Série documental do Parentalidade Preta
Uma série documental e narrativa sobre Cheikh Anta Diop no [parenta], podcast do Parentalidade Preta.
História, ciência e coragem em uma série que recoloca a África no centro do mundo.
Conheça a série documental sobre Cheikh Anta Diop, o pensador senegalês que desafiou a Europa e provou que a civilização egípcia era negra. Produzida pelo Parentalidade Preta em comemoração ao centenário de Diop, esta série atravessa arqueologia, filosofia e política para revelar o que o racismo acadêmico tentou apagar.
Ouça o podcast “Diop – Estrelas Negras no Céu do Egito” e descubra a narrativa de Parentalidade Preta sobre o homem que devolveu à África a autoria da humanidade.
Por que contar essa história agora?
Cheikh Anta Diop foi cientista, linguista, historiador e visionário.
Mas, acima de tudo, foi inabalavelmente africano.
Num mundo que ainda cita a África como rodapé da história, Diop escreveu com método e indignação. Provou que a razão, a filosofia e a ciência nasceram no Nilo — e que a história universal tem pele negra.
Essa série nasceu porque ele não pode mais ser esquecido.
Nem estudado sem ser sentido.
Ouça a playlist completa: Podcast Diop – Estrelas Negras no Céu do Egito no Parentalidade Preta.
Siga a playlist no Spotify clicando aqui.
EPISÓDIOS LANÇADOS
1. Prólogo — O Berço Fala
A origem da humanidade volta a pulsar. Do coração da África, o primeiro grito do mundo ecoa através dos séculos. É o início de uma jornada que desafia narrativas coloniais e devolve ao continente o papel de autor da própria história.
2. Um Inglês Diferente
Em 1912, o “Homem de Piltdown” engana o planeta e fabrica um elo branco entre macacos e humanos. Diop surge décadas depois para desmontar a farsa e mostrar como até a ciência pode ser instrumento de supremacia. A verdade sempre esteve sob a pele escura da história.
3. A Filosofia de um Apagamento
Hegel tentou calar a África e negar-lhe a razão. Mas Fanon e Diop revelam o contrário: é da África que nasce o pensamento, a escrita e a ciência. Timbuktu, Mali, Kemet — memórias que resistem à mentira filosófica do Ocidente.
4. Era uma Vez no Senegal
O som do adhan ecoa em Dakar. Entre guerras e ocupações, o Senegal colonial torna-se o berço da Negritude. Jovens como Diop e Senghor começam a costurar o futuro com as mãos da resistência.
5. A Tese — Quando o Egito Fala por Nós
Na Sorbonne, um senegalês enfrenta séculos de racismo travestido de saber. Com método, paciência e coragem, Diop prova que o Egito é negro — e que a civilização humana tem origem no Vale do Nilo. A tese que o mundo quis silenciar torna-se grito.
6. Maat — A Lei que Pesa Corações
Antes da Grécia, havia Maat — a filosofia que regia a verdade, a justiça e o equilíbrio do universo. Diop revela o que o Ocidente roubou e chamou de “ética”: a ordem africana que sustentava a vida e o cosmos.
7. Filosofia(s) — Da Beira do Nilo ao Mundo
Alexandria foi a ponte. A sabedoria de Kemet se traduziu em grego, e o mundo chamou isso de filosofia ocidental. Diop reconstrói o caminho: Tales aprendeu com sacerdotes egípcios, e Platão com Imhotep. O pensamento africano sempre esteve no princípio.
8. Falando em Línguas
Língua é poder, e quem nomeia domina. Diop compara o egípcio antigo ao wolof e revela que as palavras carregam memórias. A África não precisa de tradução — ela fala por si, em cada som preservado pela ancestralidade.
9. Desconstrução — Quem Apaga, Teme o Fogo
Ridicularizado, ignorado e finalmente reconhecido, Diop enfrenta a estrutura acadêmica colonial. Sua vitória é mais que pessoal — é o triunfo da inteligência negra sobre a arrogância eurocêntrica.
10. Um Método Obscuro
A colonização não foi apenas política — foi um método científico. Da partilha de Berlim às teses raciais de Gobineau e Hegel, Diop desmonta a engrenagem que transformou o racismo em epistemologia.
