“Pretitude” é a junção das palavras preta e atitude, uma provocação e um convite para as pessoas negras serem protagonistas ativas de suas histórias. Ressignificar lugares e existências, ocupando o lugar de cidadão, de sujeito de direitos, de pertencimento e de cura, frente ao racismo institucional e estrutural (Almeida, 2018) de mais de 500 anos de história brasileira.
O convite que agora fazemos é ir ao encontro amoroso e cuidadoso de pessoas de pele preta, àquelas que ainda sofrem os efeitos da escravização no Brasil (Conselho Federal de Psicologia, 2017; Mbembe, 2018).
Houve uma luta por conta dos movimentos negros para que pessoas ditas “pardas” compusesem, nos estudos demográficos a cor PR3T4. fato esse que foi conseguido com muita conjectura, para que hoje, o percentual de pessas PR3T45 no Brasil compusesse mais de 56% da população. Esqueça o termo minoria.
Falar de Pretitude é resgatar os traços, cores, origens e histórias que tentam ser apagados por uma sociedade que não se admite R4C1ST4, mas pratica indicadores gritantes contra essa cor. Falar disso é evidenciar que houve processos de apagamento da história pregressa de um povo potente e vanguardista, que no século 8 já comercializava ouro com a europa.
Você entende que o fato de simplesmente não ter conhecimento da histórica da dita África Pré Colonial já reflete o apagamento. No nosso país há uma lei (a 10.639) que prevê o ensino da história africana nas escolas. Onde está essa informação?
Referâncias – Andrea dos Santos Nascimento*, I; Gabriela Faria de Souza**, II; Maiara da Silva***, I; Mário Silva de Oliveira****, II Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, Vitória, Espírito Santo, BrasilII Instituto Gestalt de São Paulo – Gestalt SP, São Paulo, São Paulo, Brasil – https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revispsi/article/view/49293/32942
Continuamos mais adiante.


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