14(quatorze). Esse foi o número de gerações entre a chegada do primeiro escravizado no Brasil e a dita abolição da escravidão.
Isso foi tempo mais que suficiente para um apagamento em massa de visões de mundo e de subjetividades valorosas do nosso povo. Houve resistência, sim. Mas também adaptação. Na casa senhorial o dono de tudo era a imagem patriarcal.
Ele provinha.
Encurtando um pouco a prosa: depois de romper a célula básica de resistência negra ( a família) e ganhar poder sobre a subjetividade do homem africano escravizado, seria questão de tempo até que um novo padrão de paternidade/
“masculinidade” fosse absorvido por esse cativo. Qual? O do patriarcal.
Foi o europeu e toda a sua visão de mundo que criou essa doença que vivemos até hoje, chamada modo de vida ocidental. Ele inventou seus modelos de pensamento e os impôs à base da v10lência, de amputações, mutilações, m0rtes e imposição.
Quanto tempo você acha que seria necessário para que homens africanos passassem a agir de acordo com a lei patriarcal vigente? Quanto demoraria para que ao se adequarem aos costumes do novo mundo, eles se mantivessem vivos?
Quantas vezes você se perguntou o porquê de muitos homens Negros e Pretos se completarem de maneira tão errada e subversiva? Te garanto que isso não é nosso. Os nossos ancestrais não eram assim. Os Bantos, os Hausa, Os Fons, Os Igbo, os Ewe e muitos outros grupos étnicos que tinham a comunidade como seu bem maior.
O abandono de si e dos outros é um ensinamento ocidental. Algo que precisaria de tempo para se consolidar após o S3QUESTRO TRANSATLÂNTICO. Precisaria de bastante tempo, esforço e bons professores.
Talvez, europeus fazendo isso por 14 gerações. Não te parece plausível?
Então cobre deles e ajude os seus.
Pare de fazer o contrário.
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