Perfilamento Racial

Atenção: Esse texto contém trechos da reportagem de Thiago Domenici, Iuri Barcelos, da @agenciapublica .

Antes de mais nada, queria dizer que você já entendeu o que é perfilamento social antes mesmo de ler a definição que vem a seguir quando viu esses menino e pensou: Loiro P1vete. Esse conceito você já pegou.

Dito isto, vamos para a concepção que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos criou a partir de reuniões e deliberações e ele é o seguinte: “Na ocasião, foi lançada uma publicação que inova ao trazer a definição de perfilamento racial: processo pelo qual as forças policiais fazem uso de generalizações fundadas na raça, cor, descendência, nacionalidade ou etnicidade ao invés de evidências objetivas ou o comportamento de um indivíduo, para sujeitar pessoas a batidas policiais e outros procedimentos.”

Agora que você tem a teoria e a prática em mente, vamos falar sobre o que vem acontecendo no Brasil dos últimos dias, mas antes, quero que você guarde o Art. 304 do CÓDIGO DE PROCESSO PENAL: “Apresentado o preso à autoridade competente, ouvirá esta o condutor e colherá, desde logo, sua assinatura, entregando a este cópia do termo e recibo de entrega do preso”

Isso significa que se for seguida uma sequência lógica, basta um agente público (policial) dizer que desconfiou de uma pessoa para prendê-la e conduzi-la à essa autoridade.

Voltando à raça, quero compartilhar um trecho da reportagem: “No caso da m4conha, 71% dos negros foram condenados, com apreensão mediana de 145 gramas. Já entre os brancos, 64% foram condenados com apreensão mediana de 1,14 quilo, ou seja, uma medida quase oito vezes maior.” Adivinha quem apresentou a denúncia?

Esses números obedecem a um estudo feito pela Pública na cidade de São Paulo com um total de aproximadamente 4.000 sentenças.

O que isso tem a ver com o perfilamento racial, caso você ainda não tenha entendido?
É que se quem apresenta a denúncia se baseia na cor dos “suspeitos”, uma vez no sistema, a cr1minalização segue tendo raça como o fator principal.

Agora que você tem visto o assunto sendo comentado e levantado com um ótimo propósito nessa rede, pode se engajar ou não.

Arte: @ilustrablack

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Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.

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Quando a Casa Respira: Encerramento 2025 Parentalidade Preta

Este episódio especial encerra o ciclo 2025 do Parentalidade Preta com uma aula magna sobre tudo que compõe este território: história, cura, ancestralidade, masculinidades negras, paternidade e construção comunitária. Um convite para quem chega agora entender o universo completo da iniciativa e começar a escuta pelo episódio 1.Aqui você encontra um panorama profundo das principais iniciativas:[parenta] — Entrevistas, narrativas e conversas documentais sobre temas de grande impacto social.OUÇA AQUI: https://open.spotify.com/playlist/0eIohbdm7bFplgcWOp6hxs?si=FIbRKan7Q96z0PryKBWGSw&nd=1&dlsi=7fea58be88b2431b(RESENHA) — Trocas francas e bem-humoradas entre pais pretos sobre desafios, afetos e cotidiano.OUÇA AQUI: https://open.spotify.com/playlist/7b8J4Keoet4IlFARYkFcxO?si=UF1XEBj4Rw-Y6s3ld9ISbA&nd=1&dlsi=bec5390599194b4c{mergulho} — Encontros íntimos sobre masculinidades pretas e cura emocional.OUÇA AQUI: https://open.spotify.com/playlist/0QGKb9H0QoqxpFCdVK5yYJ?si=81a8f86890814b2c&nd=1&dlsi=f856631bce7c42ccRodas de Conversa Virtuais — Espaço de troca e comunidade entre pais de diferentes regiões.Séries Documentais em Áudio, que unem história, afeto e memória:• Diop: Estrelas Negras no Céu do Egito: https://parentalidadepreta.com/2023/12/29/diop-estrelas-negras-no-ceu-do-egito/• Frantz Fanon: Irredutivelmente Negro• Travessia: A Escola de Escuta Afrocentrada do Parentalidade Pretahttps://parentalidadepreta.com/2025/10/30/travessia-escola-de-escuta-afrocentrada-do-parentalidade-preta/Este episódio é também um guia de escuta para novos ouvintes, apresentando o Currículo de Escuta Afrocentrada e explicando como cada série, conversa e especial foi construído para formar consciência, afeto e responsabilidade a partir de uma perspectiva preta, afrocentrada e comunitária.Ao final, compartilho o porquê de um hiato necessário: tempo de memória, estudo, fé e recomposição para preparar a próxima travessia da iniciativa.Se você está chegando agora, este é o seu ponto de partida.Se você já caminha conosco, é a casa acendendo uma última vela antes de descansar.Apoie a iniciativa : 🔗⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/parenta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Não deixe de compartilhar suas impressões aqui nos comentários.Acompanhe a página⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@Parentalidade_Preta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ .Bora pra mais uma?Esse podcast é produzido pela⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠+3dB Áudio!
  1. Quando a Casa Respira: Encerramento 2025
  2. TRAVESSIA #5 – ORGULHO PRETO
  3. Jairo Pereira – a travessia dos homens pretos
  4. TRAVESSIA #4 – Afrocentricidade Pt.2
  5. Omoloji Àgbára — quando o sentimento é também resistência

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