A ANCESTRALIDADE educa a CRIANÇA PRETA? – KATIÚSCIA – NINÍ – CAMILLA

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A ANCESTRALIDADE educa a CRIANÇA PRETA? – KATIÚSCIA – NINÍ – CAMILLA

A educação das crianças negras só é completa quando reconhece e se apoia na ancestralidade. Essa não é uma proposta alternativa, é um ato radical de dignidade. A infância negra, quando educada a partir dos valores e saberes africanos, rompe com a lógica ocidental que reduz crianças a sujeitos em formação, sem voz nem potência.

No episódio [parenta] #5, KATIÚSCIA RIBEIRO nos lembra que, nas sociedades africanas, as crianças sempre foram parte ativa da vida coletiva. São reconhecidas como seres inteiros, carregadores de sabedoria e capazes de transformar o mundo. Essa compreensão, quando resgatada na educação, fortalece a autoestima das crianças negras e as reposiciona como protagonistas.

A oralidade, como destaca NINÍ KEMBA NÁYỌ̀ no episódio [parenta] #7, não é só uma técnica pedagógica — é uma herança viva. Contar histórias afrocentradas reconecta as crianças negras com sua identidade e memória. Num sistema escolar que insiste em apagar essas referências, ouvir a própria história contada com dignidade vira um gesto de cura e pertencimento.

CAMILLA – A PRETA LETRADA, no episódio [parenta] #10, escancara o que está por trás do silenciamento da história africana: uma estratégia política. A ausência de referências negras nos currículos não é descuido, é dominação. Quando resgatamos o legado dos povos africanos na educação, oferecemos às crianças negras mais do que conhecimento — oferecemos estrutura para imaginar um futuro inteiro.

Essa reconexão com a ancestralidade também tem impactos profundos no emocional. Ao valorizar a subjetividade da criança preta, a educação afrocentrada reconhece seus sentimentos, saberes e formas próprias de expressão. Isso se opõe a uma tradição ocidental que tenta padronizar corpos, vozes e comportamentos. Com esse reconhecimento, como lembra Katiúscia, vem também o fortalecimento do bem-estar.

Por fim, não dá para falar de ancestralidade sem falar de consciência crítica. Niní nos lembra que formar uma criança negra com base na ancestralidade é ensiná-la a duvidar das narrativas que a excluem. É oferecer ferramentas para enfrentar o racismo e reconstruir um mundo mais justo — para ela e para todos.

A ancestralidade não é só memória. É projeto. E é urgente.

Espero, de coração, que esse conteúdo tenha somado à experiência do podcast. Obrigado!

Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.

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