Revista ParentaVerso #5 Out/23

Um olhar especial para a criação racializada.

A Revista ParentaVerso é um espaço seguro e acolhedor dedicado a explorar a Parentalidade Preta em comunidade. Por meio de artigos, entrevistas e relatos pessoais, nossa revista celebra as experiências únicas de pais e mães Pretos. Oferecemos uma plataforma inclusiva que promove compreensão mútua, apoio e transformação social, tornando-se um refúgio essencial para vozes frequentemente marginalizadas. Valorizamos profundamente a Parentalidade Preta e reconhecemos a importância de entender as experiências e desafios enfrentados por pais e mães Pretos, a fim de promover uma sociedade mais inclusiva e justa. Ao ampliar nossas perspectivas e valorizar as vozes e vivências da Parentalidade Preta, estamos construindo um futuro mais equitativo para todas as famílias.

Editorial

Outubro de 2023

Caro leitor(a) da Revista ParentaVerso,

Quero expressar minha profunda gratidão pela confiança que você deposita em nós e pela sua constante presença neste espaço tão importante para a nossa comunidade fraterna. É uma grande honra tê-lo aqui, fortalecendo os laços que nos unem e enriquecendo nossas conversas.

Cada vez que você se envolve com o meu conteúdo, está contribuindo para o crescimento deste ambiente de solidariedade mútua, transformação social e inspiração. Estou comprometido em oferecer materiais significativos e impactantes em todas as oportunidades, com o objetivo de construir um futuro mais igualitário e positivo para a nossa comunidade.

Sua presença e participação desempenham um papel vital na realização dessa missão. Agradeço por ser um membro ativo deste movimento e por compartilhar comigo esta jornada de aprendizado e crescimento fraterno. Juntos, estamos construindo um espaço onde a voz de nossa comunidade é celebrada e amplificada.

Diego Silva – Produtor executivo do Parentalidade Preta

Nesta edição você vai encontrar um conteúdo exclusivo, que foi gerado a durante o último mês a partir de trocas e conversas, bem como ficar por dentro do que vem acontecendo nesse universo. Na seção “Destaque da quinzena”, o texto “O Show do Absurdo” provoca a ideia de papéis e expectativas de gênero. “Para Praticar” falamos sobre o conceito de raça para crianças. No nosso programa Afrocentricidade em 12 passos, vamos nos debruçar sobre o Reino de Gana, sobre os Ashanti, falar sobre John Henrik Clarke e Nei Lopes. Em Outra História, a Criação do TEN (Teatro Experimental do Negro (TEN). Por fim, Voltando no tempo, vou te dar umas boas razões para ouvir um episódio antigo do Podcast Parentalidade Preta.

Destaque da quinzena

O Show do Absurdo

Uma das trocas mais potentes do PP dos últimos dias.

Eu tenho muito medo desses podcast que dão voz para qualquer um só PQ esses absurdos engajam! Quem tem um podcast igual o seu trabalho maravilhoso, tem responsabilidade sobre quem ele leva lá, não dá para só soltar uma notinha depois falando que não concordo com o que os convidados falam! 😢

Thalita Fiore

Podcast Questionável Agita as Redes Sociais

Nas profundezas das redes sociais, um comentário que se julgava ser a pérola da sabedoria provocou uma tempestade na xícara de chá na página inicial do perfil parentalidade_preta no Instagram. O foco de toda essa comoção estava relacionado a um vídeo ou podcast que, ao que parece, mergulhou nas águas turvas da masculinidade e do gênero. As reações dos seguidores foram mais diversas do que um arco-íris em um dia chuvoso, revelando o quão delicado é o equilíbrio dessa discussão.

Alguns pareciam estar absolutamente chocados com o conteúdo, questionando se os criadores de podcasts têm alguma noção do que estão fazendo quando dão voz a ideias potencialmente desastrosas. Parece que eles acreditam que, em um mundo onde qualquer bobagem pode virar tendência, os responsáveis pelo conteúdo devem, bem, ser responsáveis pelo que compartilham. Uma ideia totalmente maluca, não é?

