O Amor como Ato de Resistência

No Parentalidade Preta, falamos de afeto, de cuidado, de presença. Mas é preciso lembrar que, para nós, pessoas pretas, amar publicamente não é um gesto simples. É um ato político. Quando pessoas pretas amam isso reverbera profundamente em uma sociedade que, historicamente, nos desumanizou, nos separou e tentou apagar nossas histórias de afeto e união.Ver pretos e pretas se amando incomoda. Porque desafia o olhar de quem nunca enxergou a nossa humanidade por completo.

O simples gesto de carinho entre corpos negros é uma afronta ao r4cismo estrutural que nos quer desfeitos, isolados, m4rginalizados. É uma lembrança constante de que somos inteiros, de que merecemos ser vistos e celebrados em nossa totalidade — não apenas na dor, mas também na alegria e no afeto.Ainda há quem olhe para o nosso amor com malícia, com julgamento, tentando impor narrativas que não nos pertencem. Isso revela não apenas a fragilidade das lentes r4cistas, mas também a força do nosso ato.

Amar em uma sociedade que constantemente questiona a nossa existência é revolucionário. Amar é resistir.Convido você, que lê este texto, a refletir: por que a união entre pessoas negras ainda incomoda tanto? Por que o nosso afeto precisa ser problematizado? Precisamos urgentemente nos afastar das armadilhas de uma sociedade que tenta regular nosso corpo, nosso desejo e nossa forma de existir.

Cada abraço, cada sorriso, cada gesto de carinho entre pessoas pretas é um grito de liberdade. É um recado claro de que existimos, resistimos e merecemos viver plenamente, com todo o afeto que há em nós.Se você sente esse incômodo, questione-se. Se você reconhece a beleza e a força desse amor, una-se a nós. Porque amar também é um exercício de autodefinição, de reconstrução e, sobretudo, de liberdade.

🕯

Veja luz em Homens Escuros.OUÇA, LEIA E APOIE.

Não perca nenhum episódio do Parentalidade Preta

Acesso o podcast no seu agregador favorito

Acompanhe as discussões no post do Instagram

Apoie o Parentalidade Preta
Ajude o Parentalidade Preta a criar locais seguros para conversas difíceis.

Deixe um comentário