[parenta] #30 – É preciso falar de amor? – Jaciana Melquiades

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Saudações!

O “[parrenta]#30” é um espaço de reflexão sobre o amor romântico, suas implicações e a maneira como ele se manifesta nas vidas das pessoas, especialmente dentro da comunidade negra. O amor romântico é frequentemente idealizado como um sentimento profundo de conexão emocional e afetiva entre duas pessoas, carregado de expectativas de exclusividade e reciprocidade. Ele desempenha um papel central em muitas narrativas culturais e pessoais, sendo considerado uma força motivadora poderosa na busca por felicidade e realização pessoal.

O amor romântico serve para estabelecer laços íntimos e duradouros entre indivíduos, contribuindo para o bem-estar emocional e a construção de uma parceria de apoio mútuo. No entanto, a pergunta sobre se o sentimento por si só é suficiente leva a uma reflexão mais profunda. O amor, por mais intenso que seja, precisa ser sustentado por ações concretas, como respeito, comunicação eficaz e comprometimento. Sentimentos são fundamentais, mas as ações e comportamentos que os acompanham são cruciais para a manutenção de uma relação saudável.

Quando falamos de amor para nossas crianças, é essencial abordá-lo de uma forma que valorize o respeito mútuo, a autoestima e a igualdade. As crianças devem aprender que o amor não é apenas um sentimento passivo, mas também uma série de escolhas e comportamentos que promovem o bem-estar de todos os envolvidos. Para a comunidade negra, é particularmente importante discutir o amor de uma maneira que reconheça e celebre a resistência e a resiliência cultural. Falar sobre amor, autoestima e identidade de uma maneira que reforce o orgulho racial e o valor intrínseco de cada indivíduo é vital.

A autoestima desempenha um papel crucial nas relações amorosas, pois pessoas com alta autoestima tendem a estabelecer limites saudáveis, buscar relações equilibradas e se envolver em interações que promovem crescimento mútuo. A valorização de si mesmo permite que se escolha parceiros que respeitam e valorizam reciprocamente, criando um ambiente onde o amor pode florescer genuinamente.

O modo de vida ocidental, com seu foco muitas vezes materialista e individualista, pode ser visto como um fator que distorce a percepção do amor romântico. O consumismo e a busca incessante por sucesso e status podem desviar a atenção da importância dos laços humanos genuínos e da construção de relações significativas. Portanto, é fundamental discutir e redefinir o que significa amar e ser amado dentro desse contexto, promovendo uma visão de amor que transcenda essas influências externas negativas.

Por fim, falar de amor aos domingos, ou em qualquer outro dia, é uma prática que nos reconecta com a essência do que significa ser humano. Os domingos, tradicionalmente dias de descanso e reflexão, oferecem uma oportunidade perfeita para desacelerar e contemplar o amor em suas diversas formas. Isso nos permite redefinir prioridades, reforçar laços afetivos e valorizar as relações que realmente importam.

Sobre a convidada:

Jaciana Melquiades é uma mãe dedicada a Matias, historiadora e empresária de destaque. Ela é sócia-fundadora e diretora executiva da “Era Uma Vez o Mundo”, uma startup educacional e de impacto social que desenvolve brinquedos e atividades educativas afrorreferenciadas. Sua empresa tem como missão promover a representatividade e valorizar a estética da população negra, oferecendo às crianças uma visão positiva de suas origens e fomentando a autoestima e o orgulho racial desde a infância.

Como historiadora, Jaciana possui uma compreensão profunda das raízes culturais e históricas da população negra, o que enriquece o conteúdo e a abordagem de sua startup. Sua liderança visionária na “Era Uma Vez o Mundo” exemplifica como é possível aliar empreendedorismo e propósito, criando produtos que educam, empoderam e fazem a diferença na vida das pessoas. A atuação de Jaciana reflete seu compromisso em construir uma sociedade mais justa e igualitária, onde todas as crianças possam se ver refletidas e valorizadas.

