[parenta] #31 – EU TE AMO, HOMEM PRETO – Meninos que “deram errado” – Marcus Vinicius

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Saudações!

No episódio de hoje do Podcast Parentalidade Preta, nos aprofundamos em um tema crucial para a nossa comunidade: a Masculinidade Negra. Trazemos para a conversa Marcus, um jovem negro cuja trajetória e reflexões prometem enriquecer o debate. Nosso objetivo é trazer à tona questões fundamentais que envolvem a construção da masculinidade no contexto do Povo Preto, oferecendo um espaço para a partilha de experiências e perspectivas diversas.

Começamos com uma questão fundamental: o que é a Masculinidade Negra nas palavras de quem a vive e sente? Esta é uma pergunta que abre caminho para uma compreensão mais profunda e autêntica, baseada na vivência pessoal de Marcus. Em seguida, exploramos o que não pode deixar de ser dito sobre o conceito de masculinidade para o Povo Preto. Quais são os elementos essenciais e inegociáveis que moldam essa identidade?

Discutimos também a importância de abordar essas questões com meninos negros. Entender por que é vital que essas conversas ocorram desde cedo pode transformar a forma como os jovens negros percebem a si mesmos e o mundo ao seu redor. A experiência de Marcus como um jovem negro, tanto em sua formação pessoal quanto em sua vivência atual, fornece uma perspectiva rica e inspiradora sobre os desafios e as conquistas nesse percurso.

Outro ponto crucial do episódio é a discussão sobre como a realidade da masculinidade negra pode ser mudada. Quais são os passos necessários para promover transformações positivas e duradouras? E, de forma igualmente importante, como Marcus está se transformando? Suas ações e escolhas diárias oferecem insights valiosos sobre o processo contínuo de autoaperfeiçoamento e resistência.

Por fim, abordamos uma questão de extrema relevância: a necessidade de amar meninos pretos. Refletimos sobre como o amor e o cuidado são componentes essenciais na construção de uma masculinidade saudável e afirmativa. Este episódio é um convite para todos refletirem sobre essas questões e participarem de uma conversa que busca não apenas entender, mas também transformar a masculinidade negra em uma força positiva e poderosa.

Sobre o convidado:

Marcus Vinicius Silva é um dedicado Educador Popular com ampla experiência no trabalho com adolescentes e jovens em vulnerabilidade social, incluindo aqueles em cumprimento de medidas socioeducativas e em situação de rua. Sua abordagem pedagógica é baseada no afeto e na racialidade, proporcionando um ambiente acolhedor e respeitoso para cada jovem. Atualmente, Marcus atua no projeto “Ler, Viver e Existir”, que se concentra na educação não formal e no letramento racial, oferecendo um espaço de aprendizado e crescimento onde a leitura e a conscientização sobre questões raciais são usadas como ferramentas de emancipação e transformação social.

A trajetória de Marcus reflete seu compromisso com a educação inclusiva e emancipadora, alcançando aqueles que mais necessitam de apoio e oportunidades. No “Ler, Viver e Existir”, ele aplica suas experiências e conhecimentos para criar um ambiente que valoriza as identidades raciais dos jovens, capacitando-os a se reconhecerem como agentes de mudança em suas vidas e comunidades. Seu trabalho é um testemunho de sua paixão pela juventude negra e de seu compromisso com uma sociedade mais justa e equitativa.

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Desigualdade Racial na Criminalidade e Internação de Adolescentes no Brasil: Um Compêndio de Dados

Introdução:

A questão da criminalidade e da privação de liberdade entre jovens negros no Brasil é complexa e multifacetada, marcada por profundas desigualdades raciais. Este compêndio busca apresentar dados relevantes sobre o tema, com o objetivo de fomentar uma análise crítica e embasada sobre as raízes do problema e as alternativas para sua superação.

