Material expandido do Podcast [parenta].
Sobre o convidado:
Ricardo Jaheem é muito mais do que um simples nome – é uma figura inspiradora que deixou uma marca indelével no cenário educacional. Com uma carreira multifacetada, ele se destaca como Professor do Ensino Básico, escritor apaixonado e poeta cativante. No entanto, sua influência vai além das paredes da sala de aula, pois ele é um pesquisador apaixonado em Alfabetização e o cérebro por trás da inovadora Pedagogia de Favelas.
Sua dedicação ao progresso educacional não passou despercebida. Ricardo Jaheem foi agraciado com prêmios que reconhecem sua significativa contribuição às escolas públicas. Sua visão e empenho foram reconhecidos pelo Conselho Municipal de Educação e pelo COMDEDINE, refletindo sua influência positiva em níveis institucionais.
Ricardo Jaheem é o autor de obras infantojuvenis que não apenas cativam a imaginação dos jovens, mas também transmitem mensagens significativas. Títulos como “Adebumi”, “Dindo” e “Luena Gaba” são apenas alguns exemplos de seu talento para criar narrativas envolventes e envolventes.
Além de suas conquistas literárias, Ricardo Jaheem também possui uma vasta produção de materiais didáticos, destacando sua abordagem comprometida com o avanço educacional e a promoção da aprendizagem. Sua contribuição ultrapassa o papel de professor, estendendo-se à formulação de estratégias e recursos que enriquecem a experiência de aprendizado de seus alunos.
Sua dedicação e expertise o levaram a ocupar posições influentes, como Assistente da Gerência de Alfabetização e Gerente de Relações Étnico-Raciais. Essas posições não apenas demonstram seu compromisso com a educação inclusiva, mas também sua capacidade de liderar mudanças significativas dentro do sistema educacional.
Ricardo Jaheem é uma figura que conecta saberes, pessoas e oportunidades. Sua jornada é um testemunho vivo de como um educador comprometido pode transformar vidas e comunidades inteiras. Seu legado ressoa através de gerações de estudantes e colegas, e sua busca incessante por um ensino significativo continua a inspirar a todos que têm o privilégio de cruzar seu caminho.
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Saudações!
Recentemente, tivemos a oportunidade de mergulhar em uma conversa significativa sobre a Paternidade Preta, seus desafios e importância, com o educador, escritor e pesquisador Ricardo Jaheem. Através de sua rica experiência e perspectivas, a discussão trouxe à tona questões cruciais sobre a paternidade dentro da comunidade negra.
Ao questionarmos o que é a Paternidade Preta, ficou claro que se trata de um movimento voltado para o enriquecimento da vivência paterna dentro da comunidade negra. O compartilhamento de histórias, saberes e a criação de um ambiente acolhedor são componentes essenciais dessa jornada.
Dentro desse contexto, a relevância de uma Criança Preta na comunidade foi destacada. Ela é vista como uma força vital que molda o presente e o futuro. A educação e a transmissão de valores são pilares para o fortalecimento da identidade e autoestima das crianças pretas, contribuindo para uma comunidade mais coesa e empoderada.
Ricardo Jaheem, que é um destaque na pesquisa em Alfabetização e criador da Pedagogia de Favelas, compartilhou suas próprias experiências sobre a paternidade. Ele enfatizou como a paternidade é uma jornada de aprendizado mútuo, onde pais e filhos crescem juntos, apoiando-se em cada passo do caminho.
Quando abordamos a perspectiva de como homens pretos devem encarar a paternidade, a ideia de representatividade e presença ressoou. Homens pretos devem ser modelos de referência, demonstrando amor, respeito e responsabilidade, construindo laços familiares sólidos e criando um ambiente onde seus filhos possam florescer.
No contexto mais amplo, a discussão sobre o papel da família na construção da comunidade trouxe à tona a importância de uma base sólida para o crescimento saudável das futuras gerações. A família não apenas oferece apoio emocional, mas também é responsável por transmitir valores culturais, construindo uma comunidade resiliente.
A relevância de discutir a paternidade nos dias de hoje foi ressaltada por todos os participantes. Em um mundo em constante mudança, falar sobre paternidade é essencial para quebrar estigmas, promover a igualdade de gênero e redefinir normas culturais que possam limitar o potencial das famílias negras.
Quanto à questão de se o colonialismo é o principal fator que atravessou o conceito de Paternidade, houve um reconhecimento de que o colonialismo contribuiu para a desestruturação de muitas práticas culturais e familiares. No entanto, a conversa destacou que a resiliência da comunidade negra tem permitido reivindicar e revitalizar a paternidade, incorporando valores ancestrais.
Ao final da conversa, Ricardo Jaheem nos lembrou do “porquê” por trás de toda essa discussão. A paternidade é uma ferramenta poderosa para construir um futuro melhor. Ela nutre o crescimento individual e comunitário, permitindo que pais e filhos escrevam juntos uma narrativa de amor, conexão e progresso.
Nessa conversa, exploramos os aspectos fundamentais da Paternidade Preta, iluminando seu significado, desafios e seu papel vital na construção de uma comunidade forte e empoderada. As palavras de Ricardo Jaheem e a profundidade das discussões ressaltam a importância de continuar a conversa e ações que promovam uma paternidade transformadora.
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Trocas no episódio
1- Nas suas palavras, o que é a paternidade?
2 – Qual a importância de uma Criança Preta na comunidade?
3 – Ricardo, o que você tem a dizer sobre a paternidade na sua vida?
4 – Como você acha que homens pretos devem encarar a paternidade?
5- Qual você acredita o papel da família na construção da comunidade?
6 – Por que é importante se falar de paternidade hoje em dia?
7 – Podemos dizer que o colonialismo é o principal mal que atravessou o conceito de Paternidade?
8- Ricardo, depois disso tudo que levantamos aqui, por que a Paternidade?

