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Falar de negritude e falar de um processo ultramarino de oposição à uma imposição de narrativas, e ainda sim, dentro da minha concepção, contrapor Soyinka e dizer que em tempos difíceis, precisamos sim declarar nossa tigritude, e ainda como felinos sagazes, nos munirmos do poder da nossa cominicação e sermos os leões, que como eternos e antigos griots, donos do território que é nosso por direito, contemos as nossas próprias histórias.
Trazer o protagonismo para as nossa narrativa é entregar aos nossos e às próximas gerações a possibilidade de sermos descritos e cantados por nós mesmos. Que não haja mais dia do caçador, pois deixaremos de ser a caça e como Reis e Rainhas, nos veremos em todos os lugares assumindo nossas narrativas e contando nossas histórias como elas devem ser lidas: com sucesso.
Pessoas importantes,

Aimé Fernand David Césaire foi um poeta, dramaturgo, ensaísta e político da negritude. Além de ser um dos mais importantes poetas surrealistas no mundo inteiro, inclusive no dizer do líder deste movimento, … Wikipédia
Nascimento: 26 de junho de 1913, Basse-Pointe, Martinica
Falecimento: 17 de abril de 2008, Fort-de-France, Martinica
Cônjuge: Suzanne Césaire (de 1937 a 1963)Pais: Eléonore Césaire, Fernand CésaireFilhos: Ina Césaire, Jean-Paul Césaire, Jacques Césaire, Michèle Césaire, Marc Césaire