Dados sobre a Criminalidade:

  • População Prisional: Segundo dados do Ministério da Justiça de 2022, 56% da população carcerária brasileira se autodeclara preta ou parda. Entre os jovens de 18 a 29 anos, essa porcentagem sobe para 67%. https://www.cnj.jus.br/sistema-carcerario/cidadania-nos-presidios/
  • Mortes por Homicídio: Jovens negros são as principais vítimas de homicídios no Brasil. Em 2020, a taxa de homicídios de jovens negros entre 15 e 29 anos foi de 43,1 por 100 mil habitantes, enquanto a taxa para jovens brancos no mesmo grupo etário foi de 11,8 por 100 mil habitantes. https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/filtros-series/1/homicidios
  • Abordagens Policiais: Estudos indicam que jovens negros são mais propensos a serem abordados pela polícia do que jovens brancos, mesmo quando não estão em situação de flagrante delito. Uma pesquisa do Instituto Sou da Paz em 2017 revelou que 41% dos jovens negros do Rio de Janeiro já sofreram abordagens policiais consideradas abusivas. https://soudapaz.org/

Dados sobre Internação de Adolescentes:

Fatores que Contribuem para a Desigualdade:

  • Desigualdades Sociais: Fatores como pobreza, falta de acesso à educação e serviços públicos de qualidade, segregação espacial e discriminação racial contribuem para a marginalização de jovens negros e os colocam em maior risco de se envolver com atividades criminosas.
  • Racismo Institucional: O racismo estrutural presente nas instituições brasileiras, como a polícia e o sistema de justiça criminal, leva à criminalização desproporcional de jovens negros e à perpetuação das desigualdades raciais.

Soluções Possíveis:

  • Combate às Desigualdades Sociais: Investimento em políticas públicas que promovam a inclusão social, a educação de qualidade e a geração de oportunidades para jovens negros é fundamental para prevenir a criminalidade e a privação de liberdade.
  • Combate ao Racismo Institucional: Reformas no sistema de justiça criminal, medidas de desmilitarização da polícia e promoção da diversidade nas instituições públicas são necessárias para combater o racismo e garantir a igualdade de oportunidades para todos.
  • Implementação de Medidas Socioeducativas Alternativas: Priorização de medidas socioeducativas não privativas de liberdade, como acompanhamento social, serviços psicossociais e programas de profissionalização, é crucial para garantir o socioeducativo de adolescentes em conflito com a lei.

Trocas no episódio

1- Nas suas palavras, o que é a Masculinidade Negra?

2 -Marcus, na sua opinião o que não poderia deixar de ser dito sobre o conceito de masculinidade para o Povo Preto? 

3 – Por que isso é importante de ser dito para meninos Negros?

4 – Fale um pouco da sua experiência como um jovem negro no que tange à sua formação pessoal.

5 – E sobre a sua experiência atual. 

6 – Como você acredita que essa realidade pode ser mudada?

7- Como você está mudando?

8 – Marcus, é necessário amar meninos Pretos?

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(RESENHA) nº29 – Emicidas, Cores, Valores e Afins Parentalidade Preta

No (RESENHA) nº 29, o Parentalidade Preta promove uma análise aprofundada do novo álbum do Emicida, dialogando com Racionais MC’s, memória familiar, amadurecimento artístico e a evolução do rap brasileiro. A conversa percorre faixa a faixa temas como identidade negra, legado, mercado musical, vulnerabilidade masculina, homenagem à Dona Jacira e o papel do hip hop na construção de valores e consciência social. Mais do que crítica musical, este episódio propõe uma reflexão sobre cores, valores, geração, responsabilidade e transformação dentro da cultura hip hop no Brasil. Um encontro para quem quer entender o impacto cultural de Emicida, a influência dos Racionais e o lugar da arte negra na formação política e afetiva de uma geração.Apoie a iniciativa a partir de R$10/mês: 🔗⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/parenta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ou no pix recorrente através da chave pixparenta@gmail.comTodas as faixas são licenciadas via Epidemic Sound:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠https://www.epidemicsound.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Night Snow – Asher Fulero Não deixe de compartilhar suas impressões aqui nos comentários.Acompanhe a página⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@Parentalidade_Preta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ .Esse podcast é produzido pela⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠+3dB Áudio!
  1. (RESENHA) nº29 – Emicidas, Cores, Valores e Afins
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Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.