Eu Te Amo, Homem Preto!

Setembro Amarelo

Em julho, se comemora o dia do homem no Brasil, uma data comerceial que gera algumas reflexões.

A minha proposta para esse mês é que reflitamos de maneira segura e honesta para aqueles que vieram, aqueles que estão e para aqueles que ainda virão. A ideia aqui é propor caminhos.

Toda a comunidade está convidada para essa construção que vai passar daqui até o Podcast Parentalidade Preta.
Fique de olho.
Diga para alguém hoje: EU TE AMO, HOMEM PRETO!

Vivemos em uma sociedade que precisa de muito esforço para humanizar vivências negras, mais ainda as ditas masculinidades negras.

É um exercício necessário e intencional destacar referências negras positivas e saudáveis para que o referencial seja correto e meninos Pretos cresçam tendo em que se espelhar.

Não há necessidade de exemplos mirabolantes. Isso pode ir de Malcom X ou Abdias do Nascimento até o Cobrador de Ônibus simpático ou o mais humilde rapaz dos serviços gerais, que sempre abre um sorriso e acena pras nossas crias.

Positividade é uma referência para os nossos pequenos. Não se construirá uma nova geração de Homens Pretos a partir de um referencial de escassez. Somos um Povo RICO. A gente só precisa se validar e organizar.

Compartilha uma referência sua pra gente montar esse quadro. Quais ações você pratica para dar boas referências? Bora?

EU TE AMO, HOMEM PRETO!

Quer dar um presente a um Menino Preto? Dê um futuro.

Antes de qualquer coisa, preciso para a construção que proponho aqui, situar que a demanda de desconstrução que é imposta a homens em geral, sem fazer distinção de raça, segue uma agenda embranquecida.

Isto posto, pra esse projeto que estou desenvolvendo aqui no PP (que é como vou chamar o Parentalidade Preta de agora em diante para poupar caracteres) vou admitir que qualquer construção de masculinidade ocidental que possa ser evocada na aproximação do meu conteúdo vai acabar sendo equivocada e obsoleta. Uma vez que venho aqui falar de uma criação Racializada.

Muito pouco vai adiantar darmos bonecas pretas, para nossos meninos, falarmos do cultivo do blackinho poderoso ou do orgulho da cor, se não houver uma identificação racial objetiva dessa identidade. Quero dizer que em nada vai adiantar se ele tiver tudo isso e não souber que é Preto. Souber da sua cor, da cor dos pais e das pessoas que o cercam.

Quase nada vai ser incrível, quando a sua criação disruptiva, desconstruída, prafrentex, positiva, respeitosa e etc, fizer com que seu filho não saiba respeitar a diferença das raças e principalmente, não souber a sua própria cor. Alguém vai ensinar.

Mas o que tem o Cuidado a ver com isso?

Mais que normalizar uma boneca Preta, procure normalizar homens pretos cuidando. Incentive e destaque narrativas. Se você é pai, esteja próximo fazendo questão de que a sua presença seja notada, se você é mãe, incentive a percepção da presença dessa presença. Sabemos que a construção da sociedade como está não é amistosa para que Homens negros desenvolvam a vulnerabilidade, façamos isso dentro dos nossos espaços.

Não somente pais presentes, mas a figura do cuidado pode se desenvolver em qualquer homem que se disponha a fazer com que um menino Preto entenda que o nosso lugar não é o da falta.

Se você é ou está ausente, aPresente-se, se desculpe e volte. Se você é presente, cuide de si para cuidar dos outros. A próxima geração de Homens Pretos precisa de você. Não imitemos os nossos algozes. Nós somos o povo da fartura. Seja um orixá em vida.

A sua benção!?

