Eu Te Amo, Homem Preto!

Julho – 2023

Ações práticas para masculinidades negras saudáveis

Em julho, se comemora o dia do homem no Brasil, uma data comerceial que gera algumas reflexões.

A minha proposta para esse mês é que reflitamos de maneira segura e honesta para aqueles que vieram, aqueles que estão e para aqueles que ainda virão. A ideia aqui é propor caminhos.

Toda a comunidade está convidada para essa construção que vai passar daqui até o Podcast Parentalidade Preta.
Fique de olho.
Diga para alguém hoje: EU TE AMO, HOMEM PRETO!

Vivemos em uma sociedade que precisa de muito esforço para humanizar vivências negras, mais ainda as ditas masculinidades negras.

É um exercício necessário e intencional destacar referências negras positivas e saudáveis para que o referencial seja correto e meninos Pretos cresçam tendo em que se espelhar.

Não há necessidade de exemplos mirabolantes. Isso pode ir de Malcom X ou Abdias do Nascimento até o Cobrador de Ônibus simpático ou o mais humilde rapaz dos serviços gerais, que sempre abre um sorriso e acena pras nossas crias.

Positividade é uma referência para os nossos pequenos. Não se construirá uma nova geração de Homens Pretos a partir de um referencial de escassez. Somos um Povo RICO. A gente só precisa se validar e organizar.

Compartilha uma referência sua pra gente montar esse quadro. Quais ações você pratica para dar boas referências? Bora?

EU TE AMO, HOMEM PRETO!

Quer dar um presente a um Menino Preto? Dê um futuro.

Antes de qualquer coisa, preciso para a construção que proponho aqui, situar que a demanda de desconstrução que é imposta a homens em geral, sem fazer distinção de raça, segue uma agenda embranquecida.

Isto posto, pra esse projeto que estou desenvolvendo aqui no PP (que é como vou chamar o Parentalidade Preta de agora em diante para poupar caracteres) vou admitir que qualquer construção de masculinidade ocidental que possa ser evocada na aproximação do meu conteúdo vai acabar sendo equivocada e obsoleta. Uma vez que venho aqui falar de uma criação Racializada.

Muito pouco vai adiantar darmos bonecas pretas, para nossos meninos, falarmos do cultivo do blackinho poderoso ou do orgulho da cor, se não houver uma identificação racial objetiva dessa identidade. Quero dizer que em nada vai adiantar se ele tiver tudo isso e não souber que é Preto. Souber da sua cor, da cor dos pais e das pessoas que o cercam.

Quase nada vai ser incrível, quando a sua criação disruptiva, desconstruída, prafrentex, positiva, respeitosa e etc, fizer com que seu filho não saiba respeitar a diferença das raças e principalmente, não souber a sua própria cor. Alguém vai ensinar.

Mas o que tem o Cuidado a ver com isso?

Mais que normalizar uma boneca Preta, procure normalizar homens pretos cuidando. Incentive e destaque narrativas. Se você é pai, esteja próximo fazendo questão de que a sua presença seja notada, se você é mãe, incentive a percepção da presença dessa presença. Sabemos que a construção da sociedade como está não é amistosa para que Homens negros desenvolvam a vulnerabilidade, façamos isso dentro dos nossos espaços.

Não somente pais presentes, mas a figura do cuidado pode se desenvolver em qualquer homem que se disponha a fazer com que um menino Preto entenda que o nosso lugar não é o da falta.

Se você é ou está ausente, aPresente-se, se desculpe e volte. Se você é presente, cuide de si para cuidar dos outros. A próxima geração de Homens Pretos precisa de você. Não imitemos os nossos algozes. Nós somos o povo da fartura. Seja um orixá em vida.

A sua benção!?

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Saudações!
O tema da saúde mental é de extrema importância nos dias atuais, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) define a saúde mental como um estado de bem-estar em que o indivíduo é capaz de utilizar suas habilidades, lidar com o estresse diário, ser produtivo e contribuir para a comunidade. É essencial compreender que a saúde mental vai além da ausência de doenças mentais.
Nossa jornada começa ao explorar os sistemas responsáveis pela manutenção da nossa saúde emocional, localizados no cérebro, um órgão complexo e fundamental para nosso funcionamento. Para entender sua evolução, devemos voltar bilhões de anos, em um planeta muito diferente do atual. Nesse cenário hostil, onde a presença de oxigênio era mínima e a radiação solar mortal, surgiu a vida em ambientes aquáticos. O processo evolutivo gradual levou ao desenvolvimento de células procariontes e eucariontes, posteriormente seguidas pelo surgimento de células nervosas primitivas capazes de transmitir sinais elétricos.
Ao longo de milhões de anos, organismos multicelulares primitivos com células nervosas organizadas em redes evoluíram, resultando em organismos com sistemas nervosos mais complexos, como invertebrados com gânglios nervosos. O processo evolutivo continuou, e surgiram organismos com cérebros primitivos e neurônios mais especializados. Com o passar do tempo, desenvolveram-se cérebros maiores e estruturas cerebrais mais complexas, culminando no Homo sapiens, com cérebros altamente desenvolvidos e neurônios sofisticados.
Entretanto, mesmo com toda a complexidade do cérebro, existe um fator que pode afetar negativamente a saúde mental: o estresse. O estresse crônico, causado por diversas situações adversas da vida, desencadeia uma produção excessiva de espécies reativas de oxigênio, levando a danos celulares, inflamação, doenças crônicas e envelhecimento precoce, além de poder contribuir para o desenvolvimento da depressão.
A depressão é uma condição complexa, resultante da interação entre fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Desequilíbrios ou disfunções nos neurotransmissores, como serotonina, noradrenalina e dopamina, podem desempenhar um papel importante na depressão, assim como alterações na sensibilidade ou quantidade de receptores para esses neurotransmissores. Além disso, processos como a neurogênese, inflamação e estresse oxidativo também estão relacionados à depressão.
É importante lembrar que a depressão é uma condição individual e complexa, podendo variar de pessoa para pessoa. Além dos aspectos químicos, fatores psicossociais, como eventos estressantes, histórico familiar, traumas e características individuais, também influenciam o desenvolvimento e a manifestação da doença. O tratamento eficaz da depressão geralmente envolve uma abordagem multidimensional, que inclui terapia, medicamentos, suporte social e mudanças no estilo de vida.
Investir na saúde mental é fundamental para uma vida plena e equilibrada. A prevenção e a manutenção do bem-estar psicológico são essenciais para enfrentar os desafios cotidianos e promover uma vida saudável. A compreensão dos mecanismos e fatores relacionados à saúde mental nos permite buscar estratégias e intervenções adequadas, visando a promoção do bem-estar emocional e a prevenção de doenças mentais.