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Destaques do episódio
Uma longa história.
Livros afetos:
A Gente é da Hora: Homens Negros e Masculinidade

Em um mundo repleto de desafios e lutas, a escritora renomada bell hooks nos liberta com sua obra inspiradora “A gente é da hora”. Neste livro, hooks mergulha profundamente na complexidade da masculinidade negra e do amor verdadeiro, abrindo caminho para uma reflexão crítica sobre nossa cultura e sociedade.
Lázaro Ramos, que gentilmente apresenta a edição brasileira, destaca a mensagem urgente de hooks. Ela nos incita a reconhecer que o amor é uma batalha necessária e, simultaneamente, nos chama a amar com responsabilidade, compreensão e coragem. No entanto, esta reflexão não é apenas sobre amor; é sobre enfrentar um passado marcado por traumas, rejeição e injustiça. hooks nos motiva a questionar nossos próprios preconceitos e ações, a repensar o significado de cuidado e a criar conexões profundas.
O livro lança um olhar penetrante sobre a dolorosa realidade de que, em nossa cultura, os homens negros muitas vezes não são amados, mas temidos. As palavras poderosas de hooks revelam a tristeza de uma sociedade onde homens negros não podem se amar e ser amados como merecem. A confusão entre medo e amor é um produto de culturas de dominação que obscurecem os laços genuínos com aparências enganosas de cuidado.
“A gente é da hora” é um chamado à ação, um apelo para quebrar as correntes da opressão e do medo, e para transformar nossa compreensão da masculinidade negra. bell hooks, com sua habilidade inigualável de mesclar sua experiência pessoal com análise crítica, nos desafia a enfrentar as limitações impostas pelo patriarcado supremacista branco capitalista imperialista. A autora acredita que a conversa sobre libertação masculina negra não pode ser deixada apenas para os homens, mas sim para uma solidariedade onde todos nós podemos contribuir.
Neste livro, bell hooks oferece um espaço para reflexão, debate e crescimento. “A gente é da hora” é uma jornada de autoconhecimento e uma chamada à ação, que nos encoraja a redefinir nossos relacionamentos, nossas percepções e, acima de tudo, nossas próprias almas.
Para ampliar esse episódio:
Nessa coluna, vou compartilhar insights e abordagens sobre as trocas que já foram ao ar no Podcast Parentalidade Preta.
[parenta] #3 – Patriarcado e Paternidade – Jairo Pereira

A introdução aborda o tema do patriarcado e suas origens, destacando como este sistema de relações sociais é marcado pela dominação masculina e contribui para a desigualdade de gênero. O patriarcado é discutido em relação ao contexto histórico, especialmente sua ligação com a transição da subsistência para a agricultura e a formação de sociedades patriarcais. O episódio também ressalta que a ordem patriarcal é uma construção relativamente recente na história da humanidade, contrastando com sociedades matrilineares do passado.
O mito de Édipo é explorado como uma metáfora do patriarcado, relacionando o complexo de Édipo com as dinâmicas de poder e desejo presentes no sistema patriarcal. A análise se expande para incluir a visão iorubá sobre o patriarcado, destacando a divindade Obatalá e suas atribuições na criação da humanidade e sua relação com a pureza. A abordagem psicanalítica também é introduzida, enfatizando a função paterna na mediação entre mãe e criança.
Ela (a introdução) conclui apontando para a necessidade de repensar o papel do patriarcado na sociedade contemporânea, destacando que um modelo matriarcal e matrigestor poderia questionar o patriarcado, bem como suas ramificações, como o machismo e a desigualdade social. O episódio enfatiza a importância de discutir e compreender a complexidade dessas questões históricas e culturais para promover mudanças significativas em direção a uma sociedade mais igualitária.
Nos vemos na Próxima! Se cuide!
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Deixei esse fórum aqui pra gente poder trocar mais a respeito do episódio, caso queria registrar algo aqui, fique à vontade.
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Quando a Casa Respira: Encerramento 2025 – Parentalidade Preta

Diego Silva
Homem Preto não retinto;
Esposo de Tatiane e
Pai de Benjamin e Aurora.