[parenta]#21

Saudações!
O tema da saúde mental é de extrema importância nos dias atuais, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) define a saúde mental como um estado de bem-estar em que o indivíduo é capaz de utilizar suas habilidades, lidar com o estresse diário, ser produtivo e contribuir para a comunidade. É essencial compreender que a saúde mental vai além da ausência de doenças mentais.
Nossa jornada começa ao explorar os sistemas responsáveis pela manutenção da nossa saúde emocional, localizados no cérebro, um órgão complexo e fundamental para nosso funcionamento. Para entender sua evolução, devemos voltar bilhões de anos, em um planeta muito diferente do atual. Nesse cenário hostil, onde a presença de oxigênio era mínima e a radiação solar mortal, surgiu a vida em ambientes aquáticos. O processo evolutivo gradual levou ao desenvolvimento de células procariontes e eucariontes, posteriormente seguidas pelo surgimento de células nervosas primitivas capazes de transmitir sinais elétricos.
Ao longo de milhões de anos, organismos multicelulares primitivos com células nervosas organizadas em redes evoluíram, resultando em organismos com sistemas nervosos mais complexos, como invertebrados com gânglios nervosos. O processo evolutivo continuou, e surgiram organismos com cérebros primitivos e neurônios mais especializados. Com o passar do tempo, desenvolveram-se cérebros maiores e estruturas cerebrais mais complexas, culminando no Homo sapiens, com cérebros altamente desenvolvidos e neurônios sofisticados.
Entretanto, mesmo com toda a complexidade do cérebro, existe um fator que pode afetar negativamente a saúde mental: o estresse. O estresse crônico, causado por diversas situações adversas da vida, desencadeia uma produção excessiva de espécies reativas de oxigênio, levando a danos celulares, inflamação, doenças crônicas e envelhecimento precoce, além de poder contribuir para o desenvolvimento da depressão.
A depressão é uma condição complexa, resultante da interação entre fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Desequilíbrios ou disfunções nos neurotransmissores, como serotonina, noradrenalina e dopamina, podem desempenhar um papel importante na depressão, assim como alterações na sensibilidade ou quantidade de receptores para esses neurotransmissores. Além disso, processos como a neurogênese, inflamação e estresse oxidativo também estão relacionados à depressão.
É importante lembrar que a depressão é uma condição individual e complexa, podendo variar de pessoa para pessoa. Além dos aspectos químicos, fatores psicossociais, como eventos estressantes, histórico familiar, traumas e características individuais, também influenciam o desenvolvimento e a manifestação da doença. O tratamento eficaz da depressão geralmente envolve uma abordagem multidimensional, que inclui terapia, medicamentos, suporte social e mudanças no estilo de vida.
Investir na saúde mental é fundamental para uma vida plena e equilibrada. A prevenção e a manutenção do bem-estar psicológico são essenciais para enfrentar os desafios cotidianos e promover uma vida saudável. A compreensão dos mecanismos e fatores relacionados à saúde mental nos permite buscar estratégias e intervenções adequadas, visando a promoção do bem-estar emocional e a prevenção de doenças mentais.

“Em pelo menos seis estados brasileiros, uma pessoa negra é m0rta em ações policiais a cada quatro horas. É o que aponta o estudo da Rede de Observatórios da Segurança, intitulado ‘Pele alvo: a cor da violência policial’, que foi divulgado nesta terça-feira (14), com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação.

A pesquisa detalha a situação de cada região do Brasil. Foram 2.653 m0rtes provocadas pela polícia, sendo 82,7% delas de pessoas negras.

Entre os estados do país, o Rio de Janeiro é o que mais apresenta h0micídios de pessoas negras, em números absolutos, durante ações policiais, com 939 registros entre os 1092 m0rtos que tiveram a cor informada. São Paulo, estado mais populoso do país, apresenta o segundo maior número de ass4ssinatos de pessoas negras.”

Lucas Janone e Mylena Guedesda CNN

Rio de Janeiro
14/12/2021 às 18:39

Você provavelmente poderia ter conhecido um desses caras ou ele poderia estar aqui falando conosco.
Se um deles fosse pai, seria, hoje, um pai ausente e deixaria uma mãe solo.

Como sempre digo aqui: se vamos falar de paternidades ausentes, não podemos esquecer esses manos. Lembre-se deles quando vir anúncio de skincare, camisa de marca, perfume ou creme de barbear hoje.

Outro dia a gente fala de população carcerária e m0rte por doenças curáveis, baixo índice de escolaridade ou empregabilidade. Até porque essa igualdade estatística, nenhuma agenda quer.