“Em pelo menos seis estados brasileiros, uma pessoa negra é m0rta em ações policiais a cada quatro horas. É o que aponta o estudo da Rede de Observatórios da Segurança, intitulado ‘Pele alvo: a cor da violência policial’, que foi divulgado nesta terça-feira (14), com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação.

A pesquisa detalha a situação de cada região do Brasil. Foram 2.653 m0rtes provocadas pela polícia, sendo 82,7% delas de pessoas negras.

Entre os estados do país, o Rio de Janeiro é o que mais apresenta h0micídios de pessoas negras, em números absolutos, durante ações policiais, com 939 registros entre os 1092 m0rtos que tiveram a cor informada. São Paulo, estado mais populoso do país, apresenta o segundo maior número de ass4ssinatos de pessoas negras.”

Lucas Janone e Mylena Guedesda CNN

Rio de Janeiro
14/12/2021 às 18:39

Você provavelmente poderia ter conhecido um desses caras ou ele poderia estar aqui falando conosco.
Se um deles fosse pai, seria, hoje, um pai ausente e deixaria uma mãe solo.

Como sempre digo aqui: se vamos falar de paternidades ausentes, não podemos esquecer esses manos. Lembre-se deles quando vir anúncio de skincare, camisa de marca, perfume ou creme de barbear hoje.

Outro dia a gente fala de população carcerária e m0rte por doenças curáveis, baixo índice de escolaridade ou empregabilidade. Até porque essa igualdade estatística, nenhuma agenda quer.

Feliz dia do homem, meu irmão! Se você leu isso é porque ainda estamos vivos. EU TE AMO, HOMEM PRETO!

Aos homens (PR3T05) são dadas tantas lágrimas quanto às mulheres.

Mas como somos proibidos de derramá-las, m0rremos muito antes das mulheres, com o coração explodindo, a pressão sanguínea subindo ou o fígado consumido pelo álcool, porque aquele lago de dor dentro de nós não tem saída.

Nós, homens, morremos porque nossos rostos não foram regados o suficiente.”

Muito mais que evitar pedir a meninos PR3T0S que não chorem, devemos ensinar quando chorar.
O mundo ainda não é um local amistoso para eles, precisamos entender essas subjetividades para que possamos ser locais seguros. Como você se prepara pros nossos meninos PR3T0S?

Vamos fazer isso juntos?

Arte de @ilustrablack (siga!!)
Trecho adaptado de “Canção da Praia” de Par Conroy.
Sobre Paternidades Pretas, ouça a série {mergulho} aqui do Podcast Parentalidade Preta.

Valorização da Autoimagem: Fortalecendo a Identidade dos Jovens Negros

A valorização da autoimagem é fundamental para os adolescentes e jovens negros construírem uma identidade positiva. Influenciados por estereótipos negativos e pressões sociais, é essencial promover uma imagem saudável e desafiar padrões prejudiciais. O objetivo é melhorar a autoestima e a confiança desses jovens.

Promovendo uma imagem positiva:

Incentivar o amor próprio e a aceitação é crucial. Por meio de conversas sobre acolhimento, é possível criar um espaço seguro para reflexão, discussão e expressão das emoções. Celebrar a diversidade racial e a individualidade ajuda a fortalecer a autoimagem positiva.

Desafiando estereótipos negativos:

Os adolescentes negros enfrentam estereótipos relacionados à aparência e identidade racial. Remover essas ideias preconceituosas é essencial. Debates abertos permitem questionar e superar esses estereótipos, construindo uma visão inclusiva e diversa da identidade negra.

Melhorando a autoestima e a confiança:

Autoestima e confiança são pilares para o desenvolvimento saudável. Apresente modelos negros bem-sucedidos ajudam a fortalecer esses jovens, mostrando exemplos de superação e conquistas. A valorização de modelos positivos de masculinidade e feminilidade negras é essencial para que desenvolvam confiança em suas próprias habilidades e potencial.

Valorizar a autoimagem é um processo multidimensional que demanda esforços coletivos. Ao promover uma imagem positiva, quebrar estereótipos e fortalecer a autoestima e a confiança dos jovens negros, ajudamos a construir uma identidade sólida e resistente a influências negativas.

Por meio do compromisso com a valorização da diversidade e igualdade, podemos criar um ambiente inclusivo onde todos possam prosperar tendo como ponto inicial a Negritude e sua valorização.

Conhece modelos que podemos usar para inspirar nossos meninos? Deixa aqui nos comentários. Bora fazer isso juntos?

Eu Te Amo, Homem Preto!

