Por favor, NÃO ME SIGA.

Por favor, não me siga.

Eu vejo muita gente aqui marcando os seus companheiros (homens em sua grande maioria negros e pretos) para que acessem as nossas discussões e tentativas de construções de maneira a fazer com que haja alguma virada de chave. Algumas já me pediram para chamá-los pessoalmente. Isso eu nunca vou fazer.

Não porque eu seja soberbo ou orgulhoso (coisas que geralmente sou também), mas porque eu não acredito que seja enfiando algo goela abaixo se possa construir algo. O que estou (estamos) propondo aqui é um trabalho emocional estrutural coletivo com apoio profissional. Seja meu, enquanto educador parental certificado, seja com o profissional de psicologia especializado que apoia nosso grupo, seja com os pais que se expõem nos locais seguros que construímos.

Se alguém está te persuadindo a adentrar o Parentalidade Preta, não venha. Nos poupe esse trabalho e energia. A gente está tentando resolver muitas coisas dentro de nós nos apoiando na gente. Talvez a sua hora ainda não tenha chegado e tá tudo bem.

Se as nossas discussões não fazem sentido pra você no momento, quando aquela pessoa te marcar, agradeça e siga. O meu conteúdo ainda não é pra você. Ele não era pra mim na época dessa foto nesse #tbt dessa época de 2020 (eu estava quebrado, sabendo disso mas não pedi ajuda).

De verdade, eu nem sabia que Homens Pretos poderiam se expor como fazemos aqui (se é que podem). Por isso eu pensaria que é mais um maluco querendo aparecer. Mais um perfil de Papai(s).

Então se alguém te marcou em um post meu e eu não fui lá falar contigo, é porque estou respeitando o seu espaço e te passando uma mensagem: a porta está aberta, mas só você pode abrir. Dentro da sala, o seu lugar na roda está separado. Leve seu tempo. A gente espera.

Há uns anos atrás, eu mesmo nem me seguiria. Precisei quebrar pra me encontrar na internet.

Apoie o Parentalidade Preta
Ajude o Parentalidade Preta a criar locais seguros para conversas difíceis.

Deixe um comentário