Feliz dia do homem, meu irmão! Se você leu isso é porque ainda estamos vivos. EU TE AMO, HOMEM PRETO!

Aos homens (PR3T05) são dadas tantas lágrimas quanto às mulheres.

Mas como somos proibidos de derramá-las, m0rremos muito antes das mulheres, com o coração explodindo, a pressão sanguínea subindo ou o fígado consumido pelo álcool, porque aquele lago de dor dentro de nós não tem saída.

Nós, homens, morremos porque nossos rostos não foram regados o suficiente.”

Muito mais que evitar pedir a meninos PR3T0S que não chorem, devemos ensinar quando chorar.
O mundo ainda não é um local amistoso para eles, precisamos entender essas subjetividades para que possamos ser locais seguros. Como você se prepara pros nossos meninos PR3T0S?

Vamos fazer isso juntos?

Arte de @ilustrablack (siga!!)
Trecho adaptado de “Canção da Praia” de Par Conroy.
Sobre Paternidades Pretas, ouça a série {mergulho} aqui do Podcast Parentalidade Preta.

Valorização da Autoimagem: Fortalecendo a Identidade dos Jovens Negros

A valorização da autoimagem é fundamental para os adolescentes e jovens negros construírem uma identidade positiva. Influenciados por estereótipos negativos e pressões sociais, é essencial promover uma imagem saudável e desafiar padrões prejudiciais. O objetivo é melhorar a autoestima e a confiança desses jovens.

Promovendo uma imagem positiva:

Incentivar o amor próprio e a aceitação é crucial. Por meio de conversas sobre acolhimento, é possível criar um espaço seguro para reflexão, discussão e expressão das emoções. Celebrar a diversidade racial e a individualidade ajuda a fortalecer a autoimagem positiva.

Desafiando estereótipos negativos:

Os adolescentes negros enfrentam estereótipos relacionados à aparência e identidade racial. Remover essas ideias preconceituosas é essencial. Debates abertos permitem questionar e superar esses estereótipos, construindo uma visão inclusiva e diversa da identidade negra.

Melhorando a autoestima e a confiança:

Autoestima e confiança são pilares para o desenvolvimento saudável. Apresente modelos negros bem-sucedidos ajudam a fortalecer esses jovens, mostrando exemplos de superação e conquistas. A valorização de modelos positivos de masculinidade e feminilidade negras é essencial para que desenvolvam confiança em suas próprias habilidades e potencial.

Valorizar a autoimagem é um processo multidimensional que demanda esforços coletivos. Ao promover uma imagem positiva, quebrar estereótipos e fortalecer a autoestima e a confiança dos jovens negros, ajudamos a construir uma identidade sólida e resistente a influências negativas.

Por meio do compromisso com a valorização da diversidade e igualdade, podemos criar um ambiente inclusivo onde todos possam prosperar tendo como ponto inicial a Negritude e sua valorização.

Conhece modelos que podemos usar para inspirar nossos meninos? Deixa aqui nos comentários. Bora fazer isso juntos?

Eu Te Amo, Homem Preto!

Quebrando Estereótipos: Fortalecendo a Identidade da Juventude Negra

A quebra de estereótipos é essencial para a juventude negra, que muitas vezes é alvo de preconceitos e visões limitadas. Ao desafiar esses estereótipos, buscamos promover uma visão mais inclusiva, empoderada e compassiva da identidade e potencial dos jovens negros.

Desafiando estereótipos negativos:

A conscientização e a desconstrução dos estereótipos negativos associados à juventude negra são etapas cruciais. Diálogos abertos, debates e discussões construtivas são ferramentas para compartilhar experiências, desafiar percepções equivocadas e promover uma visão mais realista e abrangente da juventude negra. Essa conscientização possibilita a substituição de estereótipos e a promoção de uma visão mais positiva e diversificada.

Promovendo uma visão inclusiva e empoderada:

Uma vez que os estereótipos são questionados, é importante promover uma visão inclusiva e empoderada da identidade e potencial dos jovens negros. Através de programas educacionais, eventos culturais e exposições, ou simples observações podemos celebrar as conquistas e a diversidade da juventude negra. Destacar exemplos positivos em diferentes áreas, como ciência, arte e empreendedorismo, inspira outros jovens e desafia as limitações impostas pelos estereótipos.

