Paternidade e Ausência: Uma Reflexão Crítica

A licença paternidade é um tema que tem sido bastante discutido nos últimos anos. Muitas empresas têm ampliado o período de licença oferecido aos pais, mas ainda há muito a ser feito para garantir uma divisão igualitária das tarefas no puerpério. No entanto, essa discussão deve ir além daqueles que têm acesso à internet e ao debate público. Como alcançar os pais que trabalham como motoristas de aplicativo, entregadores ou que não têm trabalho formal?

É preciso levar em consideração o contexto social e racial em que esses pais estão inseridos. O sistema capitalista neoliberal cria mão de obra barata a partir da má distribuição de renda, fazendo com que homens pretos precisem trabalhar muito mais para ganhar o mesmo que uma pessoa branca com o mesmo nível de instrução. A ausência paterna muitas vezes é imposta por esse sistema, que precisa que o homem esteja fora de casa para normalizar a ausência para a próxima geração entender que é esse o fluxo.

A crítica à paternidade ausente tem sido utilizada de forma desmedida e muitas vezes para fins lucrativos. Pessoas estão fazendo dinheiro com essa crítica, que não leva em conta a realidade desses pais e acaba reforçando estereótipos prejudiciais. É importante lembrar que a maioria dos pais não tem a opção de escolher se querem ou não estar presentes na vida dos filhos, pois a ausência muitas vezes é uma consequência do contexto social em que vivem.

Além disso, é preciso reconhecer que a divisão igualitária de cargas no cuidado com os filhos não é uma questão que diz respeito apenas aos pais, mas a toda a sociedade. É preciso que haja políticas públicas que garantam condições dignas de vida e trabalho para todas as pessoas, independente de gênero, raça ou classe social. Somente assim será possível avançar para uma sociedade mais justa e igualitária.

É importante que a discussão sobre paternidade seja ampliada para além daqueles que têm acesso à internet e aos debates públicos. É preciso levar em consideração o contexto social e racial em que esses pais estão inseridos e reconhecer que a ausência paterna muitas vezes é imposta por um sistema capitalista que cria mão de obra barata a partir da má distribuição de renda. É preciso que haja políticas públicas que garantam condições dignas de vida e trabalho para todas as pessoas, independente de gênero, raça ou classe social, para que seja possível avançar para uma sociedade mais justa e igualitária.

Qual o seu papel nisso tudo?

Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.

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(RESENHA) nº29 – Emicidas, Cores, Valores e Afins Parentalidade Preta

No (RESENHA) nº 29, o Parentalidade Preta promove uma análise aprofundada do novo álbum do Emicida, dialogando com Racionais MC’s, memória familiar, amadurecimento artístico e a evolução do rap brasileiro. A conversa percorre faixa a faixa temas como identidade negra, legado, mercado musical, vulnerabilidade masculina, homenagem à Dona Jacira e o papel do hip hop na construção de valores e consciência social. Mais do que crítica musical, este episódio propõe uma reflexão sobre cores, valores, geração, responsabilidade e transformação dentro da cultura hip hop no Brasil. Um encontro para quem quer entender o impacto cultural de Emicida, a influência dos Racionais e o lugar da arte negra na formação política e afetiva de uma geração.Apoie a iniciativa a partir de R$10/mês: 🔗⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/parenta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ou no pix recorrente através da chave pixparenta@gmail.comTodas as faixas são licenciadas via Epidemic Sound:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠https://www.epidemicsound.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Night Snow – Asher Fulero Não deixe de compartilhar suas impressões aqui nos comentários.Acompanhe a página⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@Parentalidade_Preta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ .Esse podcast é produzido pela⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠+3dB Áudio!
  1. (RESENHA) nº29 – Emicidas, Cores, Valores e Afins
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