Quantas Iemanjás brancas você vê por aí?

Você já parou para refletir que em civilizações hegemonicamente racializadas, as pessoas não se autodeclaram?

Quero dizer: Nenhum Japonês, no Japão se apresenta como tal, assim como nenhum branco na Europa fala de si tomando como início da narrativa a sua cor.
Esse fato se dá por conta de uma única palavra: o pertencimento.
O R4C15M0 é uma tecnologia que promove apagamentos, destrói subjetividades e a sensação de pertencimento.

A principal estratégia do colonizador (digo aqui, europeu, branco, – cis e hétero) foi roubar a dignidade dos povos para que em seu lugar pudesse introjetar o pensamento do colono: aquele que acredita (de maneira distorcida) que a colonização traria avanços e melhorias para a sua terra.

Negando o estereótipo do colonizado (em sua grande maioria não branco) o mundo eurocêntrico, desde muito antes criou padrões de beleza, comportamento, filosofia, religião, política e economia – vide como exemplo a filosofia grega ocidental e no campo das artes, a figura de Vênus, retratada por Botticelli como uma mulher branca, com traços esguios e “irretocáveis”, o que ditaria padrões de beleza que se mantém até hoje.

No EP.nº1 do #PodcastParenta, com Mauro do @afroestima2 , falamos basicamente dessa autopercepção. Que tal aprofundarmos um pouco lá? O link tá na Bio e no story.

Eu encerro a questão de padrões de beleza falando de um simples fato:
Quantas Iemanjás brancas você vê por aí? Com quem elas se parecem?

Bora pra mais uma?

Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.

Ouça podcast [parenta].

MINHA FAMÍLIA NÃO É “TRADICIONAL” – Márcio Chagas Parentalidade Preta

Família negra, paternidade, política e criação de filhos negros atravessam este segundo recorte da conversa com Márcio Chagas no Conversas do [parenta] #01.A conversa parte da formação política de crianças negras e chega à ideia de “família tradicional”, colocando em discussão quem define quais configurações familiares são reconhecidas e valorizadas.Márcio fala a partir da própria experiência como pai viúvo de dois filhos e coloca no centro aquilo que sustenta sua família: cuidado, criação, vínculo e presença.Um trecho sobre paternidade negra, famílias negras, racismo, parentalidade, infância negra e política dentro de casa.Márcio Chagas:@_omarciochagasAssista à conversa completa e acesse o material expandido: parentalidadepreta.com/2026/09/08/conversas01/ Apoie o Parentalidade Preta e ajude a manter este trabalho independente: parentalidadepreta.com/apoiar
  1. MINHA FAMÍLIA NÃO É “TRADICIONAL” – Márcio Chagas
  2. CRIANDO CRIANÇAS NEGRAS NO BRASIL DE 2026 #10 – ANDRÉ RAMIRO
  3. Conversas no [parenta] nº1 – Márcio Chagas: filhos negros e política
  4. {mergulho} pt10 – do direito de sentir à paternidade PRETA – Isaías Paixão
  5. CRIANDO CRIANÇAS NEGRAS NO BRASIL DE 2026 #9 – ANDRÉ RAMIRO

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