Fomentando a empatia e a compreensão mútua:

A quebra de estereótipos não é apenas uma responsabilidade da juventude negra, mas um esforço coletivo em direção a uma sociedade mais inclusiva. A troca de conhecimento ajuda a construir pontes de compreensão, desconstruir preconceitos e construir uma sociedade mais justa. A validação de diferentes subjetividades positivas é um caminho muito potente (ninguém é homem do mesmo jeito).

Apresente exemplos positivos de Masculinidades Negras de várias instâncias e origens diferentes. A questão aqui é criar referências para uma nova geração.

Quais referências de quebra de esteriótipos você oferece pras crias? Gostaria de compartilhar conosco?

Sexualidade Saudável para Jovens Negros: Desafiando a P0rnografia Irreal

Este texto busca promover uma sexualidade saudável entre jovens negros, combatendo padrões irreais disseminados pela pornografia. Educar, informar e desafiar tais estereótipos são objetivos fundamentais. Visa fornecer informações sobre consentimento, saúde sexual, prevenção de DSTs e promover relacionamentos respeitosos.

Educação sobre sexualidade saudável:

Jovens negros devem receber uma educação abrangente sobre sexualidade, abordando anatomia, fisiologia, orientações sexuais, identidades de gênero, consentimento e contracepção. Prioriza-se a construção de relacionamentos saudáveis baseados no respeito mútuo.

Relacionamentos consensuais e consentimento:

A cultura do consentimento é essencial para evitar relacionamentos tóxicos. Discutir limites e respeito às escolhas do outro é fundamental para relações saudáveis e evitar situações prejudiciais.

Saúde sexual e prevenção de DSTs:

A conscientização sobre saúde sexual é crucial para decisões responsáveis. Informações sobre contraceptivos e testes de DSTs devem ser disseminadas, incentivando o acesso a serviços de saúde e eliminando estigmas.

Apoie o Parentalidade Preta
Ajude o Parentalidade Preta a criar locais seguros para conversas difíceis.

Desafiando padrões irreais da p0rn0grafia:
A pornografia cria expectativas irreais sobre sexualidade e o corpo. É importante desafiar esses padrões, enfatizando que não refletem a realidade dos relacionamentos sexuais. Buscar representações mais realistas é essencial. DESTACAR O PAPEL QUE É IMPUTADO A PESSOAS PRETAS NESSE TIPO DE CONTEÚDO.

Promover uma sexualidade saudável entre jovens negros é fundamental para sua saúde e bem-estar. Ao educar, informar e desafiar padrões irreais da pornografia, estamos capacitando-os a construir relacionamentos respeitosos e uma sociedade mais igualitária.

Tem algo pra acrescentar? Deixa nós comentários. Vamos ampliar esse repertório.

Novo episódio do Cantinho do Café!

Masculinidades Pretas são o destaque do mês no Cantinho do Café, o programa especial da Parentalidade Preta. É hora de humanizar os nossos para uma nova geração de referências.

Neste espaço virtual, convido você a mergulhar nas histórias e experiências compartilhadas pela nossa comunidade. É um local seguro onde podemos nos escutar, nos enxergar e fortalecer os laços.

A cada mês, eu (Diego) convido pessoas a compartilharem suas histórias através de dois áudios de um minuto, enviados via DM no Instagram. Essas histórias resumidas são carregadas de significado e fornecem um valioso compartilhamento entre os participantes e a audiência.

No Cantinho do Café deste mês, vamos explorar o tema “Eu Te Amo, Homem Preto!” . É uma oportunidade incrível de conhecer histórias de pessoas com narrativas positivas e afetuosas.

Não perca a chance de se envolver! Fique de olho no Parentalidade Preta e participe do próximo episódio compartilhando seu próprio relato sobre o tema próximo tema. Junte-se a nós nessa jornada de conexão e conhecimento.

Se você ama um Homem Preto, compartilhe.

