Qual o seu papel na estrutura?

Qual o seu papel na estrutura?

Se fosse por ego, eu estaria aqui reclamando que as fotos com as crianças sempre tem menos alcance, que quando eu compartilho um momento genuíno com eles, as postagens ficam lá embaixo no alcance, mas não é.

A pergunta é: que tipos de conteúdo engajam mais na internet? Que tipos de narrativas estamos compartilhando a partir dos nossos atravessamentos?

Quando eu posto foto das crias, também há uma mensagem. Várias, na verdade: São pessoas Pretas vivendo genuinamente tendo suas alegrias ou subjetividades validadas e mostradas aqui no centro da Parentalidade.

Esses conteúdos quebram a lógica da presença e do envolvimento. Eles sim são para quebrar paradigmas. Eu, junto dos meus filhos é a quebra da lógica construída para nós, homens Pretos, que eu vivo até hoje com os que vieram antes de mim. São registros que passam despercebidos ou talvez sejam interpretados como mais um pai querendo aparecer.

Criou-se o paradigma do “pai de selfie” que pode acabar escamoteando esse conceito tão necessário e importante para a gente: A presença. Eu não estou aqui pedindo para que engajem as fotos dos meus filhos, segundo o meu olhar. Na verdade, eu posto pra eles verem no futuro. Estou pedindo para que vocês, meus irmãos, postem mais fotos com os seus.

Não podemos ser definidos pelas narrativas que nos atravessam. Precisamos construir novos paradigmas. Não precisa curtir fotos dos meus filhos. Não é sobre ego.

“Achar que essas mazelas me definem é o pior dos crimes.
É dar o troféu pro nosso algoz e fazer nóis sumir” – Emicida

Qual o seu papel na estrutura?

Diego Silva

Homem Preto não retinto;

Esposo de Tatiane e

Pai de Benjamin e Aurora.

Ouça podcast [parenta].

(RESENHA) nº29 – Emicidas, Cores, Valores e Afins Parentalidade Preta

No (RESENHA) nº 29, o Parentalidade Preta promove uma análise aprofundada do novo álbum do Emicida, dialogando com Racionais MC’s, memória familiar, amadurecimento artístico e a evolução do rap brasileiro. A conversa percorre faixa a faixa temas como identidade negra, legado, mercado musical, vulnerabilidade masculina, homenagem à Dona Jacira e o papel do hip hop na construção de valores e consciência social. Mais do que crítica musical, este episódio propõe uma reflexão sobre cores, valores, geração, responsabilidade e transformação dentro da cultura hip hop no Brasil. Um encontro para quem quer entender o impacto cultural de Emicida, a influência dos Racionais e o lugar da arte negra na formação política e afetiva de uma geração.Apoie a iniciativa a partir de R$10/mês: 🔗⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/parenta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ou no pix recorrente através da chave pixparenta@gmail.comTodas as faixas são licenciadas via Epidemic Sound:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠https://www.epidemicsound.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Night Snow – Asher Fulero Não deixe de compartilhar suas impressões aqui nos comentários.Acompanhe a página⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@Parentalidade_Preta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ .Esse podcast é produzido pela⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠+3dB Áudio!
  1. (RESENHA) nº29 – Emicidas, Cores, Valores e Afins
  2. Quando a Casa Respira: Encerramento 2025
  3. TRAVESSIA #5 – ORGULHO PRETO
  4. Jairo Pereira – a travessia dos homens pretos
  5. TRAVESSIA #4 – Afrocentricidade Pt.2

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