Quebrando Estereótipos: Fortalecendo a Identidade da Juventude Negra

A quebra de estereótipos é essencial para a juventude negra, que muitas vezes é alvo de preconceitos e visões limitadas. Ao desafiar esses estereótipos, buscamos promover uma visão mais inclusiva, empoderada e compassiva da identidade e potencial dos jovens negros.

Desafiando estereótipos negativos:

A conscientização e a desconstrução dos estereótipos negativos associados à juventude negra são etapas cruciais. Diálogos abertos, debates e discussões construtivas são ferramentas para compartilhar experiências, desafiar percepções equivocadas e promover uma visão mais realista e abrangente da juventude negra. Essa conscientização possibilita a substituição de estereótipos e a promoção de uma visão mais positiva e diversificada.

Promovendo uma visão inclusiva e empoderada:

Uma vez que os estereótipos são questionados, é importante promover uma visão inclusiva e empoderada da identidade e potencial dos jovens negros. Através de programas educacionais, eventos culturais e exposições, ou simples observações podemos celebrar as conquistas e a diversidade da juventude negra. Destacar exemplos positivos em diferentes áreas, como ciência, arte e empreendedorismo, inspira outros jovens e desafia as limitações impostas pelos estereótipos.

Fomentando a empatia e a compreensão mútua:

A quebra de estereótipos não é apenas uma responsabilidade da juventude negra, mas um esforço coletivo em direção a uma sociedade mais inclusiva. A troca de conhecimento ajuda a construir pontes de compreensão, desconstruir preconceitos e construir uma sociedade mais justa. A validação de diferentes subjetividades positivas é um caminho muito potente (ninguém é homem do mesmo jeito).

Apresente exemplos positivos de Masculinidades Negras de várias instâncias e origens diferentes. A questão aqui é criar referências para uma nova geração.

Quais referências de quebra de esteriótipos você oferece pras crias? Gostaria de compartilhar conosco?

Sexualidade Saudável para Jovens Negros: Desafiando a P0rnografia Irreal

Este texto busca promover uma sexualidade saudável entre jovens negros, combatendo padrões irreais disseminados pela pornografia. Educar, informar e desafiar tais estereótipos são objetivos fundamentais. Visa fornecer informações sobre consentimento, saúde sexual, prevenção de DSTs e promover relacionamentos respeitosos.

Educação sobre sexualidade saudável:

Jovens negros devem receber uma educação abrangente sobre sexualidade, abordando anatomia, fisiologia, orientações sexuais, identidades de gênero, consentimento e contracepção. Prioriza-se a construção de relacionamentos saudáveis baseados no respeito mútuo.

Relacionamentos consensuais e consentimento:

A cultura do consentimento é essencial para evitar relacionamentos tóxicos. Discutir limites e respeito às escolhas do outro é fundamental para relações saudáveis e evitar situações prejudiciais.

Saúde sexual e prevenção de DSTs:

A conscientização sobre saúde sexual é crucial para decisões responsáveis. Informações sobre contraceptivos e testes de DSTs devem ser disseminadas, incentivando o acesso a serviços de saúde e eliminando estigmas.

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Desafiando padrões irreais da p0rn0grafia:
A pornografia cria expectativas irreais sobre sexualidade e o corpo. É importante desafiar esses padrões, enfatizando que não refletem a realidade dos relacionamentos sexuais. Buscar representações mais realistas é essencial. DESTACAR O PAPEL QUE É IMPUTADO A PESSOAS PRETAS NESSE TIPO DE CONTEÚDO.

Promover uma sexualidade saudável entre jovens negros é fundamental para sua saúde e bem-estar. Ao educar, informar e desafiar padrões irreais da pornografia, estamos capacitando-os a construir relacionamentos respeitosos e uma sociedade mais igualitária.

Tem algo pra acrescentar? Deixa nós comentários. Vamos ampliar esse repertório.

Novo episódio do Cantinho do Café!

Masculinidades Pretas são o destaque do mês no Cantinho do Café, o programa especial da Parentalidade Preta. É hora de humanizar os nossos para uma nova geração de referências.

Neste espaço virtual, convido você a mergulhar nas histórias e experiências compartilhadas pela nossa comunidade. É um local seguro onde podemos nos escutar, nos enxergar e fortalecer os laços.

A cada mês, eu (Diego) convido pessoas a compartilharem suas histórias através de dois áudios de um minuto, enviados via DM no Instagram. Essas histórias resumidas são carregadas de significado e fornecem um valioso compartilhamento entre os participantes e a audiência.

No Cantinho do Café deste mês, vamos explorar o tema “Eu Te Amo, Homem Preto!” . É uma oportunidade incrível de conhecer histórias de pessoas com narrativas positivas e afetuosas.

Não perca a chance de se envolver! Fique de olho no Parentalidade Preta e participe do próximo episódio compartilhando seu próprio relato sobre o tema próximo tema. Junte-se a nós nessa jornada de conexão e conhecimento.

Se você ama um Homem Preto, compartilhe.

Nesta troca exploraremos a temática da masculinidade preta, uma expressão complexa e diversa que desafia estereótipos culturais e busca representatividade nas redes sociais. Através do “Canal do Preto Gordo” no Instagram, homens negros encontram espaço para empoderar-se e redefinir os conceitos tradicionais de masculinidade, enfrentando desafios impostos pela sociedade.

A masculinidade preta é uma vivência multifacetada que se entrelaça com a identidade racial e de gênero. Homens negros são influenciados por experiências culturais e históricas que moldam suas visões individuais sobre masculinidade. O “Canal do Preto Gordo” surge como uma plataforma inclusiva, que permite a esses homens explorarem e expressarem suas identidades de forma autêntica e livre de preconceitos.