Mas, claro, não faltaram aqueles que preferiram o sarcasmo como arma, optando por zombar das ideias apresentadas. Afinal, é sempre mais fácil rir do que chorar, especialmente quando se depara com perspectivas que desafiam o bom senso. Outros, mais iluminados, enfatizaram a importância de aguçar a inteligência e a perspicácia ao combater essas ideias controversas.

Essa discussão hilariante nos lembra que as redes sociais são o palco perfeito para teatros de opiniões e debates acalorados, mesmo sobre tópicos tão intricados quanto a masculinidade e o gênero. E quem diria que a responsabilidade dos criadores de conteúdo seria o clímax da história? No final das contas, esse episódio nos mostra como as redes sociais podem ser um playground para debates inusitados sobre valores, responsabilidade e igualdade de gênero.

Para praticar

Aqui vamos abordar aspectos práticos para uma criação racializada.

A introdução do conceito de raça para crianças é uma tarefa complexa e delicada. É essencial abordar esse assunto de maneira sensível e educativa, proporcionando às crianças uma compreensão saudável e inclusiva da diversidade racial desde cedo. Nesta abordagem, destacaremos alguns aspectos importantes a serem considerados ao discutir raça com as crianças. Nas próximas edições vamos abordar e adentrar um pouco mais em cada tópico.

Família e Conversas Sobre Raça: Construindo Compreensão e Inclusão

1. A importância da diversificação na mídia:

Consumir mídia diversificada é um passo fundamental na busca por uma visão mais completa e inclusiva do mundo ao nosso redor. Filmes, programas de TV e documentários desempenham um papel significativo na forma como percebemos e entendemos as experiências de diferentes grupos raciais. Portanto, é essencial que busquemos uma variedade de narrativas e elencos diversos para enriquecer nossa compreensão da sociedade.

2. Narrativas autênticas e representação precisa:

Ao assistir a produções que apresentam narrativas autênticas de diversas comunidades raciais, estamos contribuindo para uma representação mais precisa e respeitosa. Isso permite que as vozes e histórias sub-representadas sejam ouvidas e valorizadas, promovendo um senso mais genuíno de empatia e compreensão entre diferentes grupos étnicos.

3. Desafiar estereótipos prejudiciais:

O consumo de mídia diversificada também nos dá a oportunidade de desafiar e desconstruir estereótipos prejudiciais que muitas vezes são perpetuados na cultura popular. Ao ver personagens complexos e multidimensionais de diferentes origens raciais, podemos questionar preconceitos e conceitos errôneos que possamos ter.

4. Ampliação de perspectivas:

A diversificação da mídia permite que tenhamos acesso a uma ampla gama de perspectivas e experiências de vida. Isso não apenas nos enriquece culturalmente, mas também nos ajuda a compreender as lutas e triunfos que muitas comunidades raciais enfrentam diariamente. Essa compreensão é fundamental para construir uma sociedade mais inclusiva.

5. Fomentar o diálogo e a empatia:

Quando consumimos mídia diversificada, estamos melhor preparados para participar de discussões significativas sobre questões raciais. Isso nos ajuda a desenvolver empatia e a comunicar nossas próprias ideias com respeito e compreensão em conversas sobre racismo, diversidade e inclusão.

6. Um passo em direção a uma sociedade mais inclusiva:

Ao valorizar e apoiar produções que promovem a diversidade, estamos contribuindo para a criação de um mundo em que todas as vozes sejam ouvidas, respeitadas e representadas de maneira significativa. Portanto, ao assistir a uma variedade de filmes, programas de TV e documentários, estamos fazendo uma diferença real em nossa compreensão do mundo e na promoção da igualdade racial.

Sejamos agentes de mudança na vida de nossos pequenos!

Afrocentricidade em 12 passos

Este programa de 12 etapas tem como objetivo introduzir crianças ao conceito de afrocentricidade, promovendo uma compreensão positiva e empoderadora da cultura Afrodiaspórica. O objetivo desse programa é apresentar a Pais, Professores e cuidadores, o conceito e o desenvolvimento da afrocentricidade nas abordagens da criação. Através da exploração da história, literatura, arte e música, levantaremos questionamentos no sentido de valorizar a identidade racial e étnica. Quero, com esse programa, oferecer ferramentas para o investimento em uma criação racializada. Levantaremos em 12 ações discussões e trocas a respeito desse tema tão importante para o desenvolvimento de crianças Pretas.

