FERRAMENTARIA – Velhice

“Aos homens (PR3T05) são dadas tantas lágrimas quanto às mulheres.

Mas como somos proibidos de derramá-las, m0rremos muito antes das mulheres, com o coração explodindo, a pressão sanguínea subindo ou o fígado consumido pelo álcool, porque aquele lago de dor dentro de nós não tem saída.

Nós, homens, morremos porque nossos rostos não foram regados o suficiente.”

Trecho adaptado de “Canção da Praia” de Par Conroy.

O caminho para a velhice leva uma vida inteira para ser construído. A questão é que ainda não tivemos tempo suficiente para vermos os nossos mais velhos em uma consciência holística elevada sobre o #autocuidado. Há muita discussão atual sobre quem oprime quem e sobre quem m4ta quem. Há apontamento e dissociação. A grande realidade é que nessa disputa fúnebre não estaremos juntos para cuidar uns dos outros. Não há Preto Velho que queria ser só. Não há Preta Velha que siga disputa de agenda. Querem que morramos sós para que isso se normalize.

Pensar na saúde do homem é pensar na saúde comunitária. É investir no modelo e no exemplo. É criar uma perspectiva de velhice sustentável. A saúde física passa por isso e como uma responsabilidade de todos, deve passar por você que me lê agora. Busque o seu mais velho e o convença a se cuidar. Cuide de si para que os mais novos acessem essa realidade, insentive os mais novos a buscar esse cuidado.

Nós somos propícios a doenças do coração (físicas e emocionais). Somos passíveis de sofrer de diabetes por muitas vezes não prestarmos atenção na nossa alimentação, que vem sendo atravessada pela pressa e pela pressão. Muitos dos nossos já sofreram do fígado por DESCONTAR as mágoas e frustrações no álcool. Tudo é saída (4t3tar contra a própria vida). Há perigo.

Irmãos e irmãs, neguem essa competição que nos foi imposta para que nos mantenhamos distantes de nós mesmos. Nessa “guerra” somos um só corpo. Somos um só. Não atendam às agendas que nos foram impostas. O ocidente e a branquitude se regozijam enquanto nós nos m4tamos física, espiritual e mentalmente. Continua↙️

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Diego Silva

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(RESENHA) nº29 – Emicidas, Cores, Valores e Afins Parentalidade Preta

No (RESENHA) nº 29, o Parentalidade Preta promove uma análise aprofundada do novo álbum do Emicida, dialogando com Racionais MC’s, memória familiar, amadurecimento artístico e a evolução do rap brasileiro. A conversa percorre faixa a faixa temas como identidade negra, legado, mercado musical, vulnerabilidade masculina, homenagem à Dona Jacira e o papel do hip hop na construção de valores e consciência social. Mais do que crítica musical, este episódio propõe uma reflexão sobre cores, valores, geração, responsabilidade e transformação dentro da cultura hip hop no Brasil. Um encontro para quem quer entender o impacto cultural de Emicida, a influência dos Racionais e o lugar da arte negra na formação política e afetiva de uma geração.Apoie a iniciativa a partir de R$10/mês: 🔗⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/parenta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ou no pix recorrente através da chave pixparenta@gmail.comTodas as faixas são licenciadas via Epidemic Sound:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠https://www.epidemicsound.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Night Snow – Asher Fulero Não deixe de compartilhar suas impressões aqui nos comentários.Acompanhe a página⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@Parentalidade_Preta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ .Esse podcast é produzido pela⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠+3dB Áudio!
  1. (RESENHA) nº29 – Emicidas, Cores, Valores e Afins
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