A autoestima desempenha um papel essencial na discussão sobre a masculinidade preta. Promover uma autoestima saudável é fundamental para que homens negros se sintam seguros em suas identidades e corpos, enfrentando os estigmas sociais como a gordofobia e o racismo. Através de mensagens inspiradoras e positivas, o “Canal do Preto Gordo” busca fortalecer a autoaceitação e encorajar uma mentalidade mais positiva sobre a aparência física.

A busca pela representatividade na mídia e nas redes sociais é um desafio constante para homens negros. O “Canal do Preto Gordo” procura desconstruir a narrativa restritiva que valida apenas um tipo de beleza para corpos pretos, lutando contra a imposição de padrões eurocêntricos de beleza. O objetivo é valorizar a diversidade de corpos e reafirmar que a beleza está intrinsecamente ligada à individualidade.

A família desempenha um papel importante na formação da autoestima e identidade de homens negros. O apoio e aceitação dentro do ambiente familiar contribuem para fortalecer a confiança e o senso de pertencimento desses indivíduos. Encorajar a autenticidade e desconstruir padrões tradicionais de masculinidade são passos fundamentais para que os homens pretos se sintam à vontade para abraçar suas singularidades e desenvolver sua masculinidade de forma genuína e empoderada.

A compreensão da masculinidade não pode ser desvinculada das complexas interações entre raça, classe e gênero. É hora de nos questionarmos: será que nossa noção atual de masculinidade é verdadeiramente representativa de todas as experiências masculinas?

Assim o trabalho de Oyèrónke Oyewùmí (Professora Associada de Sociologia na SUNY Stony Brook, EUA, nascida na Nigéria e estudou na Universidade de Ibadan e na Universidade da Califórnia em Berkeley) destacou, é vital perceber que a masculinidade não pode ser universalizada e imposta a todas as culturas sem levar em conta suas particularidades e contextos.

Por muito tempo, a visão hegemônica do Ocidente sobre o que é ser um homem moldou e influenciou as expectativas sociais em várias partes do mundo. No entanto, é essencial compreender que existem diversas masculinidades que emergem das diferentes raízes culturais e históricas das comunidades.

Racializando esse conceito, estamos ampliando a perspectiva e dando voz às identidades masculinas que foram marginalizadas e ignoradas ao longo da história. Isso nos permite reconhecer que experiências e expectativas masculinas variam significativamente em diferentes comunidades e contextos raciais.

Quando analisamos as dinâmicas de poder e privilégio associadas à masculinidade, percebemos que essas estruturas também são moldadas pela raça. Homens negros, por exemplo, podem enfrentar estereótipos prejudiciais que os associam a perigosidade, afetando suas interações sociais e oportunidades de vida.

A racialização da masculinidade nos convida a compreender como questões de raça e gênero se entrelaçam, influenciando a forma como os homens de diferentes grupos étnicos são percebidos e tratados na sociedade.

Devemos avançar para uma compreensão mais profunda e empática da masculinidade, onde reconhecemos e valorizamos as múltiplas formas de ser homem em diversas comunidades e contextos raciais. Isso significa desafiar os estereótipos limitantes e permitir que homens de Pretos se expressem e vivam sua masculinidade autenticamente, sem medo de serem julgados ou excluídos.

Fica uma pergunta importante para essa construção:

Você quer que o seu filho seja homem igual a quem o atravessa?

Setembro – 2023

Querido amigo,

Damos as boas-vindas ao “Eu Te Amo, Homem Preto: notas práticas de cuidado para além do setembro amarelo”! Este projeto é um abraço virtual que tem como objetivo principal nutrir a saúde mental e o bem-estar emocional entre homens Negros. Queremos ressaltar a importância do autocuidado, da comunicação aberta e do apoio mútuo.

Nossa Missão:

Nossa missão é construir um refúgio seguro e amoroso onde os homens negros possam livremente explorar suas emoções. Queremos, humildemente, oferecer recursos e sugestões para ajudá-los a enfrentar desafios emocionais e fortalecer os laços familiares. Sem contudo substituir o apoio profissional (que é primordial para essa construção).

No “Eu Te Amo, Homem Preto,” acreditamos que a jornada em direção ao bem-estar emocional começa com amor próprio e com a compreensão de que você é apoiado e valorizado. Junte-se a nós enquanto embarcamos nessa jornada de cuidado e afeto.

Nos encontramos por aqui. Ative as notificações pra gente ir conversando um pouco nesse local seguro que estamos cultivando.

Vamos sem cerimônias, formalidades e de maneira dinâmica, desenvolvendo aqui nas trocas mesmo para que todos possam acessar.

Esse conteúdo é direcionado para homens Pretos e Negros de todas as idades, gêneros e orientações sexuais. Se você quer desenvolver algo nessa roda, fique à vontade, deixe seu tópico. TODOS aqui vão garantir a segurança dessas tocas. Vamos começar?

De início, quero abordar um tema muito importante: a autoconsciência. Este é o primeiro e essencial passo na jornada da saúde mental.Te encorajo a dedicarem um momento diário para se conectarem com seus sentimentos e emoções cotidianas.

Pode parecer simples e ao mesmo tempo impossível, mas é uma prática poderosa que terá um impacto significativo em sua capacidade de lidar com os desafios da vida.Vivemos em um mundo que muitas vezes nos ensina a esconder nossas emoções, a resistir a expressá-las.

No entanto, a autoconsciência nos convida a olhar para dentro e nos conhecer profundamente. Vou deixar aqui alguns exemplos de práticas que podem te ajudar nessa construção:

Tempo de Reflexão Diária: Reserve um momento, seja de manhã, à noite ou durante uma pausa tranquila, para questionar como você se sente emocionalmente.

