossa e os monstrinhos agora são outros. Né?

Como é por aí quando dá ruim? Bora trocar?

Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.

Ouça podcast [parenta].

{mergulho} pt10 – do direito de sentir à paternidade PRETA – Isaías Paixão Parentalidade Preta

No {mergulho} pt. 10 — Do direito de sentir à Paternidade Preta,converso com o psicólogo Isaías Paixão (@psicologo.isaiasnbp)sobre paternidade preta, masculinidade negra, trabalho, afetividade, racismo,saúde mental, cuidado e formação de crianças negras.A conversa atravessa a brutalização do corpo pelo trabalho, os limites de um modelo únicode pai negro, comunidade, representatividade, medo, cidade e o direito de homens negrosexistirem para além da força e da sobrevivência.Material expandidoTextos, dados, referências bibliográficas e outros materiais relacionados ao episódio:Acesse o material expandido do {mergulho} pt. 10.Apoie o Parentalidade PretaO Parentalidade Preta é uma iniciativa independente.Com o valor de até duas bebidas por mês, você já ajuda a manter podcasts, pesquisas,textos, rodas e outras ações em circulação.Conheça as formas de apoio.QUINTAL — 29 de agostoEncontro para homens negros que exercem cuidado.Cinco horas de roda, escuta e presença, sem gravação.Conheça o QUINTAL e faça sua inscrição.Conheça o Parentalidade PretaPodcast, textos, pesquisas e outras conversas sobrepaternidade negra, masculinidades negras, educação parental racializadae criação de crianças negras.Acesse parentalidadepreta.com.Se você acompanha o programa pelo Spotify, siga o Podcast Parentalidade Pretae deixe sua avaliação. Isso ajuda novas pessoas a encontrarem essas conversas.
  1. {mergulho} pt10 – do direito de sentir à paternidade PRETA – Isaías Paixão
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