11. Olhe Para o Alto
Quando apagam o chão da história, a gente aprende a ler o céu. Diop mostra que a astronomia africana já guiava templos, colheitas e civilizações muito antes da Europa aprender a calcular o tempo. O cosmos é africano.
12. Começo, Meio e Começo
De volta ao Senegal, Diop transforma ciência em política e propõe um continente unido, laico e matrilinear. Evoca o poder das Candaces e o exemplo de Amanirenas para lembrar que o futuro da África começa onde o mundo começou: em si mesma.

O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR NESTA SÉRIE
- A verdadeira origem da humanidade no continente africano
- A fraude científica de Piltdown e a resposta de Diop
- O apagamento filosófico promovido por Hegel e a reação de Fanon
- O renascimento do Senegal e a Negritude
- A tese que redefiniu a egiptologia mundial
- A filosofia de Maat e sua influência nas religiões e ciências
- O poder da língua e o parentesco entre Wolof e Egípcio Antigo
- A resistência matriarcal das Candaces e a história de Amanirenas
- A proposta política de uma África unida, laica e matrilinear
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Indique esse especial para quem acha que a história africana começa na escravidão.
Para quem precisa entender que a ciência também é preta.
Ou para quem quer reaprender a olhar para o céu e ver as estrelas de Diop.
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A Origemv Africana da Civilização
Traduzido para o Português a partir da tradução inglesa de Mercer Cook.
CAPÍTULO XII – Réplica a uma Crítica
Eu me proponho aqui a responder à revisão crítica feita por Sr. Raymond Mauny, que foi publicada no Boletim do IFAN [Bulletin de l’IFAN] (Boletim do Instituto Fundamental da África Negra) na edição de julho-outubro de 1960, relativa à [obra] Nations nègres et culture [Nações Negras e Cultura]. . . . Pedimos desculpas por voltar à noções de raça, herança cultural, relacionamentos linguísticos, conexões históricas entre povos, e assim por diante. Eu não atrelo mais importância a estas questões do que elas realmente merecem nas sociedades modernas do século XX. Somente minha preocupação científica obriga-me a dirigir a atenção a estes temas, uma vez que alguns dos seus aspectos são desafiados.
Como será visto, o nosso relato é desprovido de qualquer paixão e pedimos nada melhor do que submeter-se à evidência factual. O que vamos tentar combater em nome da verdade científica, e o que nos obriga a utilizar uma noção tão delicada como a da raça, é um grupo de argumentos que têm se tornado tão habituais ao ponto de se passarem por verdades científicas, o que eles definitivamente não são. É todo o corpo de hipóteses, distorcidas em experiências concretas, que são susceptíveis de induzir em erro e são ainda mais perigosas do que o dogmatismo absoluto. . . .
As críticas do Sr. Mauny começam perto do fim de sua introdução:
O que era admissível para o estudante ou o jovem professor de liceu não é mais permitido ao Doutor em Letras, cujo título poderia autorizá-lo amanhã a ensinar na Universidade. E assim, apesar de toda a minha simpatia pelo autor, cujo reconhecimento eu fiz, eu considero meu dever, não importa o quanto possa doer a mim ou a ele, dizer em alta voz o que outros estão mantendo silêncio por educação ou por algum outro motivo.
Obviamente, o Sr. Mauny não pretende dispensar nenhums socos em sua tentativa para demolir a tese adversa. Se, apesar disso, seus argumentos acabarem por revelar uma fragilidade inesperada, tal seria totalmente involuntário de sua parte. Quanto a mim, vou tentar responder o mais objetivamente possível, com a mesma serenidade, a todas as críticas formuladas aqui. O leitor será o juiz.
