TBT

Lembro que com 8 semanas de gravidez, eu não queria que o bebê (que ainda não tinha aparecido na ultra) fosse menino. Eu achava que seria muito mais fácil conduzir a criação de uma menina por conta do M4Ch15m0.

Eu dei sorte. Vejo Benjamin e toda a transformação que ele imprime na minha masculinidade. Ele é um tsunami contínuo que me lembra todos os dias o menino (filho) que eu fui e não posso deixá-lo ser.

Não há receita de bolo para criar um filhO, não vai ser olhando pra ele que a gente vai resolver as coisas que não resolvemos em nós. A resposta está em volta, nos homens que nos cercam e influenciam e nem sempre são boas.

Se você é homem, tenho certeza que conhece de perto, muito perto a inadequação e o não pertencimento. Você sabe o que não te faz bem. Não se adeque para pertencer a algo que você sabe que não é pra ti.

As conexões que você precisa talvez não estejam onde você procura, talvez estejam nas coisas que você não quer encarar (como lidar com um outro homem que também saiu de dentro de você).

Admita, procure mais, se abrace mais, mergulhe mais. Saia da superfície. Estamos aqui no fundo.

O que te mantém aí em cima? Vamos trocar uma idéia?

Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.

Ouça podcast [parenta].

{mergulho} pt10 – do direito de sentir à paternidade PRETA – Isaías Paixão Parentalidade Preta

No {mergulho} pt. 10 — Do direito de sentir à Paternidade Preta,converso com o psicólogo Isaías Paixão (@psicologo.isaiasnbp)sobre paternidade preta, masculinidade negra, trabalho, afetividade, racismo,saúde mental, cuidado e formação de crianças negras.A conversa atravessa a brutalização do corpo pelo trabalho, os limites de um modelo únicode pai negro, comunidade, representatividade, medo, cidade e o direito de homens negrosexistirem para além da força e da sobrevivência.Material expandidoTextos, dados, referências bibliográficas e outros materiais relacionados ao episódio:Acesse o material expandido do {mergulho} pt. 10.Apoie o Parentalidade PretaO Parentalidade Preta é uma iniciativa independente.Com o valor de até duas bebidas por mês, você já ajuda a manter podcasts, pesquisas,textos, rodas e outras ações em circulação.Conheça as formas de apoio.QUINTAL — 29 de agostoEncontro para homens negros que exercem cuidado.Cinco horas de roda, escuta e presença, sem gravação.Conheça o QUINTAL e faça sua inscrição.Conheça o Parentalidade PretaPodcast, textos, pesquisas e outras conversas sobrepaternidade negra, masculinidades negras, educação parental racializadae criação de crianças negras.Acesse parentalidadepreta.com.Se você acompanha o programa pelo Spotify, siga o Podcast Parentalidade Pretae deixe sua avaliação. Isso ajuda novas pessoas a encontrarem essas conversas.
  1. {mergulho} pt10 – do direito de sentir à paternidade PRETA – Isaías Paixão
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