[parenta] #19 – O amor é Romântico? – Dandara Suburbana

Material expandido do Podcast [parenta].

Sobre a convidada:

Carolina Rocha – Dandara Suburbana

Carolina Rocha é uma pesquisadora, professora, escritora e ativista com experiência nas áreas de História, Sociologia e Literatura, com foco na história do Brasil, cultura afro-brasileira e relações étnico-raciais. Ela é autora do livro “O Sabá do Sertão: feiticeiras, demônios e jesuítas no Piauí colonial” (2015), que aborda a religiosidade no Brasil colonial como forma de resistência ao sistema escravista. Carolina possui doutorado em Sociologia e dedica-se a oficinas sobre racismo, cultura afro-brasileira e intolerância religiosa em escolas públicas. Ela é criadora do projeto “Ataré Palavra Terapia” e atua como assessora política, além de ser professora e pesquisadora em diversas instituições. Sua produção literária inclui poesias e contos publicados em várias obras, e suas áreas de interesse abrangem raça, gênero, religião, literatura e violência urbana.

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Saudações!

Você já se perguntou para que serve o amor romântico? Essa é uma das questões que Carolina Rocha, conhecida como Dandara Suburbana, busca explorar em seu mais recente episódio do podcast. Com sua experiência como pesquisadora, professora, escritora e ativista, Carolina nos convida a refletir sobre o amor romântico a partir de um ponto de vista afrocentrado.

No episódio, Dandara Suburbana nos desafia a pensar além do sentimento em si e a considerar outras dimensões que permeiam essa experiência tão complexa. Ela nos convida a repensar o amor romântico na perspectiva da cultura afro-brasileira e das relações étnico-raciais, valorizando as histórias e vivências do povo Preto.

Ao abordar o papel do corpo na negritude e no amor, Dandara Suburbana nos leva a refletir sobre como as experiências corporais moldam nossas conexões afetivas. Ela nos convida a valorizar a corporeidade como parte essencial da vivência do amor na negritude, rompendo com estereótipos e resgatando narrativas autênticas.

No decorrer do episódio, Dandara Suburbana também aborda o impacto do colonialismo no “sentimento amor” e questiona como podemos descolonizar nossas concepções e práticas amorosas. Ela nos convida a refletir sobre a importância de ensinar às nossas crias uma visão saudável e empoderadora do amor romântico, desconstruindo mitos e estereótipos prejudiciais.

Nesse episódio do podcast, Dandara Suburbana nos convida a mergulhar em reflexões profundas sobre o amor romântico, a partir de uma perspectiva afrocentrada e transformadora. Então, prepare-se para se envolver nessa conversa enriquecedora e abrir seu coração para novas formas de compreender e vivenciar o amor romântico. Está na hora de apertar o play e se deixar inspirar pelas palavras de Dandara Suburbana.

Trocas no episódio

1-  Nas suas palavras, o que é o Amor romântico?

2 – Na sua opinião, para que serve o amor romântico? 

3 – Pra você, apenas o sentimento basta?

4 – Como você acha que devemos falar de amor a partir de um ponto de vista afrocentrado?

5 – Na sua opinião como o povo Preto deveria falar sobre amor? Preto fazendo isso direito?

6-  Qual você acredita o papel do corpo no amor na negritude?

7 – Podemos dizer que o colonialismo é o principal mal que atravessou o “Sentimento Amor”?

8 –  Na sua opinião, por que o que deveria ser contado para as nossas crias sobre esse tal amor romântico?

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Destaques do episódio

Saidiya Hartman

Saidiya Hartman: escritora e acadêmica especializada em estudos afro-americanos. Professora na Universidade Columbia. Bolsista MacArthur e premiada pelo seu trabalho. Interesses: literatura afro-americana, história cultural, escravidão, estudos de gênero e performance. Autora de “Cenas de Submissão”, “Perder a Mãe” e “Vidas Desgarradas, Experimentos Belos”

Para ver no YouTube

Não deixe de ativar as Legendas

Saidiya Hartman é uma renomada professora na Universidade Columbia, cujo trabalho inovador e impactante explora o legado da escravidão na sociedade americana contemporânea. Seus estudos abrangem uma ampla gama de temas, incluindo a vida após a escravidão, experiências afro-americanas e as interseções entre raça, gênero e história.

