Não é falta de responsabilidade. É excesso de cicatriz.

A maioria dos #homenspretos que se tornam pais não está tentando ser “melhor que o pai que teve”.
Está tentando ser o primeiro pai que REALMENTE conheceu.

Não dá pra falar de #paternidadepreta como se fosse só uma questão de atitude ou vontade. Ser pai preto é caminhar num terreno onde faltaram nomes, presenças, espelhos. Onde os afetos foram interrompidos, os vínculos rompidos, as histórias cortadas.

A #paternidade, pra muitos de nós, não é só um papel que se assume.
É um espaço que precisa ser reconstruído do zero, com as mãos tremendo, com a voz falhando, com medo de repetir uma ausência que a gente nem sempre escolheu.

E ainda assim, a gente faz.
Com o que tem. Com o que sabe. Com o que sente.

A sociedade espera da gente um desempenho, mas não nos dá nem o roteiro.
Aplaude o pai branco por “ajudar”, mas desconfia do pai preto que ousa aparecer.
Nos cobra responsabilidade, mas nos nega humanidade.

Ser um #paipreto é desafiar um sistema inteiro.
É cuidar mesmo quando ninguém cuidou da gente.
É voltar mesmo quando tudo mandava a gente sair.
É insistir no afeto mesmo quando o afeto foi arrancado da nossa história.

E é por isso que o #ParentalidadePreta existe.
Pra lembrar que a nossa paternidade não nasce do mesmo chão.
Ela nasce do buraco.
Da falta.
Do silêncio.
E é ali que a gente planta.

Aqui, a gente não romantiza. Mas também não reduz paternidade a uma lista de tarefas.
Cuidar, pra nós, é mais do que dar banho e levar na escola.
É reconstruir o que o r4cism0 arrancou.
É se permitir sentir em locais seguros.
É ser presença, mas também ser processo.

Porque o que nos falta não é responsabilidade.
É tempo.
É escuta.
É espaço.
É abraço.
É espelho.
É política pública.
É memória boa.

E ainda assim, estamos aqui.
Sendo chão pra quem vem depois.
Mesmo que a gente nunca tenha tido onde pisar. É TEMPO DE TRAVESSIA.

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