Identifique Emoções: Pratique a identificação emocional. Dê nomes às suas emoções – felicidade, tristeza, ansiedade, raiva. Quanto mais específico for, melhor entenderá seus sentimentos.

Sem Julgamento: É fundamental lembrar que não existem emoções certas ou erradas. Todas as suas emoções são válidas na rica experiência humana. Por favor, não se critique por sentir o que sente.

Registro por Escrito: Se puder, considere manter um diário de emoções. Isso pode ajudá-lo a detectar padrões ao longo do tempo.

Preste Atenção: A atenção plena pode ampliar sua autoconsciência, conectando-o com suas sensações físicas e emoções.

Converse Consigo Mesmo: Tenha diálogos internos construtivos. Pergunte a si mesmo como se sente e por quê. Procure entender as causas subjacentes de suas emoções.

Preciso ressaltar que a autoconsciência não só o ajudará a entender a si mesmo, mas também a se comunicar de maneira mais eficaz com os outros, especialmente em contextos familiares como a paternidade, onde a comunicação aberta é essencial.

Quando você reconhece seus próprios sentimentos, pode compartilhá-los com seus filhos e parceiro(a), tornando-se um modelo positivo para eles. Além disso, estará mais apto a reconhecer quando precisar de apoio profissional.

Quer adicionar algo? Manda ver! #masculinidade #masculinidadepreta #PaternidadePreta #setembroamarelo eu

Escolha Seus Confidentes: Identifique pessoas em quem você confia e que são solidárias. Pode ser um amigo próximo, um membro da família ou um grupo de apoio.

Inicie Pequeno: Se você não está acostumado a compartilhar suas preocupações, comece devagar. Fale sobre coisas menores antes de abordar tópicos mais profundos.
Seja Honesto Consigo Mesmo: Reconheça suas emoções e esteja disposto a falar sobre elas. Não se sinta obrigado a esconder seus sentimentos.

Estabeleça Limites: Defina limites claros sobre o que você está disposto a compartilhar. Respeite seus próprios limites e os dos outros.

Procure Ajuda Profissional: Se suas preocupações são graves ou difíceis de compartilhar com amigos e familiares, não hesite em procurar um terapeuta ou psicólogo. Eles são treinados para ajudar.

Participe de Grupos de Apoio: Grupos de apoio específicos para homens negros podem ser uma ótima maneira de se conectar com outras pessoas que enfrentam desafios semelhantes.

Lembre-se de que a abertura para conversar é uma via de mão dupla, envolvendo tanto o compartilhamento de preocupações quanto o apoio aos outros em suas jornadas. Isso fortalece a resiliência tanto pessoal quanto daqueles ao seu redor, contribuindo para relacionamentos mais saudáveis. A comunicação aberta não só beneficia a saúde mental, mas também quebra o estigma em torno da saúde mental e cria um ambiente mais inclusivo e compreensivo para todos.

Quer acrescentar algo? Fique à vontade aqui nos comentários. Marque aqui um Pai Preto que você admiria ou mande pra ele.

Vamos juntos mudar tudo de ruim que dizem sobre a #paternidadepreta .

Refletir sobre a paternidade é uma etapa fundamental no caminho para o bem-estar emocional e a saúde mental para nós, Pais Pretos. A paternidade, embora repleta de alegrias, pode também ser um terreno complexo, carregado de desafios e responsabilidades, especialmente ao preparar os filhos para enfrentar um mundo marcado pelo r4cismo sistêmico e outras adversidades.

Neste processo de autoavaliação sincera, é crucial explorar uma variedade de emoções, desde alegria até preocupação e estresse, enquanto identificamos os obstáculos que enfrentamos como pais. Celebrar os sucessos, independentemente do quão pequenos possam parecer, é igualmente importante.

A conexão com outros pais que compartilham experiências semelhantes pode enriquecer essa reflexão, proporcionando um espaço para trocar histórias e estratégias. Além disso, estar ciente dos recursos disponíveis para pais negros, como organizações e grupos de apoio, pode fornecer orientação valiosa.

A reflexão sobre a paternidade não deve ser uma jornada solitária; é um processo em constante evolução. Conversas abertas com os filhos sobre como eles se sentem em relação à paternidade também são cruciais. O auto-cuidado não pode ser negligenciado, pois é essencial para manter a própria saúde mental e emocional.

Entenda que a reflexão sobre a paternidade vai além das emoções individuais; também envolve a compreensão de como fatores externos, como estruturas sociais, econômicas e raciais, afetam a experiência de ser pai. Esta reflexão não apenas beneficia sua própria saúde mental, mas também influencia positivamente seus filhos, ensinando-lhes a importância da autorreflexão e da comunicação aberta.

Irmão, tá tudo bem em pedir ajuda e apoio quando necessário. A reflexão sobre a paternidade é um ato de amor próprio e um passo significativo em direção a uma paternidade saudável na medida do possível. Ser pai é diferente pra cada um de nós, e trocando essa ideia, a gente avança e cria um espaço mais compreensivo e inclusivo para todos.

Vou deixar aqui sugestões de maneiras de explorar essa etapa de reflexão sobre a paternidade:
Autoavaliação Honestidade: Comece por fazer uma autoavaliação honesta. Pergunte a si mesmo como se sente em relação à paternidade. Isso pode incluir sentimentos de alegria, preocupação, estresse ou gratidão.
Identificação de Desafios: Reconheça os desafios que você enfrenta como pai. Esses desafios podem variar desde questões financeiras até preocupações sobre a educação de seus filhos em um mundo frequentemente injusto.


Celebração dos Sucessos: Não esqueça de comemorar seus sucessos como pai. Reconheça as vezes em que você se sentiu realizado, fez um impacto positivo na vida de seus filhos ou superou obstáculos.