Como autora aclamada, Hartman já publicou obras influentes, como “Vidas Desgarradas, Experimentos Belos”, onde investiga as histórias íntimas de indivíduos negros que desafiaram as normas sociais da época, e “Perder a Mãe: Uma Jornada Pela Rota Atlântica da Escravidão”, que aborda as complexidades emocionais e históricas de seguir os passos dos escravizados ao longo do Atlântico. Sua obra também inclui “Cenas de Submissão”, que analisa os mecanismos de opressão e resistência durante o período da escravidão.

Reconhecida por sua genialidade e excelência acadêmica, Hartman foi agraciada com diversas bolsas, como a prestigiosa bolsa MacArthur “Genius”, além de ter sido contemplada com as bolsas Guggenheim, Cullman e Fulbright. Seu trabalho ressoa tanto na academia quanto na sociedade em geral, trazendo à tona questões fundamentais sobre injustiça social, direitos humanos e a necessidade contínua de enfrentar o legado da escravidão nos Estados Unidos.

Livros afetos:

Perder a mãe: Uma jornada pela rota atlântica da escravidão

Com “Perder a mãe”, Saidiya Hartman estabeleceu-se como uma figura proeminente nos campos acadêmico e da crítica especializada. Sua obra notável e perspicaz propõe uma abordagem original e pessoal da história da escravidão, deixando uma marca duradoura no cenário literário. Neste livro, Hartman nos conduz em uma jornada emocionante por Gana, seguindo os passos dos cativos desde o interior do continente até a costa do Atlântico.

Ao trilhar essa trilha histórica carregada de significado, Hartman expõe os meandros perversos do comércio atlântico de escravos, lançando luz sobre seus efeitos profundos e duradouros na história africana e afro-americana. Sua pesquisa minuciosa e sua narrativa envolvente nos transportam para uma época marcada pela dor, pelo sofrimento e pela resistência. Ao mesmo tempo, Hartman mergulha em sua própria linhagem, buscando vestígios de sua ancestralidade e conectando-se de maneira profunda e pessoal com o legado da escravidão.

Com “Perder a mãe”, Hartman nos desafia a encarar as feridas do passado e a refletir sobre o impacto presente desses eventos históricos. Sua obra transcende os limites da academia, tocando os corações e as mentes dos leitores, enquanto recontextualiza e redefine nossa compreensão da escravidão e suas consequências em nossa sociedade atual.

Para ampliar esse episódio:

O projeto “O Amor é um ERRO?” trouxe de volta ao centro das conversas o tão famigerado sentimento que permeia nossas vidas: o amor. Nessa jornada, exploramos as múltiplas e diversas formas pelas quais o amor se manifesta, mesmo quando não recebe o espaço que merece ou é negado. No episódio especial de hoje, tivemos a honra de receber A Dandara Suburbana, uma voz inspiradora e perspicaz, que conduziu uma profunda reflexão sobre o amor romântico.

Ao abordar esse tema complexo, questionamos as noções tradicionais e idealizadas do amor romântico. Com a sabedoria e experiência de A Dandara Suburbana, fomos convidados a desconstruir os estereótipos e padrões preestabelecidos, explorando os limites e possibilidades de um amor mais autêntico, inclusivo e verdadeiro. Através de conversas francas e questionamentos instigantes, mergulhamos no cerne do amor romântico e seus impactos em nossas vidas e relacionamentos.

Foi uma experiência transformadora, desafiando conceitos arraigados e abrindo espaço para novas perspectivas. Juntamo-nos nesse episódio cativante de “O Amor é um ERRO?”, enquanto exploramos o amor romântico de forma profunda, crítica e enriquecedora, guiados pela voz inspiradora de A Dandara Suburbana.