Material Expandido do Podcast

“Eu vou ler um trecho de um texto do blog do site “Felizes. pt” com o sugestivo título: “Quer receber mais amor? Conheça os 8 tipos de amor (segundo a Grécia Antiga)” sem autor e data de divulgação destacados, que, contudo, você vai encontrar no post referente a este episódio que está na descrição aí embaixo. “

https://felizes.pt/Blog/Quer-receber-mais-amor-conheca-os-oito-tipos-de-amor

Ísis e Osíris

A história de Ísis e Osíris é uma das mais antigas e fascinantes lendas do antigo Egito, simbolizando a força do amor e da devoção.

Início da História

Osíris era o amado deus da fertilidade e da agricultura, que trouxe civilização e prosperidade ao Egito. Ele governava ao lado de sua esposa, Ísis, a deusa da magia, da maternidade e da fertilidade. Juntos, eles eram um par poderoso e harmonioso, amados por todos.

Tragédia e Traição

O irmão de Osíris, Set, era invejoso e ambicioso. Cansado de viver à sombra de Osíris, ele tramou um plano maligno. Em um banquete, Set apresentou um lindo sarcófago prometendo dá-lo a quem coubesse perfeitamente nele. Osíris, sem suspeitar de nada, entrou no sarcófago, e Set rapidamente o selou, jogando-o no rio Nilo.

A Busca de Ísis

Ísis ficou devastada com a perda de Osíris, mas sua dor se transformou em determinação. Ela partiu em uma jornada incansável para encontrar o corpo de seu amado marido. Após uma longa busca, Ísis encontrou o sarcófago e trouxe o corpo de Osíris de volta ao Egito.

A Segunda Traição de Set

Set, furioso ao descobrir que Osíris havia sido encontrado, roubou o corpo e o desmembrou em catorze pedaços, espalhando-os por todo o Egito. Determinada a restaurar Osíris, Ísis, com a ajuda de sua irmã Néftis, começou a procurar por cada parte do corpo de Osíris.

A Ressurreição

Ísis conseguiu encontrar e reunir quase todas as partes do corpo de Osíris, faltando apenas uma. Com seus poderes mágicos, ela reconstituiu o corpo de Osíris e o trouxe de volta à vida temporariamente. Durante esse breve momento, Ísis e Osíris conceberam um filho, Hórus.

O Novo Papel de Osíris

Após a concepção de Hórus, Osíris desceu ao submundo, onde se tornou o deus dos mortos, julgando as almas e reinando sobre o mundo dos espíritos. Ísis, por sua vez, cuidou de Hórus, protegendo-o e ensinando-o, preparando-o para vingar seu pai e lutar contra Set.

O Legado de Hórus

Hórus cresceu e se tornou um poderoso deus, travando uma série de batalhas épicas contra Set. Eventualmente, Hórus derrotou Set e restaurou a ordem no Egito, assumindo o trono que era de seu pai. O amor e a parceria entre Ísis e Osíris não apenas trouxeram um novo herói ao mundo, mas também perpetuaram a justiça e a ordem.

Conclusão

A história de Ísis e Osíris transcende o mero amor romântico. É uma lenda de devoção, sacrifício e parceria. Ísis mostrou que o verdadeiro amor envolve esforço, coragem e uma conexão profunda que supera até mesmo a morte. Através de sua união, eles deixaram um legado duradouro, simbolizando a eterna luta entre a ordem e o caos, e o poder do amor e da parceria em superar as maiores adversidades.