Nesta troca exploraremos a temática da masculinidade preta, uma expressão complexa e diversa que desafia estereótipos culturais e busca representatividade nas redes sociais. Através do “Canal do Preto Gordo” no Instagram, homens negros encontram espaço para empoderar-se e redefinir os conceitos tradicionais de masculinidade, enfrentando desafios impostos pela sociedade.

A masculinidade preta é uma vivência multifacetada que se entrelaça com a identidade racial e de gênero. Homens negros são influenciados por experiências culturais e históricas que moldam suas visões individuais sobre masculinidade. O “Canal do Preto Gordo” surge como uma plataforma inclusiva, que permite a esses homens explorarem e expressarem suas identidades de forma autêntica e livre de preconceitos.

A autoestima desempenha um papel essencial na discussão sobre a masculinidade preta. Promover uma autoestima saudável é fundamental para que homens negros se sintam seguros em suas identidades e corpos, enfrentando os estigmas sociais como a gordofobia e o racismo. Através de mensagens inspiradoras e positivas, o “Canal do Preto Gordo” busca fortalecer a autoaceitação e encorajar uma mentalidade mais positiva sobre a aparência física.

A busca pela representatividade na mídia e nas redes sociais é um desafio constante para homens negros. O “Canal do Preto Gordo” procura desconstruir a narrativa restritiva que valida apenas um tipo de beleza para corpos pretos, lutando contra a imposição de padrões eurocêntricos de beleza. O objetivo é valorizar a diversidade de corpos e reafirmar que a beleza está intrinsecamente ligada à individualidade.

A família desempenha um papel importante na formação da autoestima e identidade de homens negros. O apoio e aceitação dentro do ambiente familiar contribuem para fortalecer a confiança e o senso de pertencimento desses indivíduos. Encorajar a autenticidade e desconstruir padrões tradicionais de masculinidade são passos fundamentais para que os homens pretos se sintam à vontade para abraçar suas singularidades e desenvolver sua masculinidade de forma genuína e empoderada.

A compreensão da masculinidade não pode ser desvinculada das complexas interações entre raça, classe e gênero. É hora de nos questionarmos: será que nossa noção atual de masculinidade é verdadeiramente representativa de todas as experiências masculinas?

Assim o trabalho de Oyèrónke Oyewùmí (Professora Associada de Sociologia na SUNY Stony Brook, EUA, nascida na Nigéria e estudou na Universidade de Ibadan e na Universidade da Califórnia em Berkeley) destacou, é vital perceber que a masculinidade não pode ser universalizada e imposta a todas as culturas sem levar em conta suas particularidades e contextos.

Por muito tempo, a visão hegemônica do Ocidente sobre o que é ser um homem moldou e influenciou as expectativas sociais em várias partes do mundo. No entanto, é essencial compreender que existem diversas masculinidades que emergem das diferentes raízes culturais e históricas das comunidades.

Racializando esse conceito, estamos ampliando a perspectiva e dando voz às identidades masculinas que foram marginalizadas e ignoradas ao longo da história. Isso nos permite reconhecer que experiências e expectativas masculinas variam significativamente em diferentes comunidades e contextos raciais.

Quando analisamos as dinâmicas de poder e privilégio associadas à masculinidade, percebemos que essas estruturas também são moldadas pela raça. Homens negros, por exemplo, podem enfrentar estereótipos prejudiciais que os associam a perigosidade, afetando suas interações sociais e oportunidades de vida.

A racialização da masculinidade nos convida a compreender como questões de raça e gênero se entrelaçam, influenciando a forma como os homens de diferentes grupos étnicos são percebidos e tratados na sociedade.

Devemos avançar para uma compreensão mais profunda e empática da masculinidade, onde reconhecemos e valorizamos as múltiplas formas de ser homem em diversas comunidades e contextos raciais. Isso significa desafiar os estereótipos limitantes e permitir que homens de Pretos se expressem e vivam sua masculinidade autenticamente, sem medo de serem julgados ou excluídos.

Fica uma pergunta importante para essa construção:

Você quer que o seu filho seja homem igual a quem o atravessa?

Apoie o Parentalidade Preta
Ajude o Parentalidade Preta a criar locais seguros para conversas difíceis.

Deixe um comentário