De acordo com a C. A. Diop, o exame de restos fósseis e múmias mostra que estamos a lidar com Negros: “Eu afirmo que os crânios das épocas mais épocas antigas e as múmias da época dinástica não diferem em nenhum aspecto das características antropológicas das duas raças Negras existentes na terra: o Negro Dravidiano de cabelos-lisos e o Negro de cabelos-lanosos [woolly haired Negro].” e depois: “Quando nós limpamos cientificamente a pele das múmias, a epiderme aparece pigmentada exatamente igual a de todos os outros Pretos Africanos . . . Devo acrescentar que, no presente momento, existem procedimentos científicos infalíveis (raios ultravioletas, por exemplo) para determinar a quantidade de melanina na pigmentação. Agora, a diferença entre um Branco e um Preto, a este respeito, é o fato de que o organismo branco secreta enzimas que absorvem a melanina. O organismo Negro não secreta qualquer tipo de enzimas. O mesmo é válido para os antigos Egípcios. É por isso que, invariavelmente, desde a época pré-histórica até a época de Ptolomeu, a múmia Egípcia permaneceu Negra. Em outras palavras, ao longo da história Egípcia, a pele, bem como a estrutura óssea de todos os Egípcios de todas as classes sociais (do Faraó ao Fellah) manteve-se aquela dos Negros autênticos”.
Vamos separar as duas idéias contidas na passagem precedente citada por Mauny:
A. “De acordo com C. A. Diop. . . . Pretos Africanos” Isto é exato; em agosto de 1961 eu trouxe de volta de Paris amostras de múmias que tenho de fato limpado e mantido em frascos de vidro no IFAN. Elas estão à disposição de todos os estudiosos que possam estar interessados e o Sr. Mauny, especialmente, pode examiná-las à vontade, sempre que ele assim o desejar. * [* – Desde que estas linhas foram escritas, isso tem sido feito. Raymond Mauny teve tempo para examinar todas essas amostras em meu laboratório. Eu deixo isso para ele para revelar suas impressões, se ele o considerar necessário.] B. “Agora, a diferença entre um Branco e um Preto . . . O organismo Negro não secreta qualquer tipo de enzimas. “Mauny pensa que está me citando. No entanto, a precisão científica requer uma clara distinção a ser feita . . . entre as idéias expressas por mim em Nations nègres et culture [Nações negras e cultura] e aquelas [idéias] recolhidas [de mim] por um jornalista não familiarizado com o assunto, em uma mera entrevista no Latin Quarter [que M. Mauny entrelaça com elas]. Ao ler a crítica de Mauny, temos a nítida impressão de que a passagem citada ocorre em Nations nègres et culture [Nações negras e cultura]; este não é o caso. Ele poderia facilmente ter evitado a confusão já que ambos os documentos estão disponíveis. É de se lamentar que por toda a crítica ele combine dois textos que não podem ser colocados no mesmo plano. . . . Todos os organismos animais e vegetais contêm enzimas; esta é uma questão clássica de bioquímica. É a condição de ativação das enzimas que pode diferir; Algumas vezes esta depende de fatores hereditários. Assim, um fator racial preponderante intervém na oxidação da tirosina e sua transformação para melanina (na epiderme humana), de acordo com uma reação química catalisada por tirosinase. Também é correto que se pode rastrear, por assim dizer, aquele fator racial e determinar a sua importância, começando a partir da “dosagem da quantidade de melanina” contida na epiderme, especialmente na epiderme de uma múmia Egípcia. Também é certo que um tal estudo classificaria os Egípcios entre os Negros, de acordo com as amostras disponíveis para mim e que eu tenho selecionado inteiramente ao acaso.

Eu não sou um antropólogo, nem é o autor, mas remeto o leitor para um dos melhores livros sobre o assunto do antigo Egito: Carleton S. Coon, The Races of Europe [As raças da Europa] (New York: Macmillan, 1939, pp. 94-98 & 458-462). Nele os componentes raciais do Antigo Egito são analisados (Mediterrâneos no pré-neolítico, Brancos; Tasianos [Tasians] no planalto Abissínio, Marrons [Browns] com tendência Negróide, Naqada, relacionados porém menos Negróide; Mediterrâneos do Baixo Egito, Brancos; e desde 3000 a.C. até a época de Ptolomeu, a história do Egito mostra “a substituição gradual do tipo do Alto Egito pelo do Baixo Egito” (p. 96). Os invasores posteriores (Hicsos, povos do mar, Semitas, Assírios, Persas, Gregos), todos pertencem a raças brancas, com exceção da Vigésima-Quinta Dinastia, de ascendência Núbia, como é conhecido.
O trabalho de Coon não contribui nada novo. Se todos os exemplares de raças e sub-raças descritas por ele vivessem em Nova York hoje, eles residiriam no Harlem, incluindo aqueles cujas cabeças e rostos “são aquelas de uma fina forma Mediterrânea suavemente contornada”; nenhum antropólogo vai me contestar sobre isso. Mesmo Coon concordaria comigo. Mas, uma vez que o antigo Egípcio está morto, a discussão parece possível.
Então, vamos discutir. O volume de Coon é datado de 1939. Surpreendentemente, os fatos nele com os quais Mauny me desafia conformam-se basicamente às minhas próprias conclusões. É apenas uma questão de variantes deNnegros e Negróides. Na medida em que nós aderimos estritamente aos fatos, a arqueologia Egípcia exclui a ideia de uma ocupação inicial do Baixo Egito por uma raça Branca. Esta idéia parecia tão natural para os primeiros Egiptólogos que eles a afirmavam quase que espontaneamente, sem tentar basear-se na menor certeza científica ou arqueológica. Um estudo da Paleta de Narmer [Narmer‟s Tablet] não nos permite afirmar isto, uma vez que, em última análise, a natureza indecisa das pessoas representadas e a tenuidade da documentação seria desproporcional à importância da conclusão.
Todas as teorias de Moret sobre a anterioridade do Baixo [Egito] sobre o Alto Egito são tomadas a partir de lendas Egípcias da época Grega e livremente interpretadas. * [* – Um dia em breve, haverá dúvidas sobre a autenticidade da civilização Tasiana [Tasian], devido ao número restrito, a fragilidade, e a natureza quase artificial dos documentos disponíveis para apoiar a sua existência]. No Baixo Egito, escavações arqueológicas que datam do pré-dinástico não conseguiram descobrir a existência de um tipo Branco. Os Brancos do Baixo Egito foram transplantados para lá em uma época histórica precisa bem conhecida; foi durante a Décima-Nona Dinastia, sob Merneptah (1300 a.C.), que a coalizão de Indo-Europeus (povos do mar) foi conquistada; os sobreviventes foram feitos prisioneiros e espalhados por vários locais de construção do Faraó. Entre 1300 e 500 a.C., estas populações tiveram tempo para se espalhar desde o Delta Ocidental até os arredores de Cártago. No Livro II de sua História, Heródoto explica como eles foram distribuídos ao longo da costa. Consequentemente, quando Coon fala de Brancos habitando o Baixo Egito, sua declaração não é baseada em qualquer documento. Teria mesmo ainda que ser provado que o Baixo Egito [de fato] existiu como habitável terra firme [terra firma] em tempos remotos.
Quanto aos invasores brancos: Hicsos, Assírios, Persas, Gregos, etc., os Egípcios sempre representaram-los como raças à parte, e nunca foram influenciados por eles, pela simples razão de que a civilização dos invasores era menos avançada do que a sua própria. Ninguém jamais pensou seriamente em propor cientificamente a influência de qualquer um destes povos sobre a civilização Egípcia. Ainda de acordo com Coon, as representações convencionais revelam um corpo magro, quadris estreitos, mãos e pés pequenos. A cabeça e rosto “são aquelas de uma fina forma Mediterrânea suavemente contornada”; vários tipos da classe alta representados por estes retratos “pareciam notavelmente como os Europeus modernos” (p. 96).
Pelo contrário, o tipo de determinados Faraós, como Ramsés II, parece estar relacionado com o tipo Abissínio. . . . Se o leitor, depois de examinar cuidadosamente todas as reproduções [dos Faraós e outros dignitários] e notar a significância social de alguns e a insignificância de outros na sociedade Egípcia daqueles dias, em seguida reler a passagem acima . . . ele vai ter motivos para meditar sobre a validade científica dos textos convencionais.
A pigmentação do Egípcio “era geralmente um branco moreno [brunet white]; nas figuras convencionais, os homens são representados como vermelhos, as mulheres muitas vezes como mais claras, e até mesmo brancas” e a filha de Quéops [Cheops], construtor da Grande Pirâmide, era “uma definitiva loira.” Em direção ao sul, perto de Aswan, a população era evidentemente mais escura (marrom-avermelhado, marrom). Em suas pinturas e esculturas, os Egípcios representaram estrangeiros com as suas características raciais: “Além dos Líbios, que tinham características Nórdicas, bem como coloração, Asiáticos, com narizes proeminentes e cabelo encaracolado, povos do mar do Mediterrâneo, com peles mais claras e uma saliência facial mais pronunciada do que os Egípcios também são mostrados, bem como os Negros”, e mais tarde. . . “A pigmentação Mediterrânica dos Egípcios provavelmente não mudou durante os últimos 5.000 anos” (p.98).
Essa é a opinião de um antropólogo; Deixo isso para vocês tirarem uma conclusão. Mas eu não posso ajudar achando difícil sustentar que um povo cujos principais componentes eram Mediterrânicos pudesse ser Negro, especialmente após todos os detalhes fornecidos por Coon que, aliás, no entanto, reconhece contribuições Negras. Recordar a filha Quéops como “uma definitiva loira” provaria que isso era raro, se acurado. Os Egípcios eram tão pouco brancos, que, quando se deparavam com uma pessoa branca com cabelo vermelho, eles o matavam imediatamente como uma pessoa doente incapaz de se adaptar à vida. Este foi certamente um preconceito lamentável, mas compreensível entre duas raças diferentes durante essas épocas remotas da história. No entanto, temos uma oportunidade para examinar o perfil de Khafre [Chephren] (filho ou irmão de Quéops), que é identificado com aquele da esfinge de Giza. À medida que olhamos, ficamos facilmente convencidos de que a filha hipotética de Quéops não devia a cor de seu cabelo loiro à seu pai. Tão cedo quanto na Sexta Dinastia, sob Pepi I e seu chanceler Uni, o Egito começou a importar mulheres brancas da Ásia. . . Além disso, Quéops é suposto ter ido tão longe ao ponto de prostituir suas filhas para terminar de construir sua pirâmide; a Grande Pirâmide, que se tornaria sua sepultura. Não seria isso talvez uma questão de importação de raparigas estrangeiras para fins de prostituição?
Relativo à conclusão de Mauny, será que Eu preciso lembrar que, de acordo com os mais recentes estudos antropológicos, uma pluralidade, 36 por cento, da população Egípcia era “Negróide” na época proto-dinástica? Mauny está enganado sobre o termo “Mediterrânico” [“Mediterranean”]; este é um eufemismo para “Negróide”, quando utilizado por antropólogos. De qualquer forma, este significa “não-branco,” como é evidente a partir do precedente. O que está em causa aqui é a “raça marrom” [“brown race”] (no sentido melanodérmico) de Sergi e Elliot Smith. Esta conclusão não é ainda um reflexo fiel dos fatos acima citados a partir do volume de Coon, pois nós não podemos ver como os principais componentes são “Meditarrânicos” no sentido Cro-Magnon da palavra, uma vez que eles apenas Brancos marrons [brown Whites], vermelhos marrons [brown reds], marrons de tipo Abissínio, marrons com tendência Negróide, o tipo menos Negróide de Naqada, e assim por diante. *
[* – Entre os membros da aristocracia Africana, com uma quantidade igual de melanina, a mulher parece ter uma compleição mais clara do que o homem, porque ela está menos exposta ao ambiente, o sol, em particular. Este fenômeno, muito bem conhecido na África Preta, pode muito bem ser a origem da convenção pictórica [na Arte] Egípcia em relação à pele [mais clara] das mulheres.]
Continue acompanhando esta análise na página 482 aqui:
Ouça os conteúdos complementares à essa série:
[parenta]#12 – Culinária Afrodiaspórica
[parenta]#24 – Paternidade Preta

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Quando a Casa Respira: Encerramento 2025 – Parentalidade Preta

Diego Silva
Homem Preto não retinto;
Esposo de Tatiane e
Pai de Benjamin e Aurora.
