Referências

Essa parada de visitar fotos antigas pra levantar uma reflexão aqui em um #tbt❤️ tem me deixado muito pensativo lembrando das expectativas que eu criava.

Calhou de eu encontrar aqui nos itens arquivados um vídeo meu (que tá lá nos stories de hoje) tentando tocar com Benja do lado. Acho até que tive mais sucesso do que imaginava. O fato é que não consegui plenamente (lógico).

Isso me fez refletir em como a gente projeta coisas que acredita que vai fazer depois que tem filhos e como não conseguir nos atravessa. Muita gente vai dizer: ” É assim mesmo! Ninguém consegue.” Mas eu não estou falando disso. Queria levantar uma discussão do que a gente faz com essa frustração.

Penei muito pra entender de onde vinha esse sentimento e consegui ganhar, depois de muito tempo que era das referências que eu tinha. Tudo que eu consumia na época era de pessoas sendo plenas e criando crianças maravilhosas e mostrando isso a torto e a direito.

Você já parou pra pensar no peso que isso tem na nossa vivência? Da desconexão que isso impõe à nossa realidade? Em como vendo todo mundo fazendo tudo, a gente entra nessa espiral de não conseguir fazer nada e surtar?

Queria te convidar pra olhar com consciência pra nossa realidade e refletir a respeito de como as referências que andamos consumindo F*DEM a cabeça da gente em relação às nossas incapacidades.

Vamos tentar juntos compartilhar o corre real de ter filhos que dão trabalho e tiram a gente do sério. Para que mais pessoas saibam que é o trampo mais difícil do mundo. Vamos criar nossas referências.

Filhos dão trabalho? Sim. Pouco trabalho? Não. Que a grama do vizinho é sempre mais verde a gente sabe, mas se a gente ficar olhando pra lá sempre, vai viver pisando no cocô do cachorro do nosso jardim.

Vamos falar de Parentalidade Real e construir juntos (pais e mães) um cenário real pra que A GENTE se identifique.

Se identificando, a gente não acha que tá fazendo algo errado enquanto mães e não foge da responsa enquanto pais e cria espaços possíveis enquanto Povo Pr3to.

Você já pensou que é referência?

Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.

Ouça podcast [parenta].

{mergulho} pt10 – do direito de sentir à paternidade PRETA – Isaías Paixão Parentalidade Preta

No {mergulho} pt. 10 — Do direito de sentir à Paternidade Preta,converso com o psicólogo Isaías Paixão (@psicologo.isaiasnbp)sobre paternidade preta, masculinidade negra, trabalho, afetividade, racismo,saúde mental, cuidado e formação de crianças negras.A conversa atravessa a brutalização do corpo pelo trabalho, os limites de um modelo únicode pai negro, comunidade, representatividade, medo, cidade e o direito de homens negrosexistirem para além da força e da sobrevivência.Material expandidoTextos, dados, referências bibliográficas e outros materiais relacionados ao episódio:Acesse o material expandido do {mergulho} pt. 10.Apoie o Parentalidade PretaO Parentalidade Preta é uma iniciativa independente.Com o valor de até duas bebidas por mês, você já ajuda a manter podcasts, pesquisas,textos, rodas e outras ações em circulação.Conheça as formas de apoio.QUINTAL — 29 de agostoEncontro para homens negros que exercem cuidado.Cinco horas de roda, escuta e presença, sem gravação.Conheça o QUINTAL e faça sua inscrição.Conheça o Parentalidade PretaPodcast, textos, pesquisas e outras conversas sobrepaternidade negra, masculinidades negras, educação parental racializadae criação de crianças negras.Acesse parentalidadepreta.com.Se você acompanha o programa pelo Spotify, siga o Podcast Parentalidade Pretae deixe sua avaliação. Isso ajuda novas pessoas a encontrarem essas conversas.
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