Nesse Programa, abordaremos sempre ações práticas de atividades, uma civilização africana potente, um grupo étnico africano que veio para o Brasil através da diáspora, um pensador estrangeiro e um brasileiro, bem como um pouco dos seus trabalhos. Em seguida, um cronograma de atividades para serem realizadas com crianças durante o mês.

Etapa 5: Conscientização sobre o racismo

  • Fale sobre o racismo e explique que algumas pessoas são tratadas injustamente devido à sua cor de pele.
  • Enfatize a importância de tratar todas as pessoas com respeito e igualdade.

Resgatando a Grandeza: Valorização da História Afrodiaspórica e seus Protagonistas Inspiradores

O racismo é um problema social que afeta muitas pessoas ao redor do mundo, em diferentes contextos. É importante conscientizar as crianças sobre essa questão e explicar que algumas pessoas são tratadas injustamente devido à sua cor de pele. No entanto, é fundamental enfatizar a importância de tratar todas as pessoas com respeito e igualdade, independentemente de sua cor ou origem étnica. Para promover essa conscientização, podemos explorar diferentes aspectos históricos e culturais relacionados ao racismo, como o Império do Gana, o povo Ashanti, John Henrik Clarke e Nei Lopes.

O Império de Gana, localizado na região da África Ocidental, foi um dos primeiros grandes impérios da região. Ele prosperou entre os séculos VIII e XI e se destacou por seu poder econômico e influência cultural. Ao aprender sobre o Império de Gana, as crianças podem compreender como essa civilização africana contribuiu para a história e a cultura mundial. Além disso, é importante destacar que o império de Gana foi alvo de exploração e discriminação por parte dos europeus, o que evidencia as consequências do racismo na história.

Outro grupo étnico relevante para o tema é o povo Ashanti, originário do antigo Reino de Ashanti, que hoje faz parte de Gana. Os Ashanti têm uma rica cultura e história, e sua contribuição na cultura brasileira é notável. Durante o período da escravidão, muitos africanos trazidos ao Brasil eram originários de regiões controladas pelos Ashanti. Seus costumes, crenças, música e danças foram preservados e incorporados às tradições afro-brasileiras, como o samba de roda e o jongo. Ao explorar a cultura e a história dos Ashanti, as crianças podem entender como diferentes grupos étnicos contribuíram para a formação da sociedade brasileira.

John Henrik Clarke foi um renomado historiador e escritor afro-americano que dedicou sua vida a estudar a história africana e afrodescendente. Seu trabalho desempenhou um papel fundamental na revalorização da história africana e na luta contra o racismo. Ao apresentar às crianças o trabalho de Clarke, é possível inspirá-las a buscar conhecimento sobre a história africana e a compreender a importância de reconhecer e respeitar a diversidade cultural.

Nei Lopes, por sua vez, é um importante intelectual e ativista brasileiro que tem contribuído para a valorização da cultura afro-brasileira. Como escritor, compositor e pesquisador, Nei Lopes traz à tona temas como a ancestralidade, o racismo e a importância da preservação das tradições afro-brasileiras. Ao abordar a obra de Nei Lopes, as crianças podem refletir sobre as desigualdades raciais presentes na sociedade brasileira e se engajar na luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

Conscientizar as crianças sobre o racismo e a importância de tratar todas as pessoas com respeito e igualdade é fundamental para construir uma sociedade mais inclusiva e livre de preconceitos. Explorar diferentes aspectos históricos e culturais relacionados ao racismo, como o Império do Gana, o povo Ashanti, John Henrik Clarke e Nei Lopes, oferece uma base sólida para que as crianças compreendam a complexidade do tema e se tornem agentes de mudança em prol da igualdade racial.

Atividades: 

Semana 1: Atividade: Explorando o Império do Gana

  • Apresentar o Império de Gana e sua importância histórica e cultural.
  • Discutir como o Império de Gana contribuiu para a história mundial e as consequências do racismo na sua trajetória.
  • Promover uma atividade de criação, como desenho ou maquete, que represente aspectos do Império de Gana e suas realizações.

