
Rolando as fotos antigas, me ocorreu uma parada pra esse #tbt e queria compartilhar aqui:
E se a gente parasse pra pensar o peso que há em criar um filhO, um menino, ainda por cima Pr3tinho?
Esses dias tenho visto Benja bem reativo e competitivo, deixando ser tomado pela raiva e explodindo. Temos feito uns exercícios (mesmo que falhando) de olhar por outro ponto de vista e entender que é da idade e condição do desenvolvimento dele.
Eu me vejo naquele conflito entre repreender por conta da falta de medida nas explosões e e validar o sentimento. Mas o bicho é um touro e quando fica bravo, quase se torna quase que destrutivo.
Na hora, sou levado ao pior dos paradigmas que gostam de imputar aos homens PR3T0S: a v1olênci4 e isso me leva pra um local onde não gosto de estar que é projetar o meu medo.
Daqui a alguns meses, as crias devem ir pra escola e me pergunto se lá, naquele ambiente estranho, essas singularidades e o tempo dele vão ser respeitadas e ainda que não sejam, se o esteriótipo vai recair sobre ele.
A gente sabe que se ele for tachado de uma coisa, há grande chance de ele acreditar que é aquilo (motivo esse pelo qual evitamos rótulos negativos por aqui). Mas será que lá as pessoas vão saber?
Vamos tentando ajudá-lo a se regular respirando e esse monte de coisas que o pessoal fala por aí, mas ele vira uma tempestade quando se enfurece e as preocupações voltam. Esse rolê quase gratiluz de se conectar e validar o sentimento é genuíno e a gente faz.
Será que ele vale LÁ FORA pros pr3tinhos?

Diego Silva
Homem Preto não retinto;
Esposo de Tatiane e
Pai de Benjamin e Aurora.
Ouça podcast [parenta].
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