COM EXCEÇÃO DOS HOMENS NEGROS

Em “A invençãos das mulheres”, a Profa. Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí, uma pesquisadora oxunista nigeriana, aprofunda a maneira como a colonização principalmente europeia cristã subverteu a lógica do que chamamos de gênero de maneira tão engessada e criou papéis que se perpetuam até hoje em dia.

Muito tem se falado a respeito da #masculinidadePreta a partir de uma matriz colonial ou patriarcal. Muito tem sido dito a respeito desse mítico anseio dos homens Pretos em emular as características da masculinidade ocidental. Muitas vozes que se vêem no direito de falar de tal e de fato o tem. Até porque como elas bem propõem, essa é uma conversa coletiva.

A partir de muitos movimentos necessários, as rupturas com essas matrizes de estabelecimento de papéis de gênero tem levantado pensamentos muito necessários ao rompimento com o esse patriarcado branco, cis, hétero e definitivo de costumes, modos e comportamentos.

A importância do levante contra o patriarcado como é criado é importante porque todos são vítimas do mesmo, inclusive Homens Pretos.

A questão é: todo mundo tem direito de criticar o patriarcado, até porque essa é uma obrigação de pessoas conscientes. De quem entende quão prejudicial a toda a sociedade operando o m4ch1sm0. Todos podem, desde que sigam a cartilha da culpa e genuflexão.

A impressão que dá é que não há nessa construção um lugar para a criação de novas perspectivas. Há uma necessidade na construção que homens Pretos sigam a liturgia de movimentos criados por pessoas brancas nunca pisando fora das 4 linhas.

A crítica passa pela negação e homens Pretos são bem vindos DESDE QUE NÃO neguem similaridade aos agr3ssores. Esse levante só pode ser feito se dissermos “ok. Somos como nossos raptores.” Se não nos comportamos como o esperado, não somos bem vindos nessas discussões.

Há uma autorização global para enquadrar a masculinidade Preta nessa matriz e ai do #homempreto que se negue a performar esse papel e questionar essa MANUTENÇÃO.

Tenho visto muitas pessoas Pretas de gêneros e orientações s3xuais não coloniais falando de homens como um todo e extinguindo a possibilidade de troca e construção.

Ai dos homens que negarem essa narrativa negarem essa construção. Logo vem a taxação de M4CH1STA para que essa manutenção seja mantida. Nós sabemos que o M4CH1SM0 nos m4ta e destrói. Estamos negando essa matriz, mas fica claro que nessa construção todos podem falar de si e propor críticas ao sistema que nos atravessa. Todos podem, com exceção dos homens Negros. Esses devem ser mantidos em seus lugares.

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