Conexão com Outros Pais: Converse com outros pais, especialmente aqueles que compartilham experiências semelhantes. Trocar histórias e estratégias pode ser extremamente enriquecedor.


Acesso a Recursos: Esteja ciente dos recursos disponíveis para pais negros. Existem organizações, grupos de apoio e livros que podem fornecer orientação e apoio específicos.


Conversas com Seus Filhos: A reflexão sobre a paternidade também pode incluir conversas abertas com seus filhos. Pergunte a eles como eles se sentem em relação a você como pai e esteja disposto a ouvir suas perspectivas.


Auto-Cuidado: Lembre-se de que, para ser um pai eficaz, você também precisa cuidar de si mesmo. O autocuidado é essencial para manter sua própria saúde mental e emocional.


Refletir sobre a paternidade não se trata apenas de examinar as emoções, mas também de reconhecer os fatores externos que podem impactar sua experiência. Compreender como as estruturas sociais, econômicas e raciais afetam sua jornada como pai é crucial para encontrar formas de enfrentar esses desafios.


Lembre-se que a paternidade é uma jornada em constante evolução, e está tudo bem pedir ajuda e apoio quando necessário. Refletir sobre a paternidade é um ato de amor próprio e um passo importante em direção a uma paternidade saudável e enriquecedora.


Espero de coração que esse conteúdo te ajude!

A quarta parte desta nossa troca sobre a saúde mental negra masculina é uma peça fundamental na busca pela prevenção e entendimento de problemas de saúde mental, como a depr3ssão e a ans1edade.

Essa é a hora em que aparecem sinais de alerta, que podem ser indicativos de desafios emocionais e psicológicos. Reconhecer esses sinais em si mesmo é a virada de chave, pois pode proporcionar um caminho mais claro em direção ao apoio necessário.

É importante notar que a identificação de sinais de alerta não equivale a um diagnóstico profissional, mas serve como um indicativo inicial de que algo pode não estar bem em sua saúde mental.

Reconhecer esses sinais é uma ação de autocuidado e autopercepção que pode abrir as portas para a busca de ajuda adequada.

Lembre-se de que identificar sinais de alerta não é um sinal de fraqueza; pelo contrário, é um ato de coragem e autoconsciência. É um primeiro passo crucial na jornada em direção ao bem-estar emocional e à saúde mental. Além disso, ao reconhecer esses sinais em si mesmo, você também pode se tornar um recurso valioso para outros.

Se você perceber esses sinais em amigos, familiares ou colegas, esteja disposto a oferecer apoio e orientação sobre como buscar ajuda profissional. Essa habilidade de identificar sinais de alerta é crucial para todos, mas para homens negros, que podem enfrentar estigmas e barreiras adicionais ao buscar ajuda devido ao r4cismo sistêmico, essa habilidade pode ser especialmente crítica.

Dê atenção à sua saúde.
Lembre-se de que não está sozinho.
Há ajuda disponível para aqueles que a buscam.

Quer acrescentar algum tópico? Deixar algum local onde essa ajuda seja facilitada?
Fique à vontade. Vamos criar mais ferramentas.

Buscar ajuda profissional é crucial para lidar com emoções difíceis, especialmente quando vivemos em um contexto de supressão e necessidade de resiliência.
Vou compartilhar contigo aqui alguns motivos que acredito que, se você tiver condições, deveria procurar ajuda profissional

Eficácia Comprovada: A terapia é um tratamento com eficácia comprovada para uma ampla variedade de questões de saúde mental, abrangendo desde depressão e ansiedade até traumas e estresse pós-traumático, entre outras.

Ambiente de Apoio: A terapia proporciona um ambiente seguro e confidencial, onde você pode expressar seus sentimentos e preocupações sem o receio de julgamentos.
Autoconhecimento: A terapia auxilia no desenvolvimento de um profundo autoconhecimento. Com a orientação de um terapeuta, você pode explorar suas emoções, pensamentos e comportamentos de maneira mais abrangente.

Estratégias de Enfrentamento: Terapeutas são capazes de ensinar estratégias de enfrentamento saudáveis e ferramentas para gerenciar o estresse e as emoções de forma eficaz.
Maior Resiliência: A terapia pode fortalecer sua resiliência emocional, capacitando-o a enfrentar com mais firmeza os desafios da vida.

Prevenção: Além de tratar problemas de saúde mental existentes, a terapia também pode ser usada como uma medida preventiva, evitando o desenvolvimento de problemas mais sérios no futuro.

Culturalmente Competente: É importante buscar terapeutas que compreendam as experiências únicas dos homens negros e sejam culturalmente competentes. Ter um terapeuta com quem você se identifica culturalmente pode aumentar o conforto e a eficácia da terapia.

Aceitação Própria: Lembre-se de que buscar terapia não é sinal de fraqueza. É um ato de autoaceitação e um investimento em sua saúde mental e bem-estar.

Se preocupações financeiras surgirem em relação à terapia, saiba que existem opções acessíveis, como terapeutas com preços reduzidos, clínicas de atendimento comunitário e recursos de saúde mental oferecidos por organizações sem fins lucrativos. Não deixe que barreiras financeiras impeçam você de buscar ajuda.

Vamos abordar a importância da comunicação saudável, especialmente em família, para promover o bem-estar emocional e relacionamentos. É uma fase desafiadora e crucial. Por isso, a gente vai fazer isso juntos. Bora?

Escute Atentamente: A comunicação eficaz começa com a escuta atenta. Esteja genuinamente presente quando alguém estiver falando com você, dando-lhe toda a sua atenção.

Seja Claro e Direto: Ao expressar seus pensamentos e sentimentos, seja claro e direto. Evite rodeios e vagas, pois isso pode levar a mal-entendidos.

