
Lembro que com 8 semanas de gravidez, eu não queria que o bebê (que ainda não tinha aparecido na ultra) fosse menino. Eu achava que seria muito mais fácil conduzir a criação de uma menina por conta do M4Ch15m0.
Eu dei sorte. Vejo Benjamin e toda a transformação que ele imprime na minha masculinidade. Ele é um tsunami contínuo que me lembra todos os dias o menino (filho) que eu fui e não posso deixá-lo ser.
Não há receita de bolo para criar um filhO, não vai ser olhando pra ele que a gente vai resolver as coisas que não resolvemos em nós. A resposta está em volta, nos homens que nos cercam e influenciam e nem sempre são boas.
Se você é homem, tenho certeza que conhece de perto, muito perto a inadequação e o não pertencimento. Você sabe o que não te faz bem. Não se adeque para pertencer a algo que você sabe que não é pra ti.
As conexões que você precisa talvez não estejam onde você procura, talvez estejam nas coisas que você não quer encarar (como lidar com um outro homem que também saiu de dentro de você).
Admita, procure mais, se abrace mais, mergulhe mais. Saia da superfície. Estamos aqui no fundo.
O que te mantém aí em cima? Vamos trocar uma idéia?

Diego Silva
Homem Preto não retinto;
Esposo de Tatiane e
Pai de Benjamin e Aurora.
Ouça podcast [parenta].
Deixe um comentário