Material expandido do Podcast [parenta].
Sobre a convidada:
Roberta Ribeiro – @mulherismosankofa
Roberta Ribeiro, filha de Maria da Penha, Rui Ribeiro e sobrinha de Paulo, moradora da cidade do Rio de Janeiro, é psicanalista clínica, professora e pesquisadora de raça, gênero e sexualidade.
Coordena o Grupo de Estudos Mulherismo Africana (GEMA), formação contínua que incluem ciclos de pesquisa sobre Mulherismo de forma ampla e aprofundada ao se debruçar para o quilombismo, pan-africanismo e ancestralidade. O GEMA existe desde 2021 e é composto por pessoas negras, homens e mulheres, que desejam compreender o movimento orgânico Mulherismo Africana. Com pessoas de diversos estados do Brasil e outros que residem fora do país, tem o acolhimento como base para o diálogo entre a população negra.
Para contribuir com a disseminação de informações, Roberta compartilha os saberes e reflexões sobre Mulherismo no podcast Mulherismo Africana (2021).
Já coordenou o Grupo de Estudos Cheikh Anta Diop (Hoju) (2020) e a Biblioteca Afropindorâmica Vó Jacintha (2020), no morro da Mangueira.Atualmente está graduanda em Biblioteconomia (EB/CCH/UNIRIO).
É fundadora da Ação Nós Por Nós (2016), instituição com foco no fortalecimento da juventude negra periférica, onde esteve como coordenadora-geral do Pré-vestibular Social do projeto, além de outros trabalhos produzidos.
Em relacao psicanalise, a clínica é afrocentrada, on-line e atende jovens e adultos. O alicerce são filosofias e epistemologias africanas e afrodiaspóricas. Na psicanálise pesquisa racialidade e gênero, com foco para as masculinidades negras e antinegritude.
Entende o Mulherismo Africana como um resgate à ancestralidade matriarcal e compreende Nanã Buruku como aquela que detém o grande útero sagrado: barro e as águas.
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Saudações!
Já estamos compartilhando conhecimento nessa segunda temporada. Nesse episódio vamos falar sobre o Mulherismo Africana.
O Mulherismo Africana é um movimento afrocentrado que coloca as experiências das mulheres africanas e afrodescendentes no centro da luta por igualdade de gênero e justiça social. Diferente do feminismo ocidental, que muitas vezes não leva em consideração as complexidades da opressão racial e cultural, o Mulherismo destaca a interconexão de raça, gênero e classe, e defende que a libertação das mulheres negras está ligada à libertação da comunidade negra como um todo. Além disso, o movimento enfatiza a importância das relações comunitárias e da solidariedade entre mulheres na luta por mudança social.
Dentro do Mulherismo Africana, há um esforço em revalorizar a cultura e tradições africanas, e em celebrar a força e resiliência das mulheres negras. As mulheres que adotam o Mulherismo Africana frequentemente se envolvem em atividades como trabalho comunitário, defesa dos direitos da comunidade, e promoção da educação e empoderamento racial. Ele é um movimento afrocentrado que visa reconhecer e valorizar as experiências das mulheres africanas e africanas em diáspora, e promover a luta por justiça social em uma perspectiva mais ampla.
Destaques do Episódio
Sojourner Truth

“Eu arei e plantei, e juntei a colheita nos celeiros, e homem algum poderia estar à minha frente. E não sou uma mulher? Eu poderia trabalhar tanto e comer tanto quanto qualquer homem – desde que eu tivesse oportunidade para isso – e suportar o açoite também! E não sou uma mulher?“
Sojourner Truth
Harriet Tubman, também conhecida como “Black Moses” (Moisés Negro), nasceu como escravizada na Maryland, EUA, por volta de 1822. Apesar de ter passado por diversos desafios ao longo de sua vida, incluindo a violência física e a separação de sua família, Harriet se tornou uma das maiores líderes da história da luta contra a escravidão nos Estados Unidos.
Ela conseguiu fugir da escravização em 1849, e depois disso, trabalhou como “condutora” da Underground Railroad, um sistema secreto de rotas e abrigos que ajudava escravos a fugirem do sul para o norte dos EUA. Tubman ajudou a libertar centenas de escravos, muitas vezes arriscando sua própria vida para fazer isso.

Quer saber mais? Dá play no episódio lá no topo da página. Ele é exclusivo pra você que chegou aqui, é diferente dos que estão nas plataformas de áudio.
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Ouça o trailer
Links interessantes:
Entrevista
https://pt.wikipedia.org/wiki/Harriet_Tubman
Abolição nos estados unidos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Abolicionismo_nos_Estados_Unidos
Proclamalção da emancipação
https://pt.wikipedia.org/wiki/Proclama%C3%A7%C3%A3o_de_Emancipa%C3%A7%C3%A3o
Sojourner Thruth
https://pt.wikipedia.org/wiki/Harriet_Tubman
Harriet Tubman – Moisés
https://pt.wikipedia.org/wiki/Harriet_Tubman
https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/harriet-tubman.htm
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-55824157
r
Carrie Chapman Catt
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carrie_Chapman_Catt
SUFRAGISMO NO BRASIL
https://www.politize.com.br/movimento-sufragista-o-que-foi-e-qual-o-impacto-no-brasil/
Pra ver no YouTube
Livro(s)que eu indico para o assunto:
Mulherismo Africana: Recuperando a nós mesmos
Clenora Hudson-Weems
O livro “O Mulherismo Africana: Recuperando a Nós Mesmos”, escrito por Clenora Hudson-Weems, apresenta um paradigma centralizado na família, que prioriza a raça, a classe e o gênero. A autora estabelece uma teoria que define a experiência da mulher Africana como única, separada das demais mulheres de cor e das mulheres brancas, destacando a criação de uma relação direta com a ancestralidade e o pertencimento a uma identidade cultural. A nova edição do livro traz cinco novos capítulos, incluindo a evolução do paradigma Mulherismo Africana para Mulherismo Africana – Melaninado, que enfatiza a importância da raça, classe e gênero na luta diária contra a opressão racial. O livro apresenta dezoito características da Mulherista Africana e demonstra como essa prática funciona através das protagonistas de romances de escritoras como Hurston, Bâ, Marshall, Morrison e McMillan.
Em resumo, “O Mulherismo Africana: Recuperando a Nós Mesmos” é uma obra clássica de Clenora Hudson-Weems, que apresenta um paradigma feminista afrocentrado e interseccional. A autora destaca a importância da ancestralidade e da identidade cultural das mulheres africanas e afrodescendentes em sua luta por igualdade de gênero e justiça social. O livro traz uma nova terminologia e paradigma às mulheres de descendência africana, centrado na família e destacando a prioridade da raça, classe e gênero na luta contra a opressão racial. Além disso, apresenta dezoito características da Mulherista Africana e exemplos de sua prática através de protagonistas de romances de escritoras renomadas. É uma obra importante para estudiosos e estudantes de gênero e feminismos interseccionais.

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Deixei esse forum aqui pra gente poder trocar mais a respeito do episódio, caso queria registratr algo aqui, fique à vontade.
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Espero, de coração, que esse conteúdo tenha somado à experiência. Obrigado!
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Quando a Casa Respira: Encerramento 2025 – Parentalidade Preta

Diego Silva
Homem Preto não retinto;
Esposo de Tatiane e
Pai de Benjamin e Aurora.
