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Sobre o convidado:
João Luiz Marques
João Luiz Marques é um renomado escritor, palestrante e estudioso especializado na psicologia das masculinidades, com um enfoque específico na masculinidade negra. Com vasta experiência e profundo conhecimento nessa área, ele se dedica a explorar e compreender as complexidades da experiência masculina, considerando as perspectivas raciais e culturais.
Como escritor, João Luiz Marques utiliza sua habilidade de comunicação para divulgar os resultados de suas pesquisas e reflexões por meio de textos perspicazes e provocativos. Seu perfil profissional se tornou uma plataforma influente para disseminar suas ideias, contribuindo para um diálogo aberto e inclusivo sobre as questões relacionadas à masculinidade negra.
Além de sua escrita, João Luiz Marques também é um palestrante requisitado, cujas apresentações inspiram e informam públicos diversos. Por meio de suas palestras envolventes e cativantes, ele aborda tópicos relacionados à psicologia das masculinidades, incentivando uma reflexão crítica sobre as normas e estereótipos de gênero que afetam os homens negros em particular.
Com seu trabalho, João Luiz Marques busca promover a conscientização e a transformação social, destacando a importância de reconhecer e valorizar as múltiplas formas de masculinidade dentro da comunidade negra. Sua abordagem compassiva e empática desafia os preconceitos arraigados e oferece novas perspectivas, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva, justa e igualitária.
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Saudações!
O amor romântico é um conceito multifacetado que desperta diferentes interpretações e significados para cada indivíduo. Quando questionado sobre sua utilidade, a resposta pode variar consideravelmente. Alguns podem acreditar que o amor romântico é essencial para a felicidade e o bem-estar emocional, sendo uma fonte de conexão profunda e realização pessoal. Para outros, pode ser visto como uma construção social que pode limitar a liberdade individual e impor expectativas e pressões desnecessárias.
A questão de se o sentimento amoroso é suficiente por si só também pode gerar diferentes perspectivas. Enquanto alguns podem acreditar que o amor é o bastante para sustentar um relacionamento, outros podem argumentar que é necessário cultivar uma série de outros elementos, como confiança, respeito mútuo, compatibilidade e compromisso, para construir uma relação sólida e duradoura.
Ao abordar o amor a partir de um ponto de vista afrocentrado, é importante considerar as experiências e vivências específicas das pessoas negras. Isso implica reconhecer as dinâmicas raciais e os sistemas de opressão que afetam as relações amorosas dentro das comunidades negras. Isso pode incluir discutir questões como o colorismo, o racismo estrutural e as interseções entre gênero e raça, a fim de promover uma compreensão mais holística do amor romântico.
Quanto à forma como as pessoas negras devem abordar o tema do amor, é importante lembrar que não existe uma única voz ou perspectiva que represente todo o povo negro. A diversidade de experiências e histórias de vida faz com que as narrativas sobre o amor na comunidade negra sejam igualmente diversas. No entanto, é fundamental incentivar discussões que valorizem a autoaceitação, o respeito, o cuidado mútuo e a valorização das relações saudáveis, desafiando os estereótipos e as narrativas negativas frequentemente associadas ao amor e às relações interpessoais na negritude.
Quanto ao papel do corpo no amor na negritude, pode-se explorar a importância do corpo como um local de expressão, afeto e identidade. A negritude possui uma história complexa e diversa, na qual a corporalidade muitas vezes foi alvo de objetificação e estigmatização. Ao discutir o amor na negritude, é relevante explorar como o corpo pode ser um veículo de resistência, prazer e intimidade, além de considerar as implicações históricas, sociais e culturais da negritude na experiência do amor e da sexualidade.
Embora o colonialismo possa ter influenciado o sentimento amoroso ao longo da história, é importante reconhecer que o amor é uma emoção humana universal e existente em todas as culturas. No entanto, é válido examinar como as dinâmicas coloniais, como a imposição de padrões de beleza eurocêntricos e a violência sistemática contra os corpos negros, podem ter afetado as concepções e práticas do amor em contextos colonizados. Explorar essas influências pode ajudar a compreender melhor a interseção entre amor, poder e desigualdade, bem como a busca por formas mais autênticas e libertadoras de amar.
Quando se trata de educar as crianças sobre o amor romântico, é importante considerar como transmitir valores saudáveis e equilibrados. Isso envolve promover a importância do respeito mútuo, da comunicação aberta e do consentimento, bem como abordar questões como a construção social de gênero, as expectativas irreais criadas pela mídia e a importância da autonomia individual. É essencial oferecer às crianças uma educação que valorize a diversidade de experiências amorosas, respeitando suas identidades individuais e promovendo relações baseadas em igualdade e reciprocidade.
Trocas no episódio
1- Na sua opinião, para que serve o amor romântico?
2 – Na sua opinião, para que serve o amor romântico?
3 – Pra você, apenas o sentimento basta?
4 – Como você acha que devemos falar de amor a partir de um ponto de vista afrocentrado?
5 – Na sua opinião como o povo Preto deveria falar sobre amor? Preto fazendo isso direito?
6- Qual você acredita o papel do corpo no amor na negritude?
7 – Podemos dizer que o colonialismo é o principal mal que atravessou o “Sentimento Amor”?
8 – Na sua opinião, por que o que deveria ser contado para as nossas crias sobre esse tal amor romântico?

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Indicação de Podcast
Santa Melanina
O Santa Melanina é um podcast apresentado por Silvana Inácio, uma jornalista negra e especialista em Relações Étnicas Raciais. Com o objetivo de promover debates sobre questões raciais e ampliar vozes e perspectivas, o podcast dá espaço para personalidades negras compartilharem suas experiências de forma informal. Com uma abordagem marcada pela oralidade, inspirada na tradição dos griôs africanos, o Santa Melanina busca criar um ambiente de troca, inspiração e aprendizado. Ao longo de um ano, o programa já contou com entrevistas de referências como Rodrigo França, Teresa Cristina, Margareth Menezes e Benedita da Silva. O podcast é uma iniciativa importante para ouvir e conhecer histórias da comunidade negra, em um contexto em que poucos veículos de comunicação no Brasil abrem espaço para discutir assuntos relevantes para afrodescendentes.
Silvana Inácio, apresentadora do Santa Melanina, destaca a potência das entrevistas realizadas e o impacto que elas têm tanto para ela quanto para os ouvintes do programa. As histórias compartilhadas por convidados como Benedita da Silva e Teresa Cristina são emocionantes e trazem reflexões sobre suas trajetórias e contribuições para a cultura brasileira. O podcast, disponível em todas as plataformas de streaming, busca inspirar e promover a inclusão por meio do compartilhamento de experiências e debates sobre questões raciais. Silvana Inácio, além de apresentadora, é uma jornalista experiente e empreendedora que busca ampliar o espaço para vozes negras na mídia e promover discussões necessárias para a sociedade.
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Espero, de coração, que esse conteúdo tenha somado à experiência. Obrigado!
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Quando a Casa Respira: Encerramento 2025 – Parentalidade Preta

Diego Silva
Homem Preto não retinto;
Esposo de Tatiane e
Pai de Benjamin e Aurora.