Conceitos Fundamentais do Amor na Filosofia Dagara

  1. Conexão Comunitária:
    • Interdependência: O amor é visto como um elo de interdependência entre os membros da comunidade. A sobrevivência e o bem-estar de um indivíduo estão intimamente ligados ao bem-estar do grupo.
    • Solidariedade e Apoio: O amor se manifesta através da solidariedade, apoio mútuo e cuidado coletivo. A comunidade é um espaço onde o amor é expresso através de ações que beneficiam todos os seus membros.
  2. Relação com a Natureza:
    • Harmonia com o Ambiente: O amor inclui uma profunda conexão e respeito pela natureza. A terra, as plantas, os animais e os elementos naturais são vistos como parte da grande teia da vida e merecem amor e cuidado.
    • Ritual e Espiritualidade: Rituais e práticas espirituais são maneiras de expressar amor pela natureza e pelos ancestrais, reconhecendo a sacralidade da vida e a interconexão de todos os seres.
  3. Espiritualidade e Ancestralidade:
    • Reconhecimento dos Ancestrais: O amor é também uma conexão espiritual com os antepassados, que são venerados e respeitados. Os ancestrais são considerados guias espirituais que influenciam e protegem a comunidade.
    • Propósito Espiritual: O amor envolve o reconhecimento do propósito espiritual de cada indivíduo. Cada pessoa é vista como tendo uma missão divina a cumprir, e o amor inclui apoiar e honrar essa missão.
  4. Relações Interpessoais:
    • Respeito e Dignidade: O amor nas relações interpessoais é fundamentado no respeito mútuo e na dignidade. Cada pessoa é valorizada por sua contribuição única para a comunidade.
    • Compromisso e Responsabilidade: O amor implica um compromisso profundo e uma responsabilidade para com os outros. Isso inclui o cuidado, a proteção e a promoção do bem-estar do próximo.
  5. Cura e Transformação:
    • Amor como Cura: O amor é visto como uma força curativa. Através do amor, feridas emocionais e espirituais podem ser curadas, promovendo a harmonia e o equilíbrio.
    • Transformação Pessoal e Comunitária: O amor é um catalisador para a transformação pessoal e comunitária. Ele impulsiona o crescimento, a evolução e a realização do potencial individual e coletivo.

Conclusão

Na filosofia Dagara, o amor vai além do sentimento individual ou do amor romântico. Ele é uma força integradora que une a comunidade, conecta as pessoas à natureza e aos ancestrais, e promove a cura e a transformação. O amor é um princípio fundamental que sustenta a vida comunitária, orienta as relações interpessoais e espiritualiza a interação com o mundo natural e espiritual. Esta visão holística e profunda do amor destaca a interdependência e a sacralidade de todas as formas de vida. 

Trocas no episódio

1-  Nas suas palavras, o que é o Amor romântico?

2 – Na sua opinião, para que serve o amor romântico? 

3 – Pra você, apenas o sentimento basta?

4 – Como você acha que devemos falar de amor pras nossas crias?

5 – Na sua opinião como o povo Preto deveria falar sobre amor? Preto fazendo isso direito?

6-  Qual você acredita ser o papel da autoestima nas relações ?

7 – Podemos dizer que o modo de vida ocidental é o principal mal que atravessou o “Sentimento Amor”?

8 –  Por que precisamos falar de amor aos domingos?

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(RESENHA) nº29 – Emicidas, Cores, Valores e Afins Parentalidade Preta

No (RESENHA) nº 29, o Parentalidade Preta promove uma análise aprofundada do novo álbum do Emicida, dialogando com Racionais MC’s, memória familiar, amadurecimento artístico e a evolução do rap brasileiro. A conversa percorre faixa a faixa temas como identidade negra, legado, mercado musical, vulnerabilidade masculina, homenagem à Dona Jacira e o papel do hip hop na construção de valores e consciência social. Mais do que crítica musical, este episódio propõe uma reflexão sobre cores, valores, geração, responsabilidade e transformação dentro da cultura hip hop no Brasil. Um encontro para quem quer entender o impacto cultural de Emicida, a influência dos Racionais e o lugar da arte negra na formação política e afetiva de uma geração.Apoie a iniciativa a partir de R$10/mês: 🔗⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/parenta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ou no pix recorrente através da chave pixparenta@gmail.comTodas as faixas são licenciadas via Epidemic Sound:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠https://www.epidemicsound.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Night Snow – Asher Fulero Não deixe de compartilhar suas impressões aqui nos comentários.Acompanhe a página⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@Parentalidade_Preta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ .Esse podcast é produzido pela⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠+3dB Áudio!
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Diego Silva

Homem Preto não retinto;

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