Use “Eu” em Vez de “Você”: Ao abordar preocupações ou conflitos, use declarações “eu” para expressar como você se sente em vez de acusar a outra pessoa. Por exemplo, “Eu me sinto frustrado quando…” em vez de “Você sempre faz…”

Evite Julgamento: Evite julgar ou criticar os sentimentos de outra pessoa. Todos têm o direito de sentir o que sentem, e sua perspectiva é válida.

Respeite as Emoções: Reconheça e respeite as emoções de quem está falando. Não tente minimizar ou desqualificar o que a outra pessoa está sentindo.

Pergunte e Valide: Faça perguntas abertas para entender melhor a perspectiva da outra pessoa. Valide seus sentimentos, mesmo que você não concorde com eles.

Use o Feedback Construtivo: Se estiver expressando preocupações ou críticas, use o feedback construtivo em vez de ataques pessoais. Explique como a situação pode ser melhorada.

Esteja Aberto a Feedback: Esteja disposto a receber feedback dos outros também. Aprender a ouvir críticas construtivas pode melhorar significativamente suas habilidades de comunicação.

Treine a Empatia: Desenvolva empatia, a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa e entender suas emoções. Isso fortalece os laços emocionais e promove relacionamentos saudáveis.

Pratique a Comunicação com Seus Filhos: Incentive seus filhos a expressarem seus sentimentos e preocupações desde cedo. Crie um ambiente seguro para que eles saibam que podem falar com você sobre qualquer coisa.

Lembre-se: Estamos construindo coisas aqui. Não é pra ser fácil. Vamos fazer isso juntos? Tem algo para acrescentar aqui?

Esse é um texto sobre Homens Pretos.

Eu sei que à essa altura do campeonato, você já deve estar vendo teorias e mais teorias sobre o que fama, dinheiro e mulheres fizeram com a saúde mental do cara, mas esse texto não é sobre ele.

A gente precisa pensar no processo gigantesco que existe entre um homem sentir, racionalizar, e falar. Isso pode levar vidas para que seja normalizado. Muitas vezes não dá tempo.

E quanto àquele amigo seu, não o mais retraído, aquele mais da galera, mais engraçado, mais extrovertido. Aquele que tava sempre disposto, alegre e cativava as pessoas. Quantas vezes você perguntou se ele estava bem?

Será que ele poderia não estar?

O que eu quero aqui é tentar te convidar para pensar no que há por trás do sorriso, das fotos e da grama mais verde do vizinho e não estou inventando problemáticas.

Graças à credibilidade que você dá ao que fazemos aqui, muitos irmãos com feeds “perfeitos” trazem dores que são profundas e intensas pras nossas trocas sejam na DM ou nas rodas. E a gente descobre que o “Eu não estou bem.” é um sentimento coletivo, que atravessa raça, classe e gênero.

A vida está corrida demais para que possamos prestar atenção em nós e nos nossos. Mas é necessário. É um ato de resistência comunitária.

Veja aquele seu velho amigo.
Ainda que ele esteja no espelho.

Esse texto não é sobre Baco, sobre o Diogo ou sobre o Diego. Ele é sobre nós.

Direto ao ponto: a saúde mental precisa constar, independentemente de quem somos. Não podemos ignorar a importância dela, especialmente porque sabemos que há interesses em nos ver emocionalmente abalados. A gente sabe que a saúde mental não faz distinção de raça, idade ou gênero, mas para nós, as barreiras são maiores e o buraco é mais embaixo.

Estar ligado em como esses fatores afetam nossa saúde mental é crucial para o bem-estar emocional. Não podemos fugir disso; é hora de encarar a questão. Vamos abordar alguns tópicos?

Educação sobre Saúde Mental: Isso envolve conhecer os aspectos da saúde mental, como ans1edade, d3pressão, estresse e trauma, e aprender a identificar os sinais e sintomas comuns. Compreender os fatores de risco e protetores também é essencial para tomar medidas proativas em direção ao bem-estar emocional e psicológico.

Recursos Disponíveis para Apoiar sua Jornada: Conhecer os recursos é crucial na conscientização sobre saúde mental. Existem diversas opções, como:

Profissionais de Saúde Mental: Psicólogos, psiquiatras e terapeutas podem oferecer aconselhamento e tratamento especializado.

Linhas de Apoio e Ajuda 24 Horas: Elas oferecem apoio imediato e podem encaminhá-lo para serviços adicionais quando necessário.

Grupos de Apoio: Permitem compartilhar experiências e receber suporte. Tá procurando algum?

Recursos Online: Artigos, vídeos e aplicativos online oferecem informações e ferramentas para melhorar o bem-estar emocional.

Organizações de Saúde Mental: Muitas são dedicadas à comunidade negra, promovendo conscientização e apoio. Não ache que não tem.

Rede de Apoio Social: Amigos e familiares são essenciais para compartilhar preocupações e buscar apoio. Bora conversar com aquele mano?

Irmão, pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas um ato corajoso de autocuidado. Estar ligado sobre saúde mental e o acesso a recursos podem prevenir problemas e promover um estado de bem-estar emocional. A gente sabe que não é fácil. Mas estamos falando aqui de construção. né? Então vamos juntos.

Foto: Joyce Hankins (unsplash.com)

Irmão, papo reto: Se você pensa em participar de um grupo, quando experimentar, busque esses pontos que eu acho válidos de serem observados. Eles são:

Compreensão Mútua: Nos grupos de apoio, você encontrará pessoas que passaram por experiências semelhantes e podem entender suas lutas de maneira única. Isso cria um ambiente de compreensão e empatia.

