Assumir a Paternidade?

Irmão, direto ao ponto: a #paternidade vai além do ato de prover. É um compromisso profundo e contínuo com o desenvolvimento emocional, intelectual e físico das crias. É estar presente não apenas fisicamente, mas emocionalmente, é construir um ambiente seguro e amoroso que permita aos pequenos crescerem com autoestima e confiança.

Aqui no Parentalidade Preta, assumir a paternidade tem uma dimensão ainda mais instigante. É reconhecer e enfrentar as barreiras raciais que atravessam a vida de pais e filhos negros. É sobrecarregar-se da responsabilidade de educar filhos que compreendam e valorizem sua identidade negra, em uma sociedade que a tem negado e banalizada.

Não adianta. Essa jornada começa com a autoconsciência.A gente precisa refletir sobre nossas próprias experiências e preconceitos, negando estereótipos que muitas vezes são internalizados. A educação afrocentrada é um passo crucial, pois ao valorizar e resgatar a cultura africana, criamos uma base sólida de identidade para nossos filhos. É essencial contar histórias de resistência e sucesso de nossos ancestrais, fornecendo modelos positivos que inspiram e empoderam de maneira sustentável.

Assumir a paternidade também implica em criar um ambiente de diálogo aberto. Isso significa escutar nossos filhos, validar seus sentimentos e preocupações, e guiá-los com empatia e respeito. Fazendo isso, evitamos a reprodução de traumas geracionais que nos acompanham e cultivamos relações saudáveis e nutritivas.

Mas nada disso é sustentável sem uma comunidade de apoio. Por isso estamos tão empenhados em manter rodas de conversa, grupos de discussão e espaços terapêuticos voltados para masculinidades pretas e paternidades negras Essas redes fortalecem têm fortalecido nossos laços e promovido um sentimento de pertencimento, essencial para enfrentar os nossos desafios.

Assumir a paternidade é um ato de resistência e transformação social. É desafiar e desconstruir os estigmas que cercam a figura do pai negro. É lutar por uma sociedade mais justa e igualitária, onde todas as crianças possam crescer livres de preconceitos e discriminação.

Eu acredito que assumir a paternidade é um ato revolucionário. É um compromisso com o futuro, uma promessa de amor e dedicação que transcende gerações, e um passo fundamental para a construção de uma sociedade mais justa.

Junte-se a nós nessa luta! Participe de nossas discussões, eventos e redes de apoio. Vamos construir juntos um novo paradigma de paternidade negra/preta brasileira.

TMJ!?
Diego Silva

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