Indicação de Podcast

“Tem Alguém Em Casa?”

O Podcast “Tem Alguém Em Casa?” é um projeto realizado pela família Reginaldo, uma família preta e periférica da zona norte de São Paulo. O podcast resgata memórias afetivas da família, incentivando o diálogo e abordando temas atuais.

Composto por seis integrantes, o podcast é amador e familiar, contando com a edição de áudio, imagens e direcionamento de roteiro realizados pela Letícia e o Roberto. A Jessica e a Taiene são roteiristas, trazendo ideias e pesquisando dados relevantes. Todos os membros são locutores e participam das gravações dos episódios.

O objetivo do podcast é engajar a comunidade, explorar eventos culturais e criar novas histórias para compartilhar. Junte-se ao Podcast “Tem Alguém Em Casa?” nessa jornada de resgate de memórias e construção de narrativas familiares.

Nos vemos no [parenta]20! Se cuide!

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Quando a Casa Respira: Encerramento 2025 Parentalidade Preta

Este episódio especial encerra o ciclo 2025 do Parentalidade Preta com uma aula magna sobre tudo que compõe este território: história, cura, ancestralidade, masculinidades negras, paternidade e construção comunitária. Um convite para quem chega agora entender o universo completo da iniciativa e começar a escuta pelo episódio 1.Aqui você encontra um panorama profundo das principais iniciativas:[parenta] — Entrevistas, narrativas e conversas documentais sobre temas de grande impacto social.OUÇA AQUI: https://open.spotify.com/playlist/0eIohbdm7bFplgcWOp6hxs?si=FIbRKan7Q96z0PryKBWGSw&nd=1&dlsi=7fea58be88b2431b(RESENHA) — Trocas francas e bem-humoradas entre pais pretos sobre desafios, afetos e cotidiano.OUÇA AQUI: https://open.spotify.com/playlist/7b8J4Keoet4IlFARYkFcxO?si=UF1XEBj4Rw-Y6s3ld9ISbA&nd=1&dlsi=bec5390599194b4c{mergulho} — Encontros íntimos sobre masculinidades pretas e cura emocional.OUÇA AQUI: https://open.spotify.com/playlist/0QGKb9H0QoqxpFCdVK5yYJ?si=81a8f86890814b2c&nd=1&dlsi=f856631bce7c42ccRodas de Conversa Virtuais — Espaço de troca e comunidade entre pais de diferentes regiões.Séries Documentais em Áudio, que unem história, afeto e memória:• Diop: Estrelas Negras no Céu do Egito: https://parentalidadepreta.com/2023/12/29/diop-estrelas-negras-no-ceu-do-egito/• Frantz Fanon: Irredutivelmente Negro• Travessia: A Escola de Escuta Afrocentrada do Parentalidade Pretahttps://parentalidadepreta.com/2025/10/30/travessia-escola-de-escuta-afrocentrada-do-parentalidade-preta/Este episódio é também um guia de escuta para novos ouvintes, apresentando o Currículo de Escuta Afrocentrada e explicando como cada série, conversa e especial foi construído para formar consciência, afeto e responsabilidade a partir de uma perspectiva preta, afrocentrada e comunitária.Ao final, compartilho o porquê de um hiato necessário: tempo de memória, estudo, fé e recomposição para preparar a próxima travessia da iniciativa.Se você está chegando agora, este é o seu ponto de partida.Se você já caminha conosco, é a casa acendendo uma última vela antes de descansar.Apoie a iniciativa : 🔗⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/parenta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Não deixe de compartilhar suas impressões aqui nos comentários.Acompanhe a página⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@Parentalidade_Preta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ .Bora pra mais uma?Esse podcast é produzido pela⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠+3dB Áudio!
  1. Quando a Casa Respira: Encerramento 2025
  2. TRAVESSIA #5 – ORGULHO PRETO
  3. Jairo Pereira – a travessia dos homens pretos
  4. TRAVESSIA #4 – Afrocentricidade Pt.2
  5. Omoloji Àgbára — quando o sentimento é também resistência

Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.