Quantas Iemanjás brancas você vê por aí?

Você já parou para refletir que em civilizações hegemonicamente racializadas, as pessoas não se autodeclaram?

Quero dizer: Nenhum Japonês, no Japão se apresenta como tal, assim como nenhum branco na Europa fala de si tomando como início da narrativa a sua cor.
Esse fato se dá por conta de uma única palavra: o pertencimento.
O R4C15M0 é uma tecnologia que promove apagamentos, destrói subjetividades e a sensação de pertencimento.

A principal estratégia do colonizador (digo aqui, europeu, branco, – cis e hétero) foi roubar a dignidade dos povos para que em seu lugar pudesse introjetar o pensamento do colono: aquele que acredita (de maneira distorcida) que a colonização traria avanços e melhorias para a sua terra.

Negando o estereótipo do colonizado (em sua grande maioria não branco) o mundo eurocêntrico, desde muito antes criou padrões de beleza, comportamento, filosofia, religião, política e economia – vide como exemplo a filosofia grega ocidental e no campo das artes, a figura de Vênus, retratada por Botticelli como uma mulher branca, com traços esguios e “irretocáveis”, o que ditaria padrões de beleza que se mantém até hoje.

No EP.nº1 do #PodcastParenta, com Mauro do @afroestima2 , falamos basicamente dessa autopercepção. Que tal aprofundarmos um pouco lá? O link tá na Bio e no story.

Eu encerro a questão de padrões de beleza falando de um simples fato:
Quantas Iemanjás brancas você vê por aí? Com quem elas se parecem?

Bora pra mais uma?

Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.

Ouça podcast [parenta].

TRAVESSIA#8 – O QUE EXISTIA ANTES DO AUTISMO? Parentalidade Preta

Essa introdução não começa no século XX.Ela volta no tempo para lembrar que o que hoje chamamos de autismo já era percebido muito antes de ser nomeado.Antes do diagnóstico, existia o estranhamento.Antes da ciência europeia, já existia cuidado.Uma escuta sobre mente, história e tudo aquilo que foi apagado antes de ser reconhecido.Ouça com tempo.Ouvir também é um gesto político.Link para materiais de apoio: ⁠https://parentalidadepreta.com/?p=4374⁠Apoie a iniciativa a partir de R$10/mês: 🔗⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/parenta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ou no pix recorrente através da chave pixparenta@gmail.comTodas as faixas são licenciadas via Epidemic Sound:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠https://www.epidemicsound.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Night Snow – Asher Fulero Cry of the Swan – Pawan Krishna Jogish – Pawan KrishnaLifelong – Anno Domini BeatsNão deixe de compartilhar suas impressões aqui nos comentários.Acompanhe a página⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@Parentalidade_Preta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ .Esse podcast é produzido pela⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠+3dB Áudio!⁠
  1. TRAVESSIA#8 – O QUE EXISTIA ANTES DO AUTISMO?
  2. [parenta] #37 – Paternidades Atípicas Pt.1 – Part. Felipe Basilio Oliveira, Leonardo Augusto e Wallyson Souza
  3. (RESENHA) nº30 – HASOS, Luzes, Sombras e Afins
  4. CRIANDO CRIANÇAS NEGRAS NO BRASIL DE 2026 – ANA IMANI
  5. TRAVESSIA#7 – O CORPO QUE PARIU A LIBERDADE – Part. Ana Imani

Deixe um comentário