Semana 2: Atividade: Conhecendo o povo Ashanti

  • Apresentar o povo Ashanti e sua rica cultura e história.
  • Explorar a influência dos Ashanti na cultura brasileira, especialmente nas tradições afro-brasileiras.
  • Organizar uma atividade de dança ou música inspirada nas tradições do povo Ashanti, como o samba de roda ou o jongo.

Semana 3: Atividade: Descobrindo John Henrik Clarke

  • Apresentar a vida e o trabalho de John Henrik Clarke, destacando sua contribuição para o estudo da história africana e afrodescendente.
  • Promover uma discussão sobre a importância de reconhecer e valorizar a diversidade cultural.
  • Propor uma atividade de pesquisa, na qual as crianças possam explorar um tema da história africana e compartilhar suas descobertas.

Semana 4: Atividade: Inspirados por Nei Lopes

  • Introduzir a obra de Nei Lopes, enfatizando sua luta pela valorização da cultura afro-brasileira e a conscientização sobre as desigualdades raciais.
  • Estimular as crianças a expressar suas ideias e sentimentos sobre igualdade racial através de atividades artísticas, como escrever um poema ou compor uma música.
  • Organizar uma roda de conversa para que as crianças possam compartilhar suas reflexões e inspirar-se mutuamente.

Durante cada semana, além das atividades propostas, é importante reservar um tempo para discussões, perguntas e reflexões sobre o tema do racismo, a igualdade racial e o respeito à diversidade. O objetivo é promover a conscientização das crianças sobre essas questões e incentivá-las a se tornarem agentes de mudança em suas comunidades, valorizando a igualdade, o respeito e a justiça para todas as pessoas, independentemente de sua cor de pele ou origem étnica.

Entrevista desta edição

Infelizmente, nessa edição não teremos entrevista. Retomamos na próxima.

Outra História

A criação do Teatro Experimental do Negro (TEN), no Rio de Janeiro, em 1944, marcou um momento histórico significativo na cultura brasileira e na luta por representatividade e igualdade racial. Fundado por Abdias do Nascimento, poeta, dramaturgo e ativista negro, o TEN tinha como objetivo principal proporcionar uma plataforma para artistas negros e promover a representação positiva e autêntica da comunidade afro-brasileira nas artes cênicas.

O TEN surgiu em um contexto em que a segregação racial e o preconceito eram desafiadores obstáculos enfrentados pelos artistas negros no Brasil. A falta de oportunidades e a representação estereotipada nos palcos eram comuns, refletindo uma sociedade que marginalizava e subestimava a contribuição cultural e artística da população negra.

Com a criação do TEN, Abdias do Nascimento e outros membros fundadores buscaram romper com esse status quo. O teatro se tornou um espaço de resistência e afirmação da identidade negra, apresentando peças que abordavam questões raciais e sociais de maneira provocativa e impactante. Além disso, o TEN desempenhou um papel importante na formação de atores, diretores e dramaturgos negros, proporcionando oportunidades de aprendizado e desenvolvimento artístico.

Ao longo de sua existência, o Teatro Experimental do Negro produziu peças notáveis, como “O Imperador Jones” e “Sortilégio”, que abordaram temas de discriminação racial, opressão e resistência. Essas produções desafiaram a narrativa dominante da época e abriram caminho para uma representação mais inclusiva nas artes cênicas brasileiras.

O legado do TEN transcende sua existência histórica. O teatro foi pioneiro na promoção da diversidade e da representação racial nos palcos brasileiros, influenciando gerações subsequentes de artistas e contribuindo para a luta contínua por igualdade racial e justiça social no Brasil. Seu impacto é um testemunho do poder das artes para desafiar preconceitos e inspirar mudanças sociais.

Datas importantes desse mês:

OUTUBRO
Dia 01– Fundado o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAFRO). São Paulo/SP (1980).
Dia 07– Dia de Nossa Senhora do Rosário, patrona dos negros.
Dia 11– Nasce Agenor de Oliveira, o Cartola, cantor e compositor negro, figura entre os maiores representantes da Música Popular Brasileira. Rio de Janeiro/RJ (1908).
Dia 12– Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, considerada protetora dos negros. São Paulo/SP (1717).
Dia 13– Criação do Teatro Experimental do Negro (TEN). Rio de Janeiro /RJ (1944)
Dia 18– Nasce Grande Otelo, ator de cinema e TV e um dos ícones da cultura negra. Rio de Janeiro/RJ (1915).

Outubro é um mês marcado por datas significativas na história e cultura negra brasileira. Neste mês, celebramos importantes eventos e figuras que moldaram a identidade afro-brasileira ao longo dos anos.

No dia 1º de outubro, em 1980, foi fundado o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAFRO) em São Paulo. Essa iniciativa desempenhou um papel fundamental na promoção da pesquisa e educação sobre a história e a cultura afro-brasileira, contribuindo para uma maior compreensão das raízes africanas no Brasil.

No dia 7 de outubro, comemoramos o Dia de Nossa Senhora do Rosário, a patrona dos negros. Essa celebração é uma ocasião para honrar a devoção religiosa que desempenhou um papel vital nas comunidades negras ao longo da história brasileira.

Em 11 de outubro, nasceu uma lenda da música brasileira, Agenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola. Ele é reconhecido como um dos maiores representantes da Música Popular Brasileira e deixou um legado valioso que continua a inspirar músicos e amantes da música até hoje.

O dia 12 de outubro é dedicado a Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, que também é considerada a protetora dos negros. Esta data é um momento de celebração e fé, especialmente entre as comunidades afro-brasileiras.

No dia 13 de outubro, relembramos a criação do Teatro Experimental do Negro (TEN) em 1944, no Rio de Janeiro. O TEN desempenhou um papel fundamental na promoção da representação negra nas artes cênicas, contribuindo para uma maior visibilidade da cultura negra na sociedade brasileira.

Finalmente, em 18 de outubro, celebramos o nascimento de Grande Otelo, um dos ícones da cultura negra no Brasil. Ele foi um destacado ator de cinema e TV e deixou uma marca indelével na história do entretenimento brasileiro.

Essas datas e eventos destacam a importância da história e da cultura afro-brasileira, enfatizando a riqueza das contribuições da comunidade negra para a diversidade cultural do Brasil.

Voltando no tempo

Nessa coluna, vou compartilhar insights e abordagens sobre as trocas que já foram ao ar no Podcast Parentalidade Preta.

[parenta] #5 – Infância – Katiúscia Ribeiro

Nessa troca:

Através dessas perguntas, somos desafiados a refletir sobre temas profundos relacionados à infância, cultura e mudanças sociais. Primeiramente, questionamos quais culturas africanas historicamente deram mais ênfase à importância da infância e por quê. Esta indagação nos leva a considerar como diferentes sociedades africanas abordaram o conceito de infância ao longo do tempo e como isso influenciou sua visão sobre as crianças.

Uma questão subsequente nos leva a explorar as diferenças no entendimento da infância entre as culturas africanas e ocidentais, especificamente em relação ao patriarcado. Isso nos leva a questionar como as estruturas patriarcais podem moldar a percepção da infância em diferentes contextos culturais.

Outro ponto intrigante é a transferência do conceito de ancestralidade para as crianças. Como podemos transmitir essa ideia complexa às gerações mais jovens? Isso levanta questões sobre educação, tradição e o papel da família na formação da identidade cultural das crianças.

A questão sobre se dizer que as crianças são o futuro está correta ou errada nos faz pensar sobre a espiralidade do tempo e como a concepção do tempo pode variar entre culturas e gerações. Isso nos leva a refletir sobre como a visão do futuro impacta nossas ações no presente.

Por fim, a pergunta sobre como criar crianças pretas conscientes de sua agência na história e como isso poderia mudar o mundo nos convida a considerar o poder da educação e da identidade cultural na formação de indivíduos e na transformação da sociedade. Esses questionamentos nos desafiam a explorar perspectivas diversas e aprofundar nossa compreensão da infância, cultura e história.

Ouça o episódio na íntegra:

Até breve!

Diego Silva

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