Paternidade e Ausência: Uma Reflexão Crítica

A licença paternidade é um tema que tem sido bastante discutido nos últimos anos. Muitas empresas têm ampliado o período de licença oferecido aos pais, mas ainda há muito a ser feito para garantir uma divisão igualitária das tarefas no puerpério. No entanto, essa discussão deve ir além daqueles que têm acesso à internet e ao debate público. Como alcançar os pais que trabalham como motoristas de aplicativo, entregadores ou que não têm trabalho formal?

É preciso levar em consideração o contexto social e racial em que esses pais estão inseridos. O sistema capitalista neoliberal cria mão de obra barata a partir da má distribuição de renda, fazendo com que homens pretos precisem trabalhar muito mais para ganhar o mesmo que uma pessoa branca com o mesmo nível de instrução. A ausência paterna muitas vezes é imposta por esse sistema, que precisa que o homem esteja fora de casa para normalizar a ausência para a próxima geração entender que é esse o fluxo.

A crítica à paternidade ausente tem sido utilizada de forma desmedida e muitas vezes para fins lucrativos. Pessoas estão fazendo dinheiro com essa crítica, que não leva em conta a realidade desses pais e acaba reforçando estereótipos prejudiciais. É importante lembrar que a maioria dos pais não tem a opção de escolher se querem ou não estar presentes na vida dos filhos, pois a ausência muitas vezes é uma consequência do contexto social em que vivem.

Além disso, é preciso reconhecer que a divisão igualitária de cargas no cuidado com os filhos não é uma questão que diz respeito apenas aos pais, mas a toda a sociedade. É preciso que haja políticas públicas que garantam condições dignas de vida e trabalho para todas as pessoas, independente de gênero, raça ou classe social. Somente assim será possível avançar para uma sociedade mais justa e igualitária.

É importante que a discussão sobre paternidade seja ampliada para além daqueles que têm acesso à internet e aos debates públicos. É preciso levar em consideração o contexto social e racial em que esses pais estão inseridos e reconhecer que a ausência paterna muitas vezes é imposta por um sistema capitalista que cria mão de obra barata a partir da má distribuição de renda. É preciso que haja políticas públicas que garantam condições dignas de vida e trabalho para todas as pessoas, independente de gênero, raça ou classe social, para que seja possível avançar para uma sociedade mais justa e igualitária.

Qual o seu papel nisso tudo?

Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.

Ouça podcast [parenta].

Quando a Casa Respira: Encerramento 2025 Parentalidade Preta

Este episódio especial encerra o ciclo 2025 do Parentalidade Preta com uma aula magna sobre tudo que compõe este território: história, cura, ancestralidade, masculinidades negras, paternidade e construção comunitária. Um convite para quem chega agora entender o universo completo da iniciativa e começar a escuta pelo episódio 1.Aqui você encontra um panorama profundo das principais iniciativas:[parenta] — Entrevistas, narrativas e conversas documentais sobre temas de grande impacto social.OUÇA AQUI: https://open.spotify.com/playlist/0eIohbdm7bFplgcWOp6hxs?si=FIbRKan7Q96z0PryKBWGSw&nd=1&dlsi=7fea58be88b2431b(RESENHA) — Trocas francas e bem-humoradas entre pais pretos sobre desafios, afetos e cotidiano.OUÇA AQUI: https://open.spotify.com/playlist/7b8J4Keoet4IlFARYkFcxO?si=UF1XEBj4Rw-Y6s3ld9ISbA&nd=1&dlsi=bec5390599194b4c{mergulho} — Encontros íntimos sobre masculinidades pretas e cura emocional.OUÇA AQUI: https://open.spotify.com/playlist/0QGKb9H0QoqxpFCdVK5yYJ?si=81a8f86890814b2c&nd=1&dlsi=f856631bce7c42ccRodas de Conversa Virtuais — Espaço de troca e comunidade entre pais de diferentes regiões.Séries Documentais em Áudio, que unem história, afeto e memória:• Diop: Estrelas Negras no Céu do Egito: https://parentalidadepreta.com/2023/12/29/diop-estrelas-negras-no-ceu-do-egito/• Frantz Fanon: Irredutivelmente Negro• Travessia: A Escola de Escuta Afrocentrada do Parentalidade Pretahttps://parentalidadepreta.com/2025/10/30/travessia-escola-de-escuta-afrocentrada-do-parentalidade-preta/Este episódio é também um guia de escuta para novos ouvintes, apresentando o Currículo de Escuta Afrocentrada e explicando como cada série, conversa e especial foi construído para formar consciência, afeto e responsabilidade a partir de uma perspectiva preta, afrocentrada e comunitária.Ao final, compartilho o porquê de um hiato necessário: tempo de memória, estudo, fé e recomposição para preparar a próxima travessia da iniciativa.Se você está chegando agora, este é o seu ponto de partida.Se você já caminha conosco, é a casa acendendo uma última vela antes de descansar.Apoie a iniciativa : 🔗⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/parenta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Não deixe de compartilhar suas impressões aqui nos comentários.Acompanhe a página⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@Parentalidade_Preta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ .Bora pra mais uma?Esse podcast é produzido pela⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠+3dB Áudio!
  1. Quando a Casa Respira: Encerramento 2025
  2. TRAVESSIA #5 – ORGULHO PRETO
  3. Jairo Pereira – a travessia dos homens pretos
  4. TRAVESSIA #4 – Afrocentricidade Pt.2
  5. Omoloji Àgbára — quando o sentimento é também resistência

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