Compartilhamento de Estratégias: Membros do grupo frequentemente compartilham estratégias eficazes para lidar com desafios emocionais. Essas dicas práticas podem ser inestimáveis.

Redução do Isolamento: A participação em um grupo de apoio pode diminuir a sensação de isolamento que muitas vezes acompanha problemas de saúde mental. Você perceberá que não está sozinho em suas lutas.

Aprendizado em Grupo: Grupos de apoio oferecem uma oportunidade de aprendizado contínuo. Você pode adquirir conhecimento sobre saúde mental, estratégias de enfrentamento e recursos disponíveis.

Construção de Relacionamentos: Ao participar de um grupo de apoio, você pode construir relacionamentos significativos com pessoas que compartilham suas preocupações. Isso pode levar a amizades duradouras.

Motivação e Apoio: O apoio de seus colegas de grupo pode ser uma fonte de motivação e encorajamento quando você enfrenta momentos difíceis.

Lugar Seguro para Expressar Emoções: Os grupos de apoio são espaços onde você pode se expressar sem medo de julgamento. Isso é especialmente importante em culturas que podem valorizar a reserva emocional.

Liderança e Autenticidade: Participar de um grupo de apoio também pode ajudar a desenvolver habilidades de liderança e autenticidade à medida que você compartilha suas próprias experiências e conhecimentos com os outros.

Mas fique atento, irmão. Grupos de apoio não são uma substituição para o tratamento profissional quando necessário, mas podem complementá-lo. Eles oferecem suporte emocional valioso, mas não devem ser considerados a única fonte de ajuda em casos graves de saúde mental. Fique esperto.

No mais, tamo aqui. Inclusive, Semana que vem tem encontro.
Bora?

Priorizar o bem-estar pessoal é um pilar fundamental se estivermos falando em #saudemental. Cuidar de si mesmo abrange uma série de aspectos, desde a prática regular de exercícios até a adoção de hábitos alimentares saudáveis, passando pela importância de uma boa noite de sono. Fazer isso, irmão, é cuidar de todos ao seu redor e fornecer um convívio e referências para os nossos. Afinal, estamos falando de Masculinidades aplicadas às Paternidades.

O exercício regular é um jeito poderoso para melhorar o bem-estar emocional. A atividade física ajuda na produção de substâncias que auxiliam na redução do estresse e da ansiedade. Considere incorporar uma rotina de exercícios em sua vida. Isso pode ser um primeiro passo significativo em direção a uma mente mais tranquila e equilibrada. Não precisa ser muito. Uma volta no quarteirão já conta.

Além disso, experimente parar um minuto e prestar atenção apenas na sua respiração. Isso pode ajudar a acalmar a mente, reduzir o estresse e melhorar o foco e a clareza mental. Isso promove não apenas o equilíbrio emocional, mas também auxilia na capacidade de lidar com os desafios diários de maneira mais serena e eficaz (e a gente sabe que o buraco é mais embaixo pra um Pr3t0 R41v050).

Procure investir em uma alimentação saudável (que está bem distante de preparos elaborados e receitas inalcançáveis). Tente fazer as principais refeições do dia com pratos diversos e coloridos. Tentando agregar o máximo de variedade possível. Ao cuidar de seu corpo e mente, você cultiva uma forma de autocompaixão e respeito próprio que é essencial para uma saúde mental e emocional saudável.

Se você for Pai, lembre-se: Tem alguém aprendendo contigo. Você precisa ser um bom exemplo. Então seja.

É obvio que eu ia deixar o mais complicado pro final. Principalmente, eu acredito que sem a construção que fizemos aqui durante todo o mês seria impossível da gente desenvolver o que é necessário para dar conta dessa última etapa. Lembre-se que estamos em uma jornada de nos curarmos e sermos exemplo ao mesmo tempo.
Isso que vou passar aqui é o ideal e nós vamos jogar no campo das possibilidades.
Mas eu quero muito que a gente construa isso juntos. Bora?

Modelo: Demonstre a expressão emocional saudável. Compartilhe seus próprios sentimentos e fale sobre como você lida com eles de maneira construtiva.

Presença: Dedique tempo de qualidade com seus filhos. Mostre interesse genuíno por suas vidas e emoções.

Perguntas Abertas: Em vez de perguntas fechadas que podem ser respondidas com “sim” ou “não”, faça perguntas abertas que incentivem a discussão. Por exemplo, “Como você se sentiu hoje na escola?”

Escute: Quando seu filho falar, ouça com atenção total. Evite interromper ou julgar suas emoções.

Sentimentos: Lembre-se de que todos os sentimentos são válidos. Não tente minimizar ou desqualificar o que seu filho está sentindo.

Emoções: Ajude seus filhos a nomear suas emoções. Isso pode ajudá-los a compreender melhor o que estão experimentando.

Importância: Fale sobre a importância de compartilhar emoções e como isso pode ajudá-los a lidar com os desafios da vida.

Estratégias: Ensine estratégias saudáveis para lidar com emoções, como a respiração profunda, a meditação ou o desenho.

Paciência: Esteja preparado para conversas que podem ser difíceis. Seus filhos podem precisar de tempo para compartilhar emoções profundas.

Empatia: Ajude seus filhos a desenvolver empatia, incentivando-os a considerar os sentimentos dos outros.

Diferenças: Lembre-se de que cada criança é única. O que funciona para um filho pode não funcionar para outro. Adapte suas abordagens às necessidades individuais de seus filhos.

Irmão, é tirar leite de pedra mesmo! Mas não tem jeito. A gente tem que virar esse jogo. Eles dependem da gente e a gente tá junto!
Sexta-feira a gente encerra esse projeto.
Quer acrescentar algo aqui? Chega junto!

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