Este DEFINITIVAMENTE não é um texto sobre RESPONSABILIDADE.
Vamos começar por um fato importante: se você está lendo estas linhas, você já é um privilegiado. Já está em uma reflexão sobre a Paternidade, então esse papo nem é tanto pra ti, que tem tempo de se repensar.
Acontece que diferente de você (que tem tempo de se entender, compreender, refletir e criar ferramentas) existem muitos outros irmãos (que são a maioria) que não estão chegando nas ideias. Deveríamos culpabilizar quem por isso? Eles?
Vivemos em um sistema opressor que não nos deixa ter tempo para o que vai além do básico: o “modo sobrevivência” . E como vamos sentar, refletir, entender as agendas das quais temos sido cobrados sistematicamente?
Vamos fazer um exercício?
Imagine uma pessoa em um carro confortável, automático, com ar condicionado forte, um som bacana, um assento confortável, ouvindo música “erudita” parada em um engarrafamento há 30 minutos.
De repente um motoboy para do lado inquieto, pois o trânsito está simplesmente travado. Daí a pessoa do carro se sente à vontade para criticar o jeito que ele ( o motoboy ) está sentado na moto, falando sobre como a postura dele vai prejudicar a própria coluna.
Te faço duas perguntas:
1 – Quem é você (que tem acesso à informações) nesse engarrafamento?
2 – Qual resposta você daria se fosse o motoboy?
Esse não é um texto sobre responsabilidade, como já disse, pois no fim do dia ninguém quer ter dor nas costas (ou ser um mal pai). Disso eu tenho certeza. Essa é uma reflexão sobre olhar quem está fazendo a crítica e de onde essa pessoa está.
Pessoas como essas, do auge do seu conforto (postural ou social), que tiveram tempo de se repensar, estão por aí a torto e a direito de dentro dos seus “importados” criando métricas para desvalidar a “parentalidade” alheia. Fazendo esses manos da moto simplesmente acharem que isso não lhes cabe e consequentemente não se afetarem com isso (a paternidade).
Nesse ensaio você não é nem o motoboy, nem o motorista. Você é só uma pessoa lendo um texto. Justamente quem pode decidir quem é ou não questionável.
Isso se aplica ao trânsito e à paternidade, e à maledicência. Escolha


Deixe um comentário