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Saudações!
No episódio de hoje do Podcast Parentalidade Preta, nos aprofundamos em um tema crucial para a nossa comunidade: a Masculinidade Negra. Trazemos para a conversa Marcus, um jovem negro cuja trajetória e reflexões prometem enriquecer o debate. Nosso objetivo é trazer à tona questões fundamentais que envolvem a construção da masculinidade no contexto do Povo Preto, oferecendo um espaço para a partilha de experiências e perspectivas diversas.
Começamos com uma questão fundamental: o que é a Masculinidade Negra nas palavras de quem a vive e sente? Esta é uma pergunta que abre caminho para uma compreensão mais profunda e autêntica, baseada na vivência pessoal de Marcus. Em seguida, exploramos o que não pode deixar de ser dito sobre o conceito de masculinidade para o Povo Preto. Quais são os elementos essenciais e inegociáveis que moldam essa identidade?
Discutimos também a importância de abordar essas questões com meninos negros. Entender por que é vital que essas conversas ocorram desde cedo pode transformar a forma como os jovens negros percebem a si mesmos e o mundo ao seu redor. A experiência de Marcus como um jovem negro, tanto em sua formação pessoal quanto em sua vivência atual, fornece uma perspectiva rica e inspiradora sobre os desafios e as conquistas nesse percurso.
Outro ponto crucial do episódio é a discussão sobre como a realidade da masculinidade negra pode ser mudada. Quais são os passos necessários para promover transformações positivas e duradouras? E, de forma igualmente importante, como Marcus está se transformando? Suas ações e escolhas diárias oferecem insights valiosos sobre o processo contínuo de autoaperfeiçoamento e resistência.
Por fim, abordamos uma questão de extrema relevância: a necessidade de amar meninos pretos. Refletimos sobre como o amor e o cuidado são componentes essenciais na construção de uma masculinidade saudável e afirmativa. Este episódio é um convite para todos refletirem sobre essas questões e participarem de uma conversa que busca não apenas entender, mas também transformar a masculinidade negra em uma força positiva e poderosa.
Sobre o convidado:

Marcus Vinicius Silva é um dedicado Educador Popular com ampla experiência no trabalho com adolescentes e jovens em vulnerabilidade social, incluindo aqueles em cumprimento de medidas socioeducativas e em situação de rua. Sua abordagem pedagógica é baseada no afeto e na racialidade, proporcionando um ambiente acolhedor e respeitoso para cada jovem. Atualmente, Marcus atua no projeto “Ler, Viver e Existir”, que se concentra na educação não formal e no letramento racial, oferecendo um espaço de aprendizado e crescimento onde a leitura e a conscientização sobre questões raciais são usadas como ferramentas de emancipação e transformação social.
A trajetória de Marcus reflete seu compromisso com a educação inclusiva e emancipadora, alcançando aqueles que mais necessitam de apoio e oportunidades. No “Ler, Viver e Existir”, ele aplica suas experiências e conhecimentos para criar um ambiente que valoriza as identidades raciais dos jovens, capacitando-os a se reconhecerem como agentes de mudança em suas vidas e comunidades. Seu trabalho é um testemunho de sua paixão pela juventude negra e de seu compromisso com uma sociedade mais justa e equitativa.
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Desigualdade Racial na Criminalidade e Internação de Adolescentes no Brasil: Um Compêndio de Dados
Introdução:
A questão da criminalidade e da privação de liberdade entre jovens negros no Brasil é complexa e multifacetada, marcada por profundas desigualdades raciais. Este compêndio busca apresentar dados relevantes sobre o tema, com o objetivo de fomentar uma análise crítica e embasada sobre as raízes do problema e as alternativas para sua superação.
Dados sobre a Criminalidade:
- População Prisional: Segundo dados do Ministério da Justiça de 2022, 56% da população carcerária brasileira se autodeclara preta ou parda. Entre os jovens de 18 a 29 anos, essa porcentagem sobe para 67%. https://www.cnj.jus.br/sistema-carcerario/cidadania-nos-presidios/
- Mortes por Homicídio: Jovens negros são as principais vítimas de homicídios no Brasil. Em 2020, a taxa de homicídios de jovens negros entre 15 e 29 anos foi de 43,1 por 100 mil habitantes, enquanto a taxa para jovens brancos no mesmo grupo etário foi de 11,8 por 100 mil habitantes. https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/filtros-series/1/homicidios
- Abordagens Policiais: Estudos indicam que jovens negros são mais propensos a serem abordados pela polícia do que jovens brancos, mesmo quando não estão em situação de flagrante delito. Uma pesquisa do Instituto Sou da Paz em 2017 revelou que 41% dos jovens negros do Rio de Janeiro já sofreram abordagens policiais consideradas abusivas. https://soudapaz.org/
Dados sobre Internação de Adolescentes:
- População em Internação: Em 2020, 52,4% dos adolescentes em unidades socioeducativas no Brasil se autodeclaravam pretos ou pardos. https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202312/apos-6-anos-sem-levantamento-dados-sobre-a-politica-nacional-de-atendimento-socioeducativo-sao-divulgados-pelo-mdhc
- Medidas Socioeducativas: Adolescentes negros são mais propensos a receber medidas socioeducativas privativas de liberdade do que adolescentes brancos por infrações de menor gravidade. Um estudo do Ministério da Justiça de 2019 constatou que adolescentes negros representavam 63% dos internados por tráfico de drogas, enquanto brancos representavam apenas 27%. https://www.gov.br/mj/pt-br
- Condições de Internação: As unidades socioeducativas brasileiras frequentemente apresentam condições precárias, com superlotação, violência e falta de acesso a educação e profissionalização. Essa realidade é ainda mais grave para os adolescentes negros, que são os mais vulneráveis à violação de seus direitos. https://www2.santoandre.sp.gov.br/
Fatores que Contribuem para a Desigualdade:
- Desigualdades Sociais: Fatores como pobreza, falta de acesso à educação e serviços públicos de qualidade, segregação espacial e discriminação racial contribuem para a marginalização de jovens negros e os colocam em maior risco de se envolver com atividades criminosas.
- Racismo Institucional: O racismo estrutural presente nas instituições brasileiras, como a polícia e o sistema de justiça criminal, leva à criminalização desproporcional de jovens negros e à perpetuação das desigualdades raciais.
Soluções Possíveis:
- Combate às Desigualdades Sociais: Investimento em políticas públicas que promovam a inclusão social, a educação de qualidade e a geração de oportunidades para jovens negros é fundamental para prevenir a criminalidade e a privação de liberdade.
- Combate ao Racismo Institucional: Reformas no sistema de justiça criminal, medidas de desmilitarização da polícia e promoção da diversidade nas instituições públicas são necessárias para combater o racismo e garantir a igualdade de oportunidades para todos.
- Implementação de Medidas Socioeducativas Alternativas: Priorização de medidas socioeducativas não privativas de liberdade, como acompanhamento social, serviços psicossociais e programas de profissionalização, é crucial para garantir o socioeducativo de adolescentes em conflito com a lei.
Trocas no episódio
1- Nas suas palavras, o que é a Masculinidade Negra?
2 -Marcus, na sua opinião o que não poderia deixar de ser dito sobre o conceito de masculinidade para o Povo Preto?
3 – Por que isso é importante de ser dito para meninos Negros?
4 – Fale um pouco da sua experiência como um jovem negro no que tange à sua formação pessoal.
5 – E sobre a sua experiência atual.
6 – Como você acredita que essa realidade pode ser mudada?
7- Como você está mudando?
8 – Marcus, é necessário amar meninos Pretos?

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Quando a Casa Respira: Encerramento 2025 – Parentalidade Preta

Diego Silva
Homem Preto não retinto;
Esposo de Tatiane e
Pai de Benjamin e Aurora.