Léopold Sédar Senghor foi um político e escritor senegalês. Foi presidente de Senegal, de 1960 a 1980. Foi, entre as duas Guerras Mundiais, juntamente ao poeta antilhano Aimé Césaire, ideólogo do conceito de negritude. Wikipédia
Nascimento: 9 de outubro de 1906, Joal-Fadiout, Senegal
Falecimento: 20 de dezembro de 2001, Verson, França
Prêmios: Prêmio da Paz do Comércio de Livro Alemão, MAIS
Pais: Gnilane Ndiémé Bakhou, Basile Diogoye Senghor
Cargo anterior: Presidente de la Federación de Malí (1960–1960)
Cônjuge: Ginette Éboué (de 1946 a 1956)
Pra ver no YouTube
Sona Jobarteh se apresentou em Weimar a convite da Universidade de Música FRANZ LISZT Weimar e de sua Cátedra UNESCO de Estudos Musicais Transculturais (TMS). A Cátedra TMS convida regularmente artistas a colocar os estudantes de musicologia em contato com várias culturas musicais para inspiração e troca.
Sona Jobarteh é a primeira mulher virtuosa de Kora a vir de uma família Griot da África Ocidental. O Kora é um dos instrumentos mais importantes pertencentes aos povos Manding da África Ocidental (Gâmbia, Senegal, Mali, Guiné e Guiné-Bissau). Pertence exclusivamente às famílias griot, e geralmente os homens nascidos nessas famílias têm o direito de pegar o instrumento profissionalmente. Sona Jobarteh combina vários gêneros de música africana e elementos musicais ocidentais.
Links Importantes
Comunicação
https://www.significados.com.br/comunicacao/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Origem_da_fala
Griot
https://www.infoescola.com/curiosidades/griot/
https://www.pensador.com/frase/MTI0MzA2Ng/
História de Senegal
Pré colonial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Senegal
Colonialismo
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/historia/colonialismo
https://www.infoescola.com/historia/colonizacao-francesa-na-africa/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_colonial_franc%C3%AAs
Pós Colonial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_Senegal
Léopold Sédar Senghor
https://www.quilombhoje.com.br/ensaio/ieda/senghor.htm
https://www.redalyc.org/journal/3381/338167102023/html/
https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A9opold_S%C3%A9dar_Senghor
https://www.geledes.org.br/leopold-sedar-senghor/
Negritude
https://pt.wikipedia.org/wiki/Negritude
Descolonização da África
https://pt.wikipedia.org/wiki/Descoloniza%C3%A7%C3%A3o_francesa_da_%C3%81frica
Reações com Cheikh Anta Diop
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cheikh_Anta_Diop
Livro(s)que eu indico para o assunto:
Discurso sobre o Colonialismo – Aimé Césaire
Racismo, fascismo, colonialismo e Aimé Césaire, o criador da palavra negritude Este livro é uma declaração de guerra. Guerra ao racismo, ao colonialismo e à pomposa hipocrisia de intelectuais e políticos a serviço do capitalismo. Escrito por um pensador político que foi ao mesmo tempo um dos maiores poetas da língua francesa no século XX, Discurso Sobre Colonialismo é um monumento de elegância, ironia e fúria em forma de texto. Lançado originalmente em 1950, na França, a influência deste pequeno livro é imensa. Tornou-se a bíblia de todos os militantes anticolonialistas em luta contra a dominação europeia, inspirou os líderes do movimento pan-africano e também os Panteras Negras, é citado (várias e várias vezes) por Frantz Fanon e citado também por Raoul Vaneigem, em seu A Arte de Viver para as Novas Geração, o best seller situacionista do Maio de 68 francês. Talvez até mais atual hoje do que quando foi lançado, este livro demonstra que o fascismo é filho do colonialismo. Que o racismo é ferramenta fundamental da exploração capitalista. Que Hitler vive em cada burguês. No Brasil de hoje, ajuda a entender que a mais recente emersão do fascismo, com toda sua brutalidade, ignorância e racismo, é menos uma reação a avanços nas questões sociais, que resultado da brutalidade, ignorância e racismo serem as armas básicas do capitalismo em sua luta de sempre para preservar a infame desigualdade social brasileira. Uma obra fundamental, urgente para nossos tempos, numa edição ilustrada por Marcelo D’Salete e traduzida por Claudio Willer. Com notas explicativas e uma cronologia da vida, obra e combates de Aimé Césaire. – Fonte AMAZON
Léopold Sédar Senghor: uma narrativa sobre o movimento da négritude
O presente livro propõe trazer para o campo histórico um dos mais notáveis pensadores africanos do século XX: Léopold Sédar Senghor (1906-2001). É uma das primeiras vezes cuja vida e a obra desse escritor senegalês é trabalhada nos campos da História e seus primeiros escritos ilustram como se constituiu o Movimento de Négritude. Surgida em meados da década de 1930, essa movimentação foi encabeçada por Senghor e contou com a participação de Aimé Césaire (Martinica) e Léon Damas (Guiana), ambos responsáveis por dar início a um debate cultural sobre o “ser negro”. A obra buscou demonstrar como arte, literatura e as representações de África estavam em voga desde as primeiras décadas do século XX. Enfatizando as influências literárias e parte dos expoentes do pan-africanismo, é possível perceber as fontes intelectuais de Léopold Senghor na ambiência norte-americana. Ainda foi possível perceber como as primeiras percepções de África e négritude em Senghor surgiram, recuperando alguns dos autores relacionados por ele. Por meio de seus escritos é possível perceber não somente o conceito de négritude, mas como o “estilo negro” e a “alma negra” ficavam em evidência destacando e valorizando o pensamento negro-africano. Em relação de equidade com a intelectualidade francesa da metade do século XX, Léopold Senghor pôde demonstrar as contribuições e atributos dos negros, desenvolvendo em seus escritos argumentos preocupados em desmistificar o falso preceito de inferioridade intelectual dos negro-africanos. Destarte, a narrativa do livro converge para a atuação intelectual de Senghor e de Aimé Césaire, esse último responsável pelo avanço do conceito de négritude. Um dos momentos fundamentais na construção dessa narrativa foi perceber a crítica de Senghor à assimilação e ao colonialismo, levando em conta como ela se esparzia no campo cultural. Assim, a experiência de ser negro no mundo se modificou mediante as demandas políticas nas quais o pensador senegalês se engajou. Por isso, o pensamento de Senghor e a narrativa do Movimento da Négritude são tão atuais e continuam ocupando os espaços de debate nas ciências humanas tanto no exterior como no nosso país. – Fonte: AMAZON
Espero, de coração, que esse conteúdo tenha somado à experiência do podcast. Obrigado!

Diego Silva
Homem Preto não retinto;
Esposo de Tatiane e
Pai de